O Flamengo levou força máxima para Sergipe, basicamente, por um objetivo: vencer por dois gols de diferença e, consequentemente, eliminar o jogo da volta. Por ironia do destino, não conseguiu, nem mesmo com um jogador a mais desde os nove minutos do primeiro tempo. Ainda por cima perdeu por 1 a 0. Agora, o clube soma os prejuízos que o resultado trouxe tanto aos cofres quanto ao calendário, que fica ainda mais inchado do que ele já é.
Pelo regulamento da Copa do Brasil, o time que elimina o jogo da volta fica com 60% da renda líquida da partida, que foi de R$ 853.833,01. Se tivesse vencido por dois gols ou mais, o Rubro-Negro teria abocanhado cerca de R$ 512.299,00. Os outros 40% seriam do Confiança. Para completar, o jogo da volta está marcado, a princípio, para o Raulino de Oliveira, onde o máximo de renda líquida que o Flamengo conseguiu neste ano foi R$ 66.077,48 – que dividido com o adersário caiu para R$ 27.469,51. Isso quando não ficou no prejuízo.
– Sou torcedor e estou muito chateado com o resultado de ontem (quarta). Mas eu já vi o time campeão do mundo de 81 perder no Maracanã para o Botafogo-PB. Então, zebras acontecem. Ouvi a entrevista do Muricy, jogamos mal e merecemos perder. Mas vamos buscar a recuperação – minimizou o presidente Eduardo Bandeira de Mello, em entrevista à TV Folha, ontem.
Para completar, o calendário ainda ficará mais apertado, já que uma data poderia ser excluída e não foi. A volta será no dia 20/4 e ainda terá o desgaste pela viagem a Volta Redonda. Cuéllar também tentou minimizar o resultado.
– Creio que o que vínhamos fazendo era muito bom. Não somos máquinas para fazer tudo perfeito, mas buscamos o carrinho correto. Tivemos um tropeço e agora temos de virar a página – comentou o colombiano.
Antes de pensar no jogo da volta, o Flamengo ainda tem compromissos pelo Estadual – o próximo é o clássico de domingo, contra o Fluminense, no Pacaembu – e pela Primeira Liga – encara o Atlético-PR, quarta, em Juiz de Fora, pela semifinal da competição. Os jogadores já treinaram na quinta à tarde.
Fonte: Lancenet

Eu estava no campo!
Vi jogadores com uma arrogância tão grande quanto seu ego. Jorge, moleque recém-promovido a profissional, que tem demonstrado com galhardia como é ser arrogante e prepotente, sem contudo ser produtivo. Lembram-se do Romário? Não treinava, falava o que queria, mas resolvia em campo. Simples assim.
Vi um William Arão sem raça, “trotando” em campo (será que os elogios lhe subiram à cabeça?).
Vi um meio-campo inoperante, fruto da teimosia do Murici em insistir com Ederson avançado (seria mais produtivo que ele jogasse na esquerda, no lugar do Sheik, com o Alan Patrick fazendo a função de maia-armador).
Vi crianças se digladiando no alambrado (de vidro), gritando o nome dos seus ídolos que vivem editando nos seus PS2, sem a devida venia ou reciprocidade por parte dos jogadores… nem um aceno qualquer!
Vi um mar de vermelho e preto invadir uma praça alheia e abafar a torcida adversária, que mesmo sendo local se sentia minúscula ante tantos e tantas rubro-negros.
Vi a galera apoiando, torcendo do jeito tímido característico dos nordestinos, mas extasiados por ver seu time do coração pela primeira vez neste século e, talvez, a última.
Vi um time jogar sem humildade, menosprezando um adversário inferior, porém motivado pela possibilidade de jogar contra o maior clube do país, este que achava que iria vencer a partida apenas com a mística camisa rubro-negra.
Vi como Davi venceu Golias com uma única cajadada e como o gigante combalido caiu na frágil realidade que se mostrava naquele momento de descrença.
Vi uma torcida decepcionada sair do estádio, mas FELIZ demais por ter tido a oportunidade ÚNICA de ter visto os intocáveis ídolos tal qual semi-deuses inalcançáveis. Jogadores passam, o clube fica!
E que se danem as consequentes chacotas… no futebol, tudo se apaga no jogo seguinte. Para isso, basta que se tenha aprendido a lição: “Seja HUMILDE para admitir seus erros, MADURO para assumi-los e INTELIGENTE para aprender com eles”.
Amo demais esse clube! SRN.
Luiz Walter