O Flamengo havia fechado com o governo do Distrito Federal para que Brasília fosse a sede dos jogos da equipe enquanto o Maracanã estivesse fechado durante o Campeonato Brasileiro – houve até reunião entre a Secretaria de Turismo de Brasília e o marketing do Flamengo nessa quinta-feira. Mas logo depois de acertar os últimos detalhes com o governador Rodrigo Rollemberg, nesta sexta-feira, o presidente rubro-negro Eduardo Bandeira de Mello recebeu a notícia de que a CBF vetou a designação de Brasília como casa indicada pelo Flamengo neste Brasileiro – a notícia foi veiculada pelo Uol.
O presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, criticou a CBF e disse que a mudança é resultado de pressão da Ferj. O secretário-geral da CBF, Walter Feldman apresenta outra versão e nega qualquer veto. Segundo ele, houve consulta ainda ano passado pelo Flamengo para indicar outra praça para jogar e que o clube carioca queria condição excepcional, que estava sob análise. Bandeira diz que já tinha parecer jurídico com aprovação para a mudança de casa.
– Pedimos para considerarem Brasília como a nossa casa, inclusive o governador abriu as portas da cidade para nós. Estava tudo combinado, mas saindo da sala do governador eu soube que a CBF negou por pressão do presidente da Ferj. Inviabilizaram nossos planos para jogar em Brasília ou em qualquer outro estado, já que é preciso pedir jogo a jogo e pagar 10% para a Ferj, além da taxa da federação local. Ainda precisaríamos submeter o projeto de cada jogo ao time visitante, que vai poder cobrar também – afirmou Bandeira de Mello.
O presidente se disse especialmente decepcionado com o secretário-geral da CBF, Walter Feldman. Os dois falaram por telefone há pouco, mas o clima não está bom entre Flamengo e a CBF – muito menos, evidentemente, com a Ferj.
– Isso só demonstra que CBF e Ferj são a mesma coisa em termos de princípios e valores. Tínhamos o parecer jurídico pronto, eles (CBF) sinalizaram positivamente há mais de seis meses e agora em cima da hora mudam. Isso (pedir jogo a jogo) inviabiliza a nossa operação financeiramente, pois o clube visitante, que tem que concordar com o jogo, se sentiria no direito de participar da realização da partida – disse o presidente do Brasileiro.
Feldman nega que haja veto da CBF. Segundo ele, “nunca houve parecer oficial” para que o Flamengo pudesse transferir sua casa Maracanã para o Mané Garrincha. O que havia, de acordo com o secretário-geral da CBF, era um pedido excepcional do Flamengo para questão específica. O dirigente da CBF diz que houve “ponderação interna, análise da CBF”, de que a exceção poderia ser motivo de restrição de direitos de outros clubes. Ele também afirmou que houve consulta a clubes, dando a entender que a negativa também tem a ver com outros dirigentes.
– Eduardo (Bandeira de Mello) sabe que não é isso (veto). Ano passado ele nos pediu para considerar a possibilidade tendo em a condição dos Jogos Olímpicos, querendo realizar mandos de jogos fora do Rio, queria achar estádio oficial do ano de 2016. Estudamos essa possibilidade, vimos todas as esferas jurídicas, porque não existe essa figura de ter estádio alternativo oficial. Qualquer clube que queira jogar fora precisa de autorização da federação (no caso, a Ferj), da federação onde vai jogar e do clube visitante. No Brasil inteiro é assim. Ele (Bandeira) queria que esse critério fosse mudado, que não precisasse pedir autorização da federação e nem do clube visitante, já que Brasília passaria a ser casa do Flamengo. Mas não podemos passar por cima das federações, nem dos direitos dos clubes que serão convidados para jogar lá. Isso está no Regulamento Geral das Competições. Ele pediu para abrir exceção por conta dos Jogos Olímpicos. Essa exceção poderia abrir precedentes muito complicado, comprometeria o direito do visitante – disse Feldman, afirmando que a “CBF tenta pacificar, dialogar com o Flamengo e a Ferj e apanha”.
Durante a reunião com o presidente do Flamengo, o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, ligou para Walter Feldman com o objetivo de ratificar o interesse de Brasília receber o Rubro-Negro. Segundo ele, seriam pelo menos oito jogos da equipe no Estádio Mané Garrincha. No entanto ele deixou claro que a capital federal ficará à margem do desentendimento entre as partes, preferindo não opinar sobre a questão neste momento.
– O presidente veio manifestar o desejo de que Brasília seja a casa do Flamengo. Eu disse que o governo tem todo interesse de que o Flamengo traga os jogos para cá. Durante a reunião eu liguei para o Feldman mostrei que existe o interesse de que Brasília seja sede dos jogos do Flamengo. Ele disse que recebeu bem a manifestação, mas existe uma questão interna que não cabe a mim comentar – disse Rollemberg.
Fonte: GE
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Isso tá mal contado... ditadura@! E o pior q não podem processar a cbf!! vergonhoso!!
Bom... o Flamengo tenta e a CBLIXO veta, cadê os 40 milhões pra fazer pressão?
Se nem pra ser ST serve, imagina pra pressionar alguém!?
Torcida do Flamengo tem que acordar e cobrar e forte da CBLIXO um apoio ao mais querido.
A CBF não teve culpa dessa vez , tá na lei que precisa ser assim , talvez o que poderiam fazer é só deixar de pedir permissão a ferj e passar a pedir só ao clube visitante e a federação de Brasília. Não é má vontade da CBF , se o Flamengo passar por cima da lei pode ser que sejamos punidos mais á frente.