Estrutura antiga do estádio do América-RJ gera situações curiosas, mas não fica abaixo do mesmo nível de outros campos do Rio de Janeiro
Em um início de 2016 sem estádios modernos, com Maracanã e Engenhão emprestados ao comitê olímpico, o futebol carioca larga com certo romantismo. A pipa que caiu no campo no primeiro tempo da partida entre Flamengo e Boavista, no último sábado, é um resumo da simplicidade de Edson Passos, estádio do América, em Mesquita, casa do Rubro-Negro no início da temporada. Lá as estruturas são enferrujadas, o placar eletrônico é “retrô” – foi retirado do Maracanã e colocado no Giulitte Coutinho após a reforma de 2007 para o Pan -, o alto falante tem chiado, e a arquibancada é tão próxima do gramado que a torcida se sente como assistisse a uma pelada de amigos. Nesse clima, o “risco de desastre” alegado pela prefeitura local para interditar o palco da estreia rubro-negra na sexta-feira foi reduzido a zero.
Quando Paulo Victor tentava, sem sucesso, chamar a atenção do técnico Muricy Ramalho, no começo do jogo, quem alertou o treinador foram os torcedores próximos do banco de reservas.
– Olha lá o “PV” te chamando. Tá ficando velho e surdo! – brincou um deles.
O goleiro se queixava da iluminação do estádio, que até o momento não tinha acendido. Segundos depois, os refletores foram ligados. O que incomodava antes era o alto falante. Quem reclamava, no entanto, era a própria torcida, que não conseguia ouvir as escalações.
A localização do estádio também não é das melhores. Dá para chegar em Mesquita por Dutra e Via Light, mas o caminho até o estádio, dentro do município, é cheio de ruas estreitas. O engarrafamento é inevitável. Quem agradece são os muitos flanelinhas, que têm tempo de ir bem perto de cada automóvel para explicar que “mais na frente não tem vaga”. A estação de trem, em contrapartida, perto do estádio facilita para quem faz opção por transporte público.
Apesar disso tudo, o Edson Passos não aparentou estar “à beira de um desastre”. A estrutura lembra a de outros estádios do Rio, como Cláudio Moacyr (Macaé) e Raulino de Oliveira (Volta Redonda), este um pouco mais moderno. Em relatório divulgado na última semana pelo Ministério do Esporte, a classificação é boa.
O estilo à moda antiga dá tom nostálgico aos experientes torcedores. E gera estranhamento nos mais jovens. Um garoto debochava com os amigos, logo após o gol do Flamengo, marcado por Guerrero, da animação antiquada no placar eletrônico.
Alguns torcedores aproveitavam a configuração diferente do Edson Passos para assistir ao jogo de lugares estratégicos. Enquanto famílias hasteavam a bandeira rubro-negra nas varandas do prédio em frente ao campo, outros flamenguistas fincavam pé na escadaria de acesso à arquibancada.
– Calma, aqui tá bom. Sombra, cerveja perto… Vou entrar para que? – argumentou um deles ao filho que estava com pressa.
GRAMADO RUIM
Muricy Ramalho reclamou muito do gramado na coletiva de imprensa, após o empate em 1 a 1 com o Boavista. O técnico rubro-negro acredita que o futebol da equipe foi prejudicado pelas más condições.
Willian Arão também não quis dar desculpas, mas também se queixou da grama:
– Nós jogamos as últimas três partidas em campos bons. E, como fomos a campo na quarta, não conseguimos treinar nesse gramado aqui, que é muito pesado.
Fonte: GE
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Esse é o Nível do campeonato do Roubinho Lopes, em pleno 2016 ter que jogar em estádios do Séc. passado, que ótima organização, Tá de brincadeira né!
SRN #boicoteaocarioca
Várzea!! Pré temporada! Espero q poupem vários atletas! O anos será longo...