Fim de ano, domingão, horário de verão… Dá pra fazer um churrasco, ir à praia, ficar numa boa aproveitando a época em que o sol sorri até mais tarde. E justamente quando começar a bater o sono no astro-rei, nosso Flamengo entrará em campo. Até me chamaram pra ir ao show do Lenine, no Ibirapuera, mas não dá. Musicão, eu sei, só que o Mengo joga.
“Ah, mas não vale nada”. Vale acabar com a chatice, quebrar um hoje não tão incômodo tabu, mas que pode causar calafrios aos mais supersticiosos, no futuro. “O Flamengo nunca ganhou do Atlético-PR na Arena da Baixada… em Campeonatos Brasileiros”.
Até 2011, a história era outra: era “nunca” e ponto final. Jogo modorrento de Sul-Americana, cobrança de escanteio de Bottinelli, Renato Abreu desviou no primeiro pau e Ronaldinho completou, de cabeça – 1×0 nós e dancinha do gaúcho acompanhado de Negueba (mais alegria no passinho que nas pernas), os dois “parados na esquina”. Aí começou esse papo de “… em Campeonatos Brasileiros”.
A tarefa, no domingo, é simples. Vencer – como manda o hino – e fazer da graça dos outros nossa. Nem precisa acabar com a história de “… em Campeonatos Brasileiros”. Podemos complementá-la, que tal? Em Campeonatos Brasileiros “em partida transmitida pela TV aberta”, “sem fazer as 3 substituições”, ou “com, no mínimo, 4 jogadores do Fla vestindo mangas compridas”.
Pra inspirar
Foto de Amaral Pitbull comemorando o golaço de empate do Mengão contra o Atlético-PR no primeiro jogo da final da Copa do Brasil 2013. Não vencemos a partida por 2 motivos:
– Era na Vila Capanema, não na Arena da Baixada.
– Era Copa do Brasil, não “…em Campeonatos Brasileiros”.
No fim das contas, levamos o caneco. Queria mais o quê?
Pra não deixar passar
Na quinta-feira, 26/11/2015, data de nascimento desse blog, completou 40 anos o maior ídolo que vi defender o Manto Sagrado. Não à toa foi a mais emblemática foto dele que escolhi como avatar. Ronaldo Simões Angelim é quem, de longe, no século 21, mais representou o espírito do blog: o Nosso Flamengo.
Mais do que parabéns, Magro de Aço, muito obrigado. Não só pelo gol do hexa, mas, principalmente, por fazer cada um dos milhões de rubro-negros se sentir em campo toda vez que você vestia a camisa 4.
Fonte: ESPN
