Carlos Eduardo Mansur: ‘Desconfiança’

A realização do jogo de volta obrigará o Flamengo a colocar mais uma partida em seu já extenso calendário. O time será obrigado a fazer mais uma viagem. E terá que correr mais do que o imaginado para fazer dois gols de diferença. Mas é difícil imaginar algum dano maior do que o constrangimento causado pela derrota em Aracaju, para o modesto Confiança, que jogou por 82 minutos com dez homens. E venceu por 1 a 0.

A expulsão de Eliélton, que com oito minutos de jogo desferiu no rosto de Ederson um golpe mais apropriado para artes marciais do que para futebol, transformou boa parte da noite rubro-negra em Aracaju num exercício de movimentos ofensivos. Como num treino de ataque contra defesa, os rubro-negros tentavam romper o bloqueio dos nove homens de linha que haviam restado ao Confiança. Temas como recomposição defensiva, que ainda é uma razão para preocupação, acabaram ficando fora da pauta. Ao menos, na etapa inicial. Com dez, o time sergipano perdeu qualquer ambição.

Ressalvadas as facilidades diante de um rival frágil e em inferioridade numérica, o Flamengo mostrou repertório no primeiro tempo. Armou pelo centro do campo, a partir dos volantes, e criou triangulações pelos dois lados. A rigor, falhou ao finalizar.

Por falar nos volantes, o colombiano Cuéllar criou ótimo lance em passe que deixou Emerson Sheik em ótima condição. Mas o gol não saiu. Pela direita, o lateral Rodinei fazia combinações interessantes com Marcelo Cirino e Willian Arão. A primeira acabou em passe pelo meio da defesa, para Ederson quase marcar. A segunda achou Willian Arão na lateral da área: Guerrero cabeceou fora. Pela esquerda, Jorge, Sheik e Ederson combinavam. Até o intervalo, o Flamengo fartou-se de desperdiçar chances de gol.

Se a timidez ofensiva do Confiança era compreensível diante das circunstâncias, condenável foi a forma ríspida com que disputou jogadas. Como se não bastasse a entrada de Eliélton no primeiro tempo, Raulino pisou Jorge imediatamente após o lateral sofrer dura entrada por trás.

Grosserias à parte, o fato é que o Flamengo viveria realidade oposta no segundo tempo. Demorou a ser ameaçado, mas perdeu totalmente a capacidade de criar. Entre outras coisas, porque Ederson ainda tem dificuldade de manter um desempenho físico por todo o jogo. Além disso, tem por característica buscar lances mais verticais, tentar a definição das jogadas. Em seu lugar, Muricy Ramalho lançou Alan Patrick, com mais estilo de passador. Tentava restaurar a boa circulação de bola num Flamengo preso na marcação adversária.

O meia até iniciou um lance que terminou em oportunidade para Sheik, mas a verdade é que o Confiança ajustara a marcação e ao Flamengo faltavam soluções. O time insistiu no mesmo desenho tático até a saída de Cuéllar para a entrada de Gabriel. Abriu-se um buraco no meio-campo, seja pela troca, seja pela ansiedade de encontrar o gol. O que parecia um jogo fácil virou um vexame. Aos 34 minutos, o Confiança, com seu investimento infinitamente menor do que o Flamengo, achou o gol: cruzamento da direita, falha de Rodinei e chute de Everton.

Fonte: Mansur

  • As vezes eu queria não ser tão fanático por futebol,tava tão animado ontem.iria ver meu time pela primeira vez,tava muito entusiasmado quando o time entrou em campo,dali em diante foi só decepção,estragou minha noite.

  • Comentário perfeito do Mansur Os jogadores vão ficar com o nome manchado,nessa,q é a maior vergonha q o Flamengo já sofreu.Agora,qualquer timeco,vai achar q pode vencer.Parabéns, aos jogadores ,exceção de Cuellar, q foi o único q salvou.É o Muricy, q não corneteiros até hj,mas demorarou p enxergar, q o meio tinha 2(Cuellar e Arão), e ainda tirou Cuellar, o melhor,p botar Gabriel, q é só correria, e abriu um buraco ainda maior.Vizeu mostrou mais em campo,Em poucos minutos, q alguns titulares.Jorge, mal(uma Constância)os atacantes,muito frouxos,sem vontade, e péssima pontaria.Coitado de quem pagou caro p ver esse vexame.

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