Guerrero marca, mas Chile supera o Peru pelas eliminatórias

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O Chile vem se provando, jogo a jogo, como potência do futebol sul-americano. Após derrotar o Brasil, na abertura das Eliminatórias, o atual campeão da Copa América foi a Lima encarar o Peru, no Estádio Nacional, nesta terça, e venceu o time da casa por 4 a 3 com propriedade.

Apesar do placar, a seleção peruana mostrou garra e qualidade e, mesmo saindo atrás e com um a menos, conseguiu virar o placar. Entretanto, a superioridade numérica e a maior qualidade técnica prevaleceram, e o Chile saiu triunfante do “Clássico do Pacífico”. Sánchez e Vargas tiveram atuação de gala e marcaram duas vezes cada um. Apagado, Guerrero não conseguiu se livrar da marcação chilena, mas marcou já nos acréscimos.

O resultado deixou o Chile na terceira colocação das Eliminatórias Sul-Americanas, com seis pontos, mesma pontuação do Uruguai, que lidera pelos critérios de desempate. Já o Peru soma sua segunda derrota seguida, ainda não pontuou e está na nona colocação. A Bolívia é a lanterna.

O JOGO

Embalado pela conquista da Copa América e pelo triunfo sobre o Brasil, na estreia das Eliminatórias, o Chile iniciou a partida com ímpeto e ofensividade. A La Roja logo foi premiada em seu primeiro ataque. Aos seis, Medel lançou Sánchez, que apareceu com velocidade, chegou mais rápido que a defesa e completou para as redes. A resposta peruana foi imediata. Aos nove, Farfán foi acionado pela direita, conduziu e bateu cruzado, entre o goleiro Bravo e a trave, empatando o embate.

Empurrado pela torcida, o Peru tomou as rédeas do confronto. Após espirrada da zaga, Guerrero bateu de esquerda, mas não foi feliz na finalização. Pelo lado do Chile, Vargas teve boa chance de tirar a igualdade do placar. O atacante entrou livre, bateu forte, mas Gallese fez linda intervenção. O Peru ficou com um a menos, após expulsão de Cueva.

O jogo seguia em ritmo frenético. Zambrano invadiu a área e sofreu carga nas costas. Néstor Pitana marcou a penalidade, que Farfán converteu e virou o jogo. No entanto, a qualidade chilena e o fator da superioridade numérica dos visitantes começou a se sobressair. Aos 40, Sanchéz deu passe para Valdívia, que se atirou e conseguiu deixar Vargas com o gol livre para marcar. Novo empate em Lima. Três minutos depois, Sánchez recebeu de Díaz e tocou de primeira, com categoria, para vencer Gallese e virar o placar novamente.

Na segunda etapa, a chuva de gols não deu trégua no Clássico do Pacífico. Sánchez puxou contragolpe e serviu Vargas, que, com calma, cortou o goleiro e tocou para o barbante, dando contornos de goleada ao jogo. Esgotada fisicamente, a seleção peruana não conseguia pressionar os chilenos, que dominaram a posse de bola na etapa complementar.

Em um dos poucos lances de perigo dos mandantes, Guerrero cabeceou para o gol, mas a bola não encontrou o caminho das redes. Sem forças após um primeiro tempo eletrizante, as equipes tiveram queda acentuada de desempenho, mas Guerrrero, de bico, aos 47, diminuiu o placar para os mandantes. No entanto, foi pouco.

FICHA TÉCNICA 

PERU 2 x 4 CHILE

Local: Estádio Nacional, em Lima (PER)
Data e hora: 13 de outubro de 2015, às 23h15 (horário de Brasília)
Árbitro:  Néstor Pitana (ARG)
Cartão Amarelo: Zambrano (PER); Marcelo Díaz, Isla (CHI)
Cartão Vermelho: Cueva (PER);
Gols: Sánchez – 6’/1ºT ; (0-1); Farfán – 9’/1ºT; (1-1); Farfán – 35’/1ºT ; (2-1); Vargas – 40’/2ºT; (2-2); Sánchez – 43’/2ºT ; (2-3); Vargas – 3’/2ºT; (2-4); Guerrero – 46’/2ºT; (3-4);

PERU: Gallese; Advíncula, Zambrano, Ascues e Yotún; Ballón, Lobatón (Reyna – Intervalo) (Joel Sanchéz -27’/2ºT) , Carrillo (Tapia – Intervalo), Christian Cueva; Farfán e Paolo Guerrero. Técnico: Ricardo Gareca.

CHILE: Bravo; Isla, Medel, Jara e Mena; Marcelo Díaz (Francisco Silva – 8’/2ºT), Valdívia, Vidal (Gutiérrez – 20’/2ºT) e Mark González; Alexis Sánchez e Vargas (Orellana – 36’/2ºT). Técnico: Jorge Sampaoli.

Fonte: Lancenet

Ver comentários

  • Antes que venham reclamar que no Flamengo ele não faz isso, lembre-se que o posicionamento é diferente. No Peru ele joga na frente recebendo todas as bolas basicamente e com toda liberdade de criar. No Flamengo, ele joga centralizado com obrigação de inverter para criar espaços e não recebe muitos passes.
    PS: Muda a ficha técnica, foi 4x3, não 4x2 como está escrito.

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