Um mês sem gol. A seca é do tamanho do Ramadã, período sagrado de jejum do Islamismo. Desde 4 de outubro que o Flamengo não balança a rede adversária. Da última vez, nos 2 a 0 sobre o Joinville, Ayrton e Gabriel marcaram. O segundo, que selou a vitória, dominou a bola com a mão, antes de tocar por cobertura.
São quatro jogos sem mexer no placar. Se na religião a abstinência leva à renovação da fé, no Flamengo fez a esperança de terminar o Brasileiro no G-4 desmorona.
Maior do que o jejum do time — que não se repetia desde 2004 — é a privação de gols de Guerrero. Ele fez apenas quatro em 15 jogos. Desde o dia 23 de agosto que não sabe o que é deixar sua marca e ouvir a torcida cantar que “acabou o caô.”
Para piorar, expulso diante do Grêmio por reclamação, o camisa 9 não enfrenta o Goiás e ainda deve ficar fora na rodada seguinte, contra o Santos, na Vila Belmiro. Isto porque, na véspera, a seleção peruana pega o Brasil, pelas Eliminatórias da Copa. Zico, maior ídolo da história do Flamengo, não poupou críticas.
“De vítima, ele (Guerrero) não tem nada. Ele está sendo muito inocente e infantil. Atacante como ele não pode ser expulso, não pode ficar reclamando toda hora e levando cartão”, disparou o Galinho, em seu programa na Rádio Globo.
O Flamengo sofreu sete derrotas nas últimas oito rodadas. Já são quatro seguidas. Desempenho que fez o aproveitamento da equipe, sob o comando de Oswaldo de Oliveira, cair pela metade. Se logo após a chegada do treinador o time ganhou seis jogos seguidos, agora, acumula sete vitórias e sete empates.
O índice ainda é superior aos 45,8% de Cristóvão Borges, seu antecessor. Mas foi o suficiente para fazer o Flamengo despencar na tabela do Brasileiro da quarta para a 11ª posição.
Fonte: O Dia

Título de matéria mais cretino de 2015