São 120 anos de paixão incontida por você. Sempre lhe amei, mesmo antes de lhe conhecer, quando já se passavam 68 anos de sua existência. Em cada um daqueles dias de glória anterior, eu estive ao seu lado. Estive embarcado na Pherusa; renegado sob a liderança do Borgerth; na cabeçada histórica do Valido; nos gols do Babá e do Dida; em tudo que não presenciei, mas senti com a intensidade amplificada do nosso amor.
Transcendi a essência desse amor pela simples razão de sua aura vitoriosa numa vida precedente a essa que iniciei em 1956 e se abraçou sem pudor a você em 1963, num Maracanã superlotado, ante os olhos surpresos de um pai tricolor. Sou um orgulhoso apaixonado pelos seus feitos, pelas inúmeras vitórias comemoradas em conjunto, em gramados, em quadras, em águas.
Sou feliz pela sua escolha. Tantos milhões já escolhidos, outros tantos a escolher e você me identificou nessa multidão de almas passadas, presentes e futuras, para me trazer a felicidade de vestir o seu Manto Sagrado, de cantar seu hino, de chorar de alegria na esmagadora maioria de sucessos e prantear a tristeza efêmera de seus insignificantes e fortuitos insucessos.
Estamos juntos desde a sua fundação, num dia que não foi o de hoje. Viramos amantes inseparáveis desde aquele 15/12/1963. Desde então foram quase 52 anos de vida terrena prazerosa, numa conjugação de amor, paixão e êxtase. A minoria incrédula, a nos cercar de inveja e de ciúme, não consegue dimensionar o tamanho de nossa força, a imensidão de nossos limites, a extensão de nosso orgasmo.
Amalgamados e juntos há décadas, somos hegemônicos, soberanos, absolutos, implacáveis e, sobretudo, democráticos. Não temos raça, credo, cor ou qualquer outra distinção a separar esse amor incondicional. Levitamos de felicidade plena sobre os comuns, do alto de nossa condição de Imensa Nação, prenhe de Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Estamos de luto, o momento é ruim. Paris chora seus mortos, o mundo pranteia suas vítimas, nos abraçamos em solidariedade nesse dia tão especial.
Viveremos para enxergar dias melhores, onde o mundo terá uma população harmônica e fraterna, independentemente das preferências limitantes. Não importam os fratricidas, os fanáticos, os idiotas da objetividade. A humanidade será tão longeva quanto o nosso eterno amor e muito maior do que os xiitas de lá e daqui. Contra eles, tudo e todos, como um carma antes mesmo do nada, permaneceremos a maioria, somos a Imensa Nação Rubro-Negra.
Flamengo, EU TE AMO!
Ontem, Hoje e Sempre.
Eles passarão. Eu passarinho.
Nós, URUBUS. Nosso amor, Fênix.
MAGIA NELES!
Fonte: Magia Rubro-Negra
