Em depoimento em seu programa na Rádio Globo, Zico comentou o fato de não ter conseguido as cinco cartas de apoio para que pudesse ser candidato à presidência da Fifa. O ex-craque disse ter recebido sinalizações positivas no último domingo, a cerca de 24 horas do encerramento do prazo para registro de candidaturas. No entanto, uma reviravolta na Europa ajudou, na opinião do brasileiro, a acabar com suas possibilidades.
O secretário-geral da Uefa, Gianni Infantino, lançou sua candidatura nesta segunda-feira.
– Ontem (domingo) fiquei animado, conversei com diversas pessoas. Umas seis delas quase garantiram o apoio. Mas houve uma reviravolta na questão da Uefa – afirmou Zico.
Infantino foi lançado como nome da Uefa à sucessão presidencial após a suspensão de Michel Platini. Assim, deverá ter apoio maciço das associações europeias.
Zico avaliou, ainda, que a impossibilidade de sua candidatura confirma uma crítica feita por ele durante a campanha: a restrição para que pessoas que viveram o futebol em campo tenham acesso a cargos de comando nas principais entidades do futebol. Para ele, o jogo político torna tais postos acessíveis apenas a um grupo reduzido de dirigentes. Ele critica, principalmente, os votos em bloco nos continentes. Para Zico, tais decisões são guiadas por interesses políticos e não pelos projetos de cada candidato.
– Todo este comprometimento que existe hoje, todos estes acordos… Não vejo condições de que algo possa mudar. Lamento tudo isso que vem acontecendo. Neste período, pude dar meu recado e mostrar o quanto seria importante ter alguém trabalhando para que estas coisas fiquem mais claras – afirmou. – Agora é torcer para que as pessoas que estão lá, e têm responsabilidade grande sobre o futebol, possam olhar o jogo com paixão, com emoção, e não com o olhar do dinheiro no bolso.
Fonte: Carlos Eduardo Mansur
