Num jogo fraco tecnicamente, rubro-negro se vingou da derrota do primeiro turno, fez 75 a 65, manteve a liderança do NBB, chegando a 10 vitórias seguidas na competição
Apesar de o público ter sido apenas razoável no ginásio do Tijuca, dois personagens do esporte chamaram a atenção dos rubro-negros. Se Mancuello, novo reforço do time de Muricy Ramalho, tirava uma foto atrás da outra, Roony Turiaf, ex-pivô de Los Angeles Lakers, Golden State Warriors, New York Knicks, entre outras equipes da NBA, a liga americana de basquete, era assediado por quem realmente conhece do assunto. Amigo de JP Batista – os dois estudaram juntos na Universidade de Gonzaga, nos EUA -, o francês de 2,08m vibrava a cada cesta do Flamengo, mas sabia que a coisa não estava das melhores. Se desta vez a atuação rubro-negra não encheu os olhos dos ilustres torcedores, pelo menos serviu para ampliar a série invicta dos donos da casa. Num jogo fraco tecnicamente, o atual tricampeão venceu por 75 a 65 (33 a 33), chegou à 10ª vitória consecutiva e manteve a liderança isolada do NBB 8.

Marquinhos foi o cestinha, comandando o Flamengo, com 17 pontos, pegando ainda oito rebotes. Rafa Luz colaborou com 10 pontos, cinco rebotes e quatro assistências. Dawkins fez 15 pontos e liderou o Paulistano na pontuação, mas sem conseguir levar seu time a mais uma vitória.
O JOGO
O jogo começou arrastado. Mas não só por culpa das duas equipes. É verdade que Flamengo (22.2%) e Paulistano (29.5%) tiveram um aproveitamento horroroso nos arremessos de quadra, mas o cronômetro dos 24 segundos do ginásio do Tijuca também não ajudou o bom andamento da partida. Com problemas técnicos, o equipamento parou de funcionar e fez a arbitragem interromper o jogo três vezes. No entanto, nada disso justifica os donos da casa terem demorado quatro minutos para sair do zero. A derrota parcial por 13 a 8 só não foi mais desastrosa, porque o time paulista também abusou dos erros.
Como de costume, José Neto começou a mexer suas peças ainda no fim do primeiro quarto. Com a bola em jogo no segundo, apenas Marquinhos, dos titulares, permaneceu em quadra. Gustavinho fez o mesmo, só que em menor proporção. As substituições não alteraram tanto o panorama, mas as bolas de três ao menos começaram a cair. Primeiro do lado do Flamengo, com Mineiro e Marcelinho, depois do Paulistano, com Picos e Jhonatan. O jogo melhorou, ganhou emoção, e a houve uma alternância liderança. No fim, tudo igual: 33 a 33.
O Flamengo voltou diferente no segundo tempo e muito melhor. Com Marcelinho e Rafael Mineiro entre os titulares, a equipe entrou mais ligada e abriu quatro pontos. Valtinho diminui, Meyinsse ampliou novamente, mas Dawkins deixou tudo igual novamente. O jogo de gato e rato parou por ai. Dispostos a aumentar a série vitoriosa, os donos da casa apertaram a defesa, fizerem sete pontos seguidos e abriram a maior vantagem do jogo. Na mesma hora Gustavinho parou o jogo. O pedido de tempo até quebrou o ritmo do time carioca, e a diferença diminuiu após uma cesta de três de Gruber. Mas a reação paulista ficou nisso. Os rubro-negros continuavam melhores, chegaram a abrir 11 de frente, mas entraram no último período vencendo por nove.

Fonte: GE


























