A animação pré-jogo dos torcedores que esgotaram os 67 mil ingressos do Mané Garrincha dava o tom de como seria o espetáculo do lado de dentro do estádio. No entanto, ficou só na expectativa. A derrota por 2 a 0 para o Coritiba, na noite dessa quinta-feira, trouxe vários fatores negativos ao Flamengo: o time saiu do G-4 do Brasileirão – agora é quinto -, teve interrompida uma sequência de seis vitórias e perdeu a chance de alcançar a sétima e quebrar seu próprio recorde nesse quesito na competição. Além disso, piorou o jejum que vive em Brasília: o Rubro-Negro não vence uma partida no Mané Garrincha há dois anos, ou sete jogos. A última vitória do Fla aconteceu no dia 4 de agosto de 2013, nos 3 a 0 diante do Atlético-MG pelo Brasileirão daquele ano, com gols de Nixon, Elias e Paulinho.
Antes mesmo do revés dessa quinta, o Flamengo havia obtido cinco empates e uma derrota nos últimos seis jogos na capital: 1×1 Portuguesa, 0x0 São Paulo, 0x1 Grêmio e 1×1 Vasco, todos pelo Brasileiro de 2013; 0x0 Goiás, pelo Brasileiro de 2014; e por último empate por 0 a 0 com o Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, em amistoso em janeiro de 2015. O estádio brasiliense não tem andado em sintonia com o Rubro-Negro.
Cobrança precipitada gera atrito com torcedores do RJ
A má atuação do Fla em campo passou longe de ficar impune pela torcida que lotou o Mané Garrincha. E a cobrança aconteceu de forma até um pouco precipitada em alguns momentos, onde deu para perceber pouca paciência vindo das arquibancadas. O zagueiro César Martins, por exemplo, passou a ser vaiado com apenas 20 e poucos minutos de jogo. Os torcedores não perdoaram o erro de passe dele que gerou o contra-ataque do segundo gol do Coxa e o vaiaram toda vez que tocava na bola a partir dali, esquecendo completamente da boa performance que o camisa 3 teve no fim de semana, na vitória sobre a Chapecoense por 3 a 1. Era como se ele tivesse sido escolhido culpado por aquele resultado negativo.
– Sempre tem que ter um cristo, né? Eu acho que o César vem jogando muito bem. A equipe toda do Flamengo hoje não foi brilhante, mas o César não foi comprometedor a ponto de ser vaiado. Mas a gente sabe como é o torcedor. Sempre tem um que vai ter que pagar. Hoje infelizmente foi o César, poderia ter sido outro – disse Oswaldo de Oliveira, discordando das vaias.
Não ficou restrito a César Martins. O time todo passou a levar vaias principalmente a partir da metade do segundo tempo. E no fim do jogo houve até gritos de “olé” quando o Coritiba tocava na bola, atitude que foi duramente criticada por muitos rubro-negros do Rio de Janeiro nas redes sociais. O argumento do grupo carioca é que o time está em boa fase no Brasileirão e que, apesar da frustração, a derrota não era motivo suficiente para tanto. Além disso, houve muita gente deixando o estádio já a partir dos 30 minutos do segundo tempo, outro ponto criticado.
Capitão do time contra o Coxa, o goleiro Paulo Victor minimizou as vaias ao time e também especificamente a César Martins, sem deixar de dar apoio ao companheiro de defesa.
– A torcida do Flamengo cobra mesmo. A gente tem que ter a sabedoria de que dentro de campo quem toma as decisões somos nós. Para jogar no Flamengo a gente tem que se acostumar com algumas dificuldades. O César é um excelente zagueiro, tem feito excelentes jogos e foi destaque no jogo passado, e a gente conta muito com ele. Isso acontece com qualquer um. Hoje pegaram ele para vaiar, mas a gente dá total apoio a ele e vai abraçar qualquer jogador que tiver esse problema – afirmou o camisa 48.
Se o resultado não foi o esperado, o Flamengo pelo menos vai deixar Brasília com R$ 1,5 milhão a mais por ter vendido o mando de campo da partida. Mas a tendência, pelo menos a princípio, é que o clube não tire mais jogos do Rio de Janeiro até o fim do Campeonato Brasileiro, ainda mais com o time brigando pelo G-4 da competição de forma direta.
Fonte: GE

Cara isso pq o Flamengo vem de 6 vitórias seguidas e jogando bem.