Em 2005, em Volta Redonda, um garoto magro e muito alto de apenas 16 anos entrava em campo para sua primeira aparição profissional com a camisa do Flamengo. Apesar de adolescente, o atacante Bruno Ferreira Mombra Rosa chegou pressionado a estrear logo diante do Fluminense, maior rival rubro-negro.
O jogo acabou 1 a 1 e ele até não fez muita coisa, mas serviu para, ao menos, iniciar a caminhada de Bruno, que ficou conhecido ainda no futsal flamenguista como “Mezenga” por conta de outros dois ‘xarás’ no time e da novela global da época, o “Rei do Gado”, cujo personagem principal era estrelado por Antonio Fagundes.
“Eu tava indo bem na base e acho que tava entre os melhores atacantes das categorias de base. Tive a oportunidade de ir para a seleção (sub-17) e o Flamengo precisava de atacante, tava para cair no Brasileiro e me chamaram para integrar o profissional. Aí, foi pouco a pouco, treinando e tive a oportunidade de jogar logo”, disse, em entrevista exclusiva ao ESPN.com.br.
Quatro anos depois, após alguns empréstimos para Fortaleza, Macaé e Orduspor-TUR, o atacante teve a oportunidade de retornar ao elenco que tinha Dejan Petkovic, Zé Roberto, Adriano Imperador, Vagner Love e outros grandes jogadores que se sagraram campeões do Brasileiro após uma grande arrancada.
“Cheguei no meio de 2009, fiquei alguns jogos no banco, contra o Corinthians, que foi importante, e pra mim foi muito bom. O grupo era muito unido e foi isso que consagrou. Era como uma família, se dava muito bem quando o Andrade assumiu e acabou dando certo. A gente conseguiu os resultados e ganhamos os jogos”, contou.
E foi com os principais atletas daquele time que Bruno Mezenga fez amizade.
“Eu conversava mais com o pessoal que vinha da base, como Paulo Victor, Welinton, Everton Silva, e com o Adriano e com o Love, que são pessoas sensacionais. Eram jogadores de nome, mas a gente aprendia muito com a humildade e com a forma de trabalhar deles”, lembrou.
“Tinha umas resenhas muito boas, principalmete com o (Ronaldo) Angelim, que era muito engraçado por causa do sotaque. Ele contava todo o tipo de piada e sempre ficava engraçado (risos)”, completou.
E Mezenga nem sequer esconde a saudade que está do clube que o revelou para o futebol.
“No momento tô muito bem, mas tenho vontade de voltar e poder vestir a camisa rubro-negra futuramente”, revelou.
“Salvando” estreia de Roberto Carlos
Após “sumir” em times europeus como Legia Varsovia-POL e Estrela Vermelha-SER, o atacante de 27 anos é titular do Akhisar-TUR, quarto colocado no Campeonato Turco de 2015/16, que levaria o clube à inédita vaga na Liga Europa da próxima temporada.
Muitos não devem se lembrar, mas esse é o mesmo time que Roberto Carlos treinou em 2015. Após sair do Sivasspor-TUR, onde foi premiado o melhor técnico do Nacional, ele chegou ao Akhisar e perdia logo em sua estreia diante do Eskisehirspor, dentro de casa. Eis que Bruno Mezenga cabeceou para empatar o jogo e “salvar” o ex-lateral.
“A gente não vinha muito bem no campoenato e não ganhava havia dois meses. Ai fiz um gol e ele me falou: ‘boa, meu garoto. É isso mesmo que a gente vem trabalhando, vamos brigar até o final’. Quando ele chegou, tudo mudou, todo mundo aprendeu muito com ele”, lembrou.
“Com certeza o trabalho dele aqui foi muito reconhecido porque veio da Rússia, comandou o Sivasspor aqui na Turquia e depois pegou nossa equipe mal no campeonato e conseguiu chegar entre os dez”, completou.
Bem nas categorias de base do Flamengo, Bruno Mezenga foi premiado com uma convocação para a seleção brasileira sub-17 para disputar o Mundial da categoria, em 2005. Naquele time estavam jogadores conhecidos, como o lateral-esquerdo Marcelo e os meias Anderson e Renato Augusto.
Após passar em primeiro na fase de grupos, o Brasil se classificou à grande final batendo Coreia do Norte e Turquia nas quartas de final e semifinal, respectivamente. Na decisão, o jogo era diante do México, que também tinha atletas conhecidos. No fim, derrota por 3 a 0.
“Foi muito triste, porque a gente sabia que tinha potencial de sermos campeões, ganhava todos os jogos, mas a gente enfrentou uma seleção muito boa, que tinha Giovani dos Santos, (Carlos) Vela, que são jogadores muito bons”, recordou.
Fonte: ESPN
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com todo respeito à nossos prata da casa, mas esse era ruim viu...