O que achei sobre o clássico em São Januário, dentro e fora de campo. Em tópicos, para não deixar dúvidas sobre qualquer um dos pontos.
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2. Antes do jogo, 15 torcedores do Fla depredaram um banheiro. Foram presos. No fim do primeiro tempo, houve um tumulto na arquibancada. A polícia usou o que pôde, inclusive spray com gás de pimenta e balas de borracha. No segundo tempo, o GEPE manteve a situação sobre controle. Repito: se algo funciona bem no Rio, é o trabalho do Grupamento de Policiamentos nos Estádios. O trabalho é exemplar, mesmo com torcedores-baderneiros fazendo o que podem para boicotar o trabalho da segurança pública.
3. A rivalidade entre Vasco e Flamengo ultrapassou os limites do esporte. A rixa é legal, as gozações, também, e querer ganhar do adversário é mais do que saudável. Mas a relação está doentia. Ver aqueles brigões mais de perto, num estádio menor como SJ, revela a face do ódio de cada um deles. Queriam brigar, se matar, se aniquilar. A raiva de lado-a-lado ultrapassou todos os níveis de civilidade. As diretorias, a imprensa, os próprios jogadores precisam se sentar e debater esse clima de barbárie antes que presenciemos uma tragédia em qualquer clássico futuro. E não adianta botar a culpa em São Januário. A sociedade está doente e lhe sobra crueldade.
4. A hostilidade fora de campo acabou por contaminar os jogadores. Um clássico de quarta rodada não justifica tanta tensão em campo. E isso mexeu com os nervos dos jogadores. A partida foi ruim. 66 passes errados, 44 faltas, 54% de bola parada. E uma sensação térmica de 44 graus em campo acabou por fundir ainda mais a cuca da boleirada. Difícil jogar naquele forno e diante de tanta histeria. Repito: a rivalidade ultrapassou os limites da civilidade. E, repito de novo, não ponham a culpa em São Januário.
5. Apesar de tudo, o Vasco foi melhor. Teve mais organizacão, fôlego, padrão de jogo e vontade de ganhar: finalizou 14 vezes, contra 8 do rival. Rodrigo e Nenê fizeram ótimas partidas. E Rafael Vaz virou herói nos acréscimos, numa conclusão bonita, mas no meio do gol – Paulo Victor estava posicionado mais pelo lado esquerdo e não teve como voltar. Martín Silva não fez nenhuma defesa difícil, diante de um Flamengo sem ritmo e velocidade do meio para frente, com uma defesa lenta e pilhado, pilhado demais para um simples clássico de início de temporada.
6. Por fim, mais do mesmo. Vamos agir antes que essa rivalidade saia, definitivamente, do controle. E respeitem São Januário ou apresentem novas opções para abrigar o torcedor carioca, ao invés de denegrir quem ainda pode recebê-lo.
Fonte: Jogos que eu vi / Globo Esporte




























Não, São Januário não é o culpado, a culpa é de quem colocou o jogo lá!
E pedir pra respeitar aquele xiqueiro é sacanagem, papo de vascaído.
Fala que o estádio é velho e precisa de muitas melhoras, mas fala para respeitarmos ele pqp