Aniversário da Nossa Maior Paixão nesse 15 de novembro. Estamos todos de parabéns. E como festa é festa, temos que ser humildes em admitir e parabenizar não só os rubro-negros de nascença, essa gente de amor incondicional que é feliz pelo simples e complexo fato de Ser Flamengo, como também não esquecer da arcoirizada. Essa povo que as vezes até mais do que nós, pelo fato de serem eternamente assombrados pelo nosso Gigantismo Nato, acorda, almoça, janta, respira e dorme Flamengo.
O Flamengo é de todos. Pra ser amado e odiado na mesma intensidade, de acordo com o lado da divisão que a pessoa nasce. Simples assim.
Tudo bem que esse nosso ano de número 120 não foi dos mais interessantes nos campos. Fora nossos títulos contábeis promovidos pela diretoria-consciente-e-perdida (azul ou verde) e as alegrias promovidas pelo Fla Basquete, o carro-chefe da nossa paixão, de forma resumida e direta, o elemento que realmente nos fez Flamengo, o nosso time de futebol, passou um 2015 assim-assim, sem arrumar nada e com participação discreta no Brasileirão. E ainda que seja louvável saber que nossos anos ruins são infinitamente melhores que dos nossos rivais mais próximos, habituados a frequentar (e no caso do fluminenCe, também driblar) divisões menores do futebol nacional, não tem como não lastimar um ano sem volta olímpica e sem adrenalina.
Pouco importa. O Flamengo é maior que desempenhos, jogadores, diretorias. O Flamengo somos nós. Todos nós que já estamos pensando na próxima temporada e SABENDO que vamos ganhar tudo. Por mais que a realidade venha depois e nos negue toda essa nossa soberania, o que importa mesmo é a nossa soberba. Esse sentimento de superioridade que tanto irrita quem nos odeia.
Dia desses, pela milésima vez, fui questionado do porquê de levar essa vida besta de sacrifício físico e financeiro para acompanhar o Flamengo de perto. Aquele velho e ranzinza argumento de que estar lá não vai influenciar no resultado do jogo. O tradicional e enganoso “O Flamengo não precisa de você”. E não precisa mesmo.
Cada um ao seu estilo. Indo aos jogos, vendo tudo pela TV, colecionando camisas e/ou objetos, reclamando, amando sem olhar resultados, protestando, debatendo política, votando, provocando os adversários, cantando na arquibancada ou no bar. Nós todos é que precisamos do Flamengo. Por mais que o clube precise da nossa grandeza numérica para exercer sua superioridade, ou que necessite do nosso dinheiro do plano ST para seguir traçando novos rumos, a verdade é que sem um ou outro de nós o Flamengo segue seu caminho. Agora… Para muitos de nós o trecho do hino reflete a realidade de forma inquestionável.
“UM DESGOSTO PROFUNDO SE FALTASSE O FLAMENGO NO MUNDO”
Fonte: Torcedor do Flamengo
