Oswaldo de Oliveira estreou pelo Flamengo na sua primeira passagem no dia 24 de julho de 2003 diante do Internacional, mesmo adversário deste domingo, 18, novamente no Maracanã. Na ocasião, o time vinha de três derrotas no Campeonato Brasileiro e sofria muita pressão por resultados. Desta vez, o cenário é semelhante já que, nos últimos cinco jogos, o Rubro-Negro só conseguiu uma vitória, sobre o Joinville.
Na última década, o protagonismo pela vitória sobre o Colorado dentro de casa foi de um jovem que iniciava a carreira no clube, oriundo das categorias de base. Atacante de origem, mas com a camisa 8, Jean marcou o gol da vitória aos 29 minutos da etapa complementar após Cidimar abrir o placar para a equipe gaúcha. Fernando Baiano tinha deixado tudo igual.
Hoje no América e aos 33 anos, Jean não se esquece dessa partida e faz elogios ao treinador que lhe deu oportunidades enquanto esteve à frente do time na ‘passagem relâmpago’, com apenas 18 jogos.
“Me lembro bem daquela época. Estávamos ganhando as primeiras oportunidades no Flamengo como o Andrezinho, André Bahia e eu. Foi até engraçado jogando com a camisa 8. Sempre joguei com a 11 ou a 7. O professor (Oswaldo de Oliveira) sempre teve esse jeito de dar chance aos jogadores da base. Ele foi muito carinhoso com a gente dando oportunidade. Foi muito feliz nesse jogo de estreia dele fazendo o gol. Fizemos uma jogada pela direita, o Hugo cruzou, houve um desfio e eu consegui bater de primeira no canto. Fico feliz de ter trabalhado com o Oswaldo. A maioria dos jogadores gosta dele”, relembrou Jean durante entrevista ao quadro ‘Eu Brilhei no Brasileiro’ no Rádio Globo Futebol Clube deste domingo.
O atacante afirmou que relembra diversas passagens pelo clube no dia a dia com os companheiros no América, onde conseguiu conquistar o acesso da Série B este ano e disputa a Copa Rio no segundo semestre.
“Sempre conversamos no treino e batemos um papo com histórias em jogos como esse. Foram 15 anos de Flamengo. Comecei com 10 anos. Foi uma vida lá dentro. Fico feliz em ser lembrado entre tantos grandes jogadores que passaram por lá. Espero que o Oswaldo seja feliz também e que tenha sucesso porque é um cara honesto e sempre realiza excelente trabalho.”
Jean relembra com nostalgia a passagem pelo Flamengo e admite que poderia ter escrito uma história ainda mais bonita no clube com outros títulos além do Carioca de 2004, quando marcou três gols na decisão contra o Vasco, mas admite que ainda tem um sonho.
“Quando comecei, nunca pensava em deixar o Flamengo. Criei um amor enorme pelo clube e pela torcida, que mesmo na cobrança me abraçava nos momentos difíceis. Hoje tenho uma mentalidade totalmente diferente. Quando se é jovem, o atleta acaba se perdendo ainda mais com a mídia que se cria ao defender o Flamengo. Me sinto feliz de ter realizado essa passagem pelo clube e ter conquistado título. Vivo um bom momento no América, mas quem sabe um dia não voltarei a vestir essa camisa para encerrar a carreira? Entrego tudo nas mãos de Deus. Sinto saudade, mas torço pelos companheiros que estão lá porque é um orgulho defender o Flamengo”, disse.
Aos 33 anos, Jean afirmou que não pensa em aposentadoria nem tão cedo. Até porque acredita que está bem fisicamente para atuar em alto nível seja em qualquer divisão.
“Vou até quando Deus me der forças (risos). Acabei de ser campeão com o América na Série B, retornando à elite após quatro anos. Amo jogar futebol. Torço para que as equipes cariocas permaneçam na Serie A e façam uma boa campanha sempre.”
Em 2003, o Flamengo terminou o Brasileiro em oitavo lugar a sete pontos do Coritiba, que foi o último clube classificado para a Libertadores da América. Em 2015, a tarefa é semelhante (a diferença momentaneamente é de quatro pontos para o Palmeiras). Mesmo assim, Jean acredita no potencial do elenco rubro-negro para garantir a vaga na mais importante competição das Américas.
“Quando se trata de Flamengo tudo é possível. O Flamengo tem muita reviravolta. Quando dá oportunidade, o Flamengo chega mesmo. O clube tem um grande elenco e um grande treinador. Tem essa possibilidade. A torcida incentiva bastante. Se ganhasse esse último jogo poderia estar bem mais próximo. Torço pelos meus companheiros. Espero que o Flamengo consiga a vaga assim como o Vasco escapar do rebaixamento para manter o futebol carioca forte”, disse Jean que também defendeu o time cruzmaltino em duas ocasiões.
Revelação da base, Douglas Baggio é a bola da vez na Gávea para ser um homem-gol em breve com a camisa rubro-negra. Jean, que tinha características semelhantes ao novo “prata da casa” dá conselheiros ao jovem nesse início de carreira entre os profissionais.
“Ele não pode se deslumbrar com o sucesso. O jogador se perde quando acontece isso. É um sonho atuar entre os profissionais ainda mais no Flamengo. Então, quando o sonho se realiza, a gente se perde um pouco. É preciso manter os pés no chão e continuar trabalhando. Evitar noitada, bebida… Isso atrapalha bastante a carreira. Tudo tem seu momento. Ele precisa continuar fazendo o que realizava na base. Tenho certeza de que o Oswaldo está olhando para esses meninos da base e que lá na frente ele pode ser um ídolo no Flamengo”, afirmou.
Com passagens por vários clubes do Brasil como Fluminense, Corinthians, Santos, Brasiliense entre outros, e também no exterior, Jean afirma que conseguiu chegar a um padrão de vida importante para dar conforto a sua família, porém sabe que ainda pode conseguir outros frutos através do futebol.
“A gente sempre trabalha para isso. Não vou falar que estou tranquilo, mas Deus me abençoou. Hoje, posso ficar tranquilo porque tenho uma casa e proporciono conforto para minha esposa e meus filhos. Mas não vou parar, não. Vou continuar trabalhando para terminar a carreira com o gosto do dever cumprido”, finalizou.
Fonte: Rádio Globo




























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Tá encostado, bichado??? Bandeira contrata!!!!!!!!!
Pra quem trouxe Almir,tudo é possível
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