Paolo Guerrero fez dez jogos pelo Flamengo em 2016 e marcou seis gols até agora: três em três jogos pela Primeira Liga e outros três em seis do Estadual.
Em tese, esperava-se que o atacante contratado ao Corinthians para ser a principal referência do ataque rubro-negro liderasse as artilharia carioca.
E é bem natural que fosse assim.
Afinal, dos seis jogos válidos pela competição estadual, por exemplo, cinco foram contra equipes de menor porte.
Mas não é _ pelo menos ainda não é.
Por ora, Guerrero tem os mesmos três gols que Emerson Sheik, Marcelo Cirino, Willian Arão e o garoto Felipe Vizeu.
E menos da metade dos oito que o pouco badalado Tiago Amaral fez pelo Volta Redonda.
Mais, até: balançou as redes em apenas dois confrontos (Boavista e Portuguesa) dos tais cinco contra equipes de menor porte.
EM CASA
Mas não pensem vocês que há alguém no Flamengo insatisfeito com tal rendimento.
O mesmo Guerrero fez dois gols contra o Atlético-MG pela Primeira Liga e um contra o Fluminense pelo próprio Estadual.
E é isso que a cúpula do futebol rubro-negro espera dele: que decida os jogos mais difíceis.
O peruano consome cerca de R$ 900 mil mensais do orçamento mas não me parece que haja descontentamento ou arrependimento pelo dinheiro investido.
E nem mesmo resquícios evidentes de um possível choque de egos entre ele, Sheik e Cirino _ algo corriqueiro em elencos bem fornidos.
Rodrigo Caetano e Muricy Ramalho trabalham para tirar a pressão sobre o jogador.
E o próprio Guerrero anda tão feliz com a acolhida que está comprando uma casa mais confortável no Rio de Janeiro.
Fonte: Gilmar Ferreira

Já vi muitos comentaristas dizendo isso. E concordo! Sheik, dentre todos é o menos decisivo. Prefiro ele fazendo gols contra o Vasco do que contra o Boa Vista. Deixe que os outros façam. Mas acredito que ele não precisa fazer gols contra times pequenos e sim puxar a marcação deles. Mas todos sabem que time grande não marca só um, por isso ele se destaca, porque com times grandes ele tem espaço.
Sem contar com assistencias que ja foram 4, ele faz bem o pivô e prende a marcação o que facilita a vida dos outros companheiros de ataque