O rubro-negro não escolhe o time que torce: é escolhido. E, no pacote de boas-vindas, existem as letras miúdas, é bom que se diga. Ninguém falou, nem falará, que ser Flamengo será fácil. Será regular e constante. Ninguém nunca falou.
Ser rubro-negro é ter a certeza de crescer em momentos difíceis. Talvez por conta disso nunca tenhamos sido rebaixados. E nunca seremos. Pois quando o Flamengo precisa ele se auto-alimenta de forças desconhecidas e ressurge.
Quando colocam o Flamengo de lado, ele parece fazer questão de provar que aqui é Flamengo e que se deixar chegar…
Porém, ao mesmo tempo que lida tão bem com as adversidades, o Flamengo peca ao voar em céu de brigadeiro. Parece não gostar da calmaria, do fácil, do que parece favas contadas. É aí, como aqueles que tentam se defender das suas próprias falhas, que a torcida rubro-negra busca o culpado da vez: técnico, torcida, estádio, juiz…
Mal sabemos, nós rubro-negros, que exatamente na força inata do surpreendente, do impossível, da vitória inesperada, que vem nossos maiores orgulhos.
Alguém quer trocar a arrancada do Hexa pela campanha muriciana do São Paulo nos seus últimos títulos? Alguém troca o gol do Pet no tri-estadual por uma vitória simples em qualquer final? Somos rubro-negros, amigos! E na dificuldade, damos as mãos e nos solidarizamos como nenhum outro clube, como uma verdadeira Nação.
Tenho um recado pra vocês: não vai ser fácil ganhar a vaga na Libertadores. O Hepta então, está impossível. Opa… Eu disse impossível?
Fonte: Falando de Flamengo

Isso é Flamengo!