É como ser eleito na pequena cidade de Comendador Levy Gasparian, no interior fluminese, e ter um orçamento quase do tamanho do de Teresópolis, cidade média na serra do Rio. É assim, nesta segunda-feira, a eleição do mais popular e rico clube do país.
Em votação que vai até às 21h, o Flamengo escolhe seu presidente para os próximos três anos. Concorrem Eduardo Bandeira de Mello, o atual mandatário, e os oposicionistas Cacau Cotta e Wallim Vasconcellos.
E quem vai administrar um clube que estima ter 40 milhões de torcedores será eleito por um número ínfimo de eleitores. Mesmo com um crescimento de 20% no número de sócios aptos a votar em relação ao último pleito, em 2012, são apenas 7.202 de votantes. E, pelo histórico recente, apenas metade deles aparecem para votar.
Ao contrário de clubes como Inter e Grêmio, que têm dezenas de milhares de votantes, o Flamengo tem um colégio eleitoral do tamanho de cidades pequenas.
A modesta Comendador Levy Gasparian, que segundo o IBGE tem 8,3 mil habitantes, conta hoje, segundo o Tribunal Superior Eleitoral, com 7.217 eleitores. E eles escolhem um prefeito que em 2014 teve receitas para tocar toda a cidade de R$ 78,3 milhões.
Uma migalha comparada com as receitas flamenguistas, que entre 2012, ano da última eleição, e 2015 tiveram um crescimento de 70%, chegando aos R$ 360 milhões.
E com previsão de um novo aumento em 2016, quando o Flamengo estima ter receitas de R$ 425 milhões, praticamente o orçamento de Teresópolis, que tem mais de 170 mil habitantes.
O resultado da eleição flamenguista deve sair pouco antes da meia noite. Além do presidente, a eleição também virou uma escolha do treiandor. Caso Bandeira seja reeleito, Muricy Ramalho deve assumir o time. Se Wallim for o vitorioso, ele pomete trazer o argentino Jorge Sampaoli.
Fonte: ESPN
