Acontecem nesta quarta-feira as partidas da semifinal da Primeira Liga, torneio que desafia o poder da CBF e federações com relação a organização de competições no Brasil. Mas apesar desse tom belicoso, que quase resultou em seu não acontecimento, a liga almeja a paz e a reflexão no futebol nacional.
Em campo, estarão Flamengo e Fluminense, as duas equipes que mais batalharam para poder jogar, entrando em conflito direto com a Ferj, que pressionou a Confederação Brasileira até o último segundo para prejudicar seus filiados. Até por isso, o Rubro-Negra enfrentará o Atlético-PR em Juiz de Fora (MG) e o Tricolor lutará por vaga na decisão contra o Internacional no Distrito Federal.
Só que na direção contrária deste embate, o secretário da organização da Primeira Liga, Maurício Andrade, afirma que o objetivo agora é construir pontes e não derrubá-las.
“A maior dificuldade foi fazer com que aqueles que estavam contra entendessem que não era algo que ameaçasse eles, que confrontasse. Depois de ultrapassada essa fase, estamos num momento agora de sentar à mesa, conversar, pra poder fazer com que a competição seja organizada, oficializada. Não queremos entrar em conflito, mas fazer algo diferente”, disse o dirigente em entrevista exclusiva à Goal.
Maurício explicou que as reuniões não pararam após o pontapé inicial ao torneio e o trabalho segue intenso para implantar melhorias para a próxima edição.
“A gente tem a plena certeza que não é melhor dos mundos, mas precisava que a coisa acontecesse pra depois pensarmos em 2017. É um planejamento muito maior que a realização de uma competição. Estamos trabalhando relacionamento com a CBF, federações, para fazer com que a competição seja vista menos como uma ameaça, mais como opção.”
“Nosso objetivo é fazer com que as pessoas pensem no futebol brasileiro. É um primeiro passo e vamos seguir em frente.”
Também CEO do Coritiba, o executivo considera que a organização da competição ficar na mão dos clubes pode favorecer os clubes que estão fora dos ditos 12 mais tradicionais.
“A liga vem com a proposta de tornar mais igualitária a distribuição de recursos, afinal os 12 mais tradicionais não estão jogando só entre eles. Estamos muito irmanados de construir algo que seja bom como um todo. Os times maiores que disputam nosso torneio estão pensando na gente também.”
A edição inicial da Primeira Liga foi disputada por 12 equipes (Flamengo, Figueirense, América-MG, Atlético-MG, Internacional, Grêmio, Coritiba, Avaí, Fluminense, Atlético-PR, Cruzeiro e Criciúma) e definirá seu campeão em 7 de abril.
Fonte: Goal

Que ganhe o Atlético! 🙂