Amir Somoggi diz que futebol brasileiro perdeu chance de crescer no início dos anos 2000 e, embora esteja longe das potências, têm condições de expandir mundialmente
Sonho de consumo de muitos jogadores brasileiros, o futebol europeu atingiu um patamar que passa bem longe da realidade do futebol brasileiro, sobretudo em relação a cifras, e enquanto as potências só aumentam o faturamento, a crise virou rotina no clubes do “país do futebol”. Para o consultor de marketing Amir Somoggi, as equipes do Brasil já estão atrás dos “menores” da Europa e precisam mudar se não quiserem ficar ainda mais distantes.
– A visão que falta ao mercado brasileiro é estudar, entender o que está acontecendo no mundo, trazer para nossa realidade. Ninguém está dizendo que o Corinthians vai virar um Manchester ou São Paulo virar um Barcelona, mas temos que começar a olhar para o mundo. O mundo está evoluindo , os clubes menores da Europa, médios, galgam postos de globalização que nosso clubes não galgam – considerou, em participação no “Redação SporTV”.
Para o consultor, as grandes potências do futebol têm torcida espalhadas em todas partes do mundo e falta essa visão globalizada aos clubes brasileiros. Somoggi diz que é preciso preocupação com o torcedor local, mas é necessário expandir para valorizar a marca e, consequentemente, atrair recursos.
– Essas análises que os clubes fazem na verdade é para enganar a si mesmo. Você falar, por exemplo, o Flamengo é maior torcida do mundo, não é. Mudou muito. O que é mais importante para o Real? O espanhol que nem carnê tem porque não consegue consumir ou porque não consegue ter uma camisa porque é muito caro, ou um tailandês rico que compra cinco camisas por ano, pega um avião e vai ver um jogo no Bernabéu e compra ainda na loja? Então, esse conceito de torcedor globalizado mudou muito. Os clubes brasileiros se pegam ainda naquela coisa de que torcedor é o que mora perto, vai ao estádio. Meu amigo, no estádio só cabem 20, 30 mil. Você tem que falar com milhões e milhões de pessoas. O conceitos estão errados – disse, destacando a necessidade de falar com todos os públicos.
O consultor, especializado em gestão esportiva e pós-graduado em marketing esportivo, vê potencial, mas teme que os clubes brasileiros percam o respeito no cenário internacional se ficarem muito atrás. O pensamento vale para o futebol sul-americano de maneira geral.
– O PSG hoje é uma potência porque tem um grupo financeiro por trás. O Manchester City, antes da aquisição de um árabe, era de propriedade de outro magnata. Esse clubes estão muito fortes em termos econômicos. Nossos clubes têm a diferença de ter milhões de torcedores, então, tem que se alavancar aqui, buscar mercados no exterior, crescer no exterior para tentar competir com clubes médios, como Atlético de Madri e Schalke… porque com essas potências (como Real e Barça) infelizmente perdemos a “onda”. Perdemos a oportunidade, no inicio dos anos 2000, de reformularmos e crescermos. Agora estamos em 2016 e nossos clubes muito aquém – completou.
Fonte: Sportv



























Vem ai a liga nacional
É vejam a diferença. O Flamengo está comemorando poder investir 12 milhões no ct do profissional, 36 se nao me engano no ct todo, ja o Manchester city investiu 1 bilhao e duzentos em um ct para todas as categorias. Vão investir perto disso em contratações. E o Fla 20 milhões. A diferença muito grande. Só que tem um porém, que eu ainda acredito. Nos temos escola e com muito menos podemos fazer muito mais.
A diferença é muito grande…
Que escola que nós temos? Lembro de uma entrevista do Leonardo, aquele mesmo ex Flamengo ,São Paulo e que estava no PSG dizendo que não existe nenhum documento, nem receitinha, nada sobre como era a formação dos jogadores do século passado. Ou seja, ninguém sabe mais como fazer outro Romário, outro Zico, outro Garrincha, como foi a preparação, não temos nada nada!
Logo que li este especialistas( os temos aos montes), citar SCCP e São Paulo, como potenciais exemplos, e lembrar do CRF, apenas para ser leviano, no que refere-se a maior torcida do mundo, notei que trata-se de mais um especialista daqueles que são muito bons no assunto específico, pois deveria ter o cuidado de fazer uma analise, levando em conta algumas ponderações relativas ao contexto histórico; pois um tailandês que consome o Real Madrid, ou o Barcelona, como os demais asiáticos, têm um verdadeiro fascínio por tudo que seja dos países ricos da Europa, pois o contexto histórico explica o por que?. Foram anos e anos de colonização, exploração das potências Européias, por séculos e séculos.
Aí vem um especialista, e do alto de sua empáfia, começa a dourar um monte de generalidades e receitas, “esquecendo-se” do contexto geo-politico e econômico.
Mariano, com todo respeito, Somoggi é um dos caras mais respeitados na area e vive elogiando o Flamengo desde 2013. Mas a realidade é que os times brasileiros ficaram muito pra trás. O Fla mesmo, agora é que está tentando minimamente se organizar. Faz 3 anos apenas e vai levar no mínimo mais uns 3 pra ficar mais competitivo – se tudo der certo. Veja o Campeonato Carioca, olha onde o Fla jogou no sábado. Faz um ano e meio que teve copa, fizemos 10 ou 12 estádios novos (superfaturados) e nada foi feito para estádios menores… Vai mais uns 5 anos, sendo otimista, pro Fla começar a falar em estádio próprio… Não se resolve nada de forma estruturada. Tudo é em cima da hora. Tanto na esfera federal quanto estadual e municipal… Temos, infelizmente, mania de grandeza (maior do mundo, maior estádio do mundo, etc) mas a realidade é que somos, por hora, apenas piada… Como pode a Ferj não ter ajudado estes times menores a ter um estádio minimamente em condições de jogo? O que faz com todo dinheiro que arrecada? Times pequenos jogam 4 ou 5 meses por ano… Por que não arrumaram os estádios de Jul a Dez junto a Ferj e governo, se já se sabia que ficariam sem o Maraca e o Olímpico? Por isso temos que apoiar esta diretoria, para seguir no caminho que estamos, só assim poderemos almejar algo maior. SRN
Amigo, acho que vc definitivanente não entendeu mesmo o que escrevi. Pois caso tivesse entendido, teria visto que, acho uma balela, ficarmos discutindo essa tal inserção planetária, tanto do CRF ou qualquer time que não seja oriundo do futebol Europeu. Mal comparando é o mesmo que ocorre no basquete; pois não obstante os times Europeus serem relativamente fortes, na verdade o que são se comparados à NBA. Então o que falei é justamente isso, que esse especialista perde tempo em cobrar dos times do Hemisfério Sul, qualquer tipo de protagonismo no futebol mundial. Apenas quis realçar que além do atraso de métodos, e mesmo que se fizesse o “dever de casa”, ajamais os times, tanto os Brasileiros, Argentinos, Mexicanos, nunca conseguirão sensibilizar um Tailandês a tê-los como times a serem acompanhados.
Meu amigo, querendo ou não, a torcida do Flamengo é nacional e a dos Europeus é internacional. Pode colocar o contexto que quiser, mas fato é que o planeta todo consome Real Madrid, Man. United, Milan, enquanto Flamengo, Palmeiras Cruzeiro, esses times só existem para o mercado brasileiro e é isso que de fato importa para os clubes.
Eu acho que vc definitivamente não entendeu o que escrevi. Pois foi justamente isso. Sou o primeiro a reconhecer que, os times que sãi do Hemisfério Sul, nunca, NUNCA serão clubes planetários; apenas quis a título de contribuição ao debate, colocar que, o especialista é muito superficial , ao dizer que os times não se internscionalizam apenas por questões gerenciais, pois se assim o fossem, o NY Cosmos, lembra?, que nasceu como um portento da junção do esporte x marketing, teria tido vida mais longa , e se tornado um time planetário. Apenas disse que o tal especialista “esqueceu” do viés histórico, que muito explica esse protagonismo do futebol Europeu, que vem a ser a NBA do futebol.
O protagonismo do futebol europeu vem da competência da organização dos clubes. Você citou a NBA, fosse apenas o viés histórico os campeonatos europeus de basquete também fariam sucesso nesses outros países. O Cosmos não deu certo apenas porque o “soccer” sempre foi visto nos Estados Unidos como um esporte de segunda linha. Tanto que foi relegado às meninas, e hoje o futebol feminino dos EUA é uma das referências mundiais. Além disso não são só os países outrora colonizados pelos europeus que tornam o futebol da Europa o mais visto do mundo. A própria Europa com um conceito de futebol internacional começou isso. É fácil achar simpatizantes do Milan em Inglaterra, Espanha, do Arsenal na Ucrânia, do Ajax na Itália.
A fórmula é muito simples: se é bem feito vai ganhar mercado. Não tem viés histórico que coloque a Austrália ou África do Sul como referência para alguém mas mesmo assim o rúgbi desses países é o que atrai os olhos do mundo.
E quem falou aqui que a competência não é algo a ser levado em conta, difícil hein, alguns entenderem , ou será que querem polemizar, apenas?. Se vc fosse minimamente afeito ao contexto histórico, deveria saber que o próprio CRF, no ano de sua maior conquista, aliás no próprio ambiente de sua maior conquista, sofreu e sofreu muito, aliás, sentiu na própria pele, toda sorte de desdém, por parte dos Ingleses do Liverpool. Essa postura do time Inglês é o supra sumo desse comportamento, se fizeram isso conosco, que nunca fomos colonizados por eles, imaginem a “influência” dos mesmos, sobre países que foram ocupados séculos a fio, pelos mesmos. E sobre o futebol nos Estados Unidos, o que faz do esporte ser exitoso, entre as mulheres, mais uma vez, o tal contexto social tem a ver, pois lá, diferentemente daqui, uma menina desde o college, e principalmente nas Universidades, não sofrem a odiosa discriminação , que as meninas no Brasil sofrem. Aí, mais uma vez o contexto histórico, mas também não vou cobrar de vc, que conhecesses e soubesse, que vêm dos Estados Unidos, exemplo os mais nobres do feminismo e quebras de paradigmas no campo dacigualdade entre gêneros. Um conselho, amadureça rapaz, amadureça!.
Que eu saiba o futebol nunca foi bem visto entre os homens nos Estados Unidos. É como o handebol no Brasil, se homem não joga, sobra espaço para mulheres. Nada tem a ver com evolução social ou igualdade entre gêneros. Fosse assim as ligas femininas de basquete, beisebol e outros esportes mais “preferidos” dos americanos fariam grande sucesso também. Não fazem.
Agora, voltando à questão histórica. Se o Messi jogasse no Flamengo todo mundo ia ver o Flamengo. Se Cristiano Ronaldo jogasse na Tailãndia todo mundo ia ver o futebol tailandês. Todo mundo vê a Europa porque os maiores craques estão por lá, não porque todos tem um complexo de vira latas. Até porque futebol só existe na Europa e América Latina. Se nós não aprendemos a desenvolver nosso futebol, como vamos competir com eles?
Não entendi a relação da soberba do Liverpool com o contexto histórico que você citou. Também houve soberba da parte do Flamengo, só ler as entrevistas da época e deixar o clubismo de lado. Normal, eram os dois campeões continentais, os melhores times da história do Liverpool e do Flamengo. Se existia alguma torcida maior à favor dos ingleses era simplesmente porque já naquela época o futebol europeu estava se internacionalizando. Enquanto até hoje o Brasil não vende um pacote de campeonato para outros países.
No mais, me diga: se os maiores craques do planeta forem jogar na China, você deixará de ver o campeonato chinês apenas por ser chinês?
Sei que vc não é um desses analfabetos funcionais, longe de sê-lo, então só posso lamentar o quanto de turrão vc é. Não deveria nem mais , por aqui estar alimentando polêmica, até porque não me meti a comentar o comentário de ninguém, até porque respeito a opinião de todo aqui, mas devo lembrá-lo que foi o sr. que sse arvorou em ficar até de forma ríspida, comentantando até um simples bom-dia, dado por alguém, nesta tribuna, que pode ser livre, mas até a liberdade pressupõe um bom grau de bom senso. Pra finalizar deixo pra vc uma frase, que acho necessária e oportuna, dada a sua equivocada percepção de mundo :”aqueles que não conseguem lembrar o passado estão condenado a repetí-lo”
No meu humilde entendimento, o futebol brasileiro precisa, urgentemente, sair das mãos da CBF, que, no máximo, deve gerir apenas as seleções de base e principal do país (PRIMEIRA MEDIDA). A liga inglesa distribui verdadeira fortuna aos seus integrantes. Os principais clubes recebem BILHÕES. Os pequenos recebem uma grande fortuna também. Os estaduais, que são deficitários, não precisam ser extintos, mas merecem uma grande reforma: os pequenos jogariam um torneio maior, do qual os 4 melhores fariam finais com os grandes, em, no máximo 5 datas (2 chaves – 3 jogos, dos quais os 2 primeiros cruzam em um jogo semi-final, e final com 1 jogo ou 2). Sobraria espaço, ou para fazer regionais, ou para iniciar mais cedo o brasileirão, já em março (minha preferência). No decorrer do Brasileirão, abririam datas para taça dos campeões (com direito a vaga na libertadores), onde se enfrentariam os campeões dos estaduais do sul (3 times) e sudeste (4 times), e ainda campeões das ligas nordeste, norte e centro-oeste (3 times), totalizando 10 times, divididos por sorteio em 2 grupos, de modo que seriam necessárias apenas 6 datas: 4 na primeira fase (2 melhores); semi-final e final em únicos jogos. Acho que seria muito atrativo para o público!!! NOTEM que esse modelo faria um link de importância entre os estaduais e as ligas regionais, ligando inclusive à possibilidade de libertadores. As outras vagas da liberta seriam: sulamericana; copa do Brasil; campeão e vice do brasileirão (o vice apenas se não houvesse campeão brasileiro na sulamericana). QUERIA VER SE NÃO LOTARIAM OS ESTÁDIOS EM TUDO QUE ERA JOGO. Afora isso, é aprimorar o sócio torcedor e tornar os clubes em empresas, como o Fla vem se organizando, com muito orgulho!!!
Sempre disse que alguns torcedores dizem que o Flamengo tem a maior torcida do mundo só para satisfazer o égo em relação a rivalidade existente, no entanto temos que ser mais humildes em reconhecer os méritos dos nossos adversários, isso não diminui ninguém mas nos faz crescer como gente. Ao comparar com as potências européias é uma coisa sem néscio, pois a diferença economica é um absurdo. Mas mesmo assim se chegasse alguém bilionário e comprasse um Flamengo da vida também se tornaria uma potência.