Longe do ideal, dentro do necessário: Flamengo 1 x não Flamengo 0. Com mensagens e hashtag no novo Manto Sagrado, o time deu a entender que iria golear. Começou com tudo e logo fez a festa da Nação. Nosso experiente camisa 4 barrou o contra-ataque, o véio 4 deles vacilou; Arão encontrou Éverton, e este a rede. 1 a 0 para o único rubro-negro do planeta.
Eles vieram para o jogo, nós também. Muito ímpeto, que junto trouxe afobação. O famoso “último passe” tomou as vezes do “penúltimo” e o Mengo não conseguiu transformar em chances claras as oportunidades de ampliar a vantagem.
Linhas mais próximas, menos vazios no meio-campo, 4-3-3 com ares de 4-4-2, vontade. O começo do jogo foi, realmente, de surpreender. Bateu o princípio de cansaço e a correria, naturalmente, estancou.
Gol deles, anulado. Pela TV, a impressão é de que a arbitragem errou, se repararmos no posicionamento de Jorge na jogada. Mas ali mesmo, com a imagem congelada, é só olharmos um pouquinho abaixo que nos deparamos com ele, o homem da bandeira. Bem posicionado, convicto, dono de um ângulo privilegiado que emissora nenhuma tem. Demos um voto de confiança ao senhor Rogerio Pablos Zanardo.
Se o primeiro tempo terminou em 1×0, o segundo começou com 11×10. Rithely, o melhor deles até então, foi mandado embora sem aviso prévio. Aparentemente, de maneira exagerada, mas nem Diego Souza reclamou da expulsão.
E olha que ele reclamou. Mais uma vez disse ser impossível enfrentar o Flamengo em terras rubro-negras, esbravejou pra lá e pra cá. Só esqueceu de citar a falta de ambição do esquadrão de azul.
Encolhidos, praticamente inofensivos, eles nos chamaram. Pouco soubemos fazer. De novo, ficou clara a dificuldade flamenga na criação de jogadas. Bola prum lado, bola pro outro, e nada de concreto. Se não havia mais o ímpeto que nos levaria ao segundo gol, havia a superioridade numérica. Descartada por deficiência.
Muricy Ramalho, que só gosta de Alan Patrick no segundo tempo, foi bem demais em sacar Paolo Guerrero da partida. Amarelado, o peruano cometia incessantes faltas, praticamente implorando para folgar na semana que vem. Em seu lugar, entrou um esforçado Ederson, buscando provar que pode sim ser o substituto de Guerrero durante a Copa América. Esperemos para melhor avaliação.
Sem Wallace, o Flamengo venceu. Impressionante como um jogador tão distante de ser ídolo causou tamanha repercussão. Pior é que ele tinha tudo para cair nas graças da Nação, menos futebol.
Deve ser uma pessoa fantástica. É querido por todos, sejam companheiros de longa data ou recém-conhecidos. Sempre contou com apoio, blindagem e incentivo dos treinadores. Isso nos fazia mal. As pessoas de dentro do clube queriam que o ser humano pudesse jogar e se redimir das falhas. Nós, aqui de fora, já não aguentávamos mais o zagueiro.
Com respeito ao ser humano, mas sem saudades do zagueiro, voltamos a encontrar a vitória. Nunca gostei de ganhar com polêmica de arbitragem, mas confesso que fiquei feliz demais com os 3 pontos conquistados neste sábado. Fazia tempo que não me sentia assim. Alegria que traz a sina: vencer, vencer, vencer. Cada vez mais.
Assim seguimos. Se no campo ainda falta futebol, na vida sobra Flamengo.
Fonte: Nosso Flamengo

Texto sensacional! Parabéns!
Fiquei um pouco irritado no segundo tempo por causa da inércia do time que realmente tocava pra lá e pra cá a bola sem profundidade, com todo time do genérico pernambucano atrás.
Pensei depois comigo se valeria a pena ser mais incisivo, atacar, atacar e atacar, dar contra-ataque e pimba levar empate grotesco? Não valeria.
Acho que Muricy voltou naquele momento a se confortar com 1 a 0 dos tempos de retranca no SP.
Por ser estreia e por termos uma zaga sem maior entrosamento, a estratégia foi boa.
O que chama a atenção em momentos que o Flamengo acelerou, chegou bem ao ataque e só não fez mais no final por erros de finalização ou escolhas erradas.
Bom começo, três pontos e a certeza e convicção que este time pode jogar bem mais.
Acima de tudo o que mais importa é a vitória…pelo que deu p ver o time deles no segundo tempo fechou-se e quis aproveitar a impolgaçao q o fla apresentaria jogando em casa,assim aproveitando os contra-ataques…mas me parece q valeu a experiência do murici…prefiro ganhar assim do que perder jogando como os últimos jogos….SRN
O flamengo jogou como antes não vi nem uma melhora, acho que vai dá trabalho pra acertar pois não ando gostando nada do que estou vendo um time sem criação novamente ainda temos que ter um montilho ou conca porque iremos ter sérios problemas lá na frente com certeza, gostei do garoto chegou chegando e falando pra todos aqui é meu lugar e o juan puta que pariu que partida desse ícone do flamengo que isso comeu a bola e mostrou pro garoto que a todo momento quando se sentia pressionado recorria para a experiencia do mais velho que é normal e olha esse garoto pode deixar que o zagueiro chegou com o cara do lado vai aprender muito,gostei muito mesmo dele personalidade fez umas duas bobagens que é coisa de quem tem que ter mais experiencia normal, mais do resto jogo feio mais com resultados na mão.
Abutre Rubro Negro
Eu tenho a impressão de que no Fla quem escala é a diretoria.
E, seguindo a lógica financeira da atual gestão, parece que eles entendem que o jogador que deve jogar é o que tem o maior salário.
Na época do Carlos Eduardo, houve uns 4 técnicos no clube e nenhum conseguiu barrar o cara. E mesmo quando ele não era titular, tinha que entrar no jogo no segundo tempo, de qualquer jeito.
Hoje à minha teoria se confirma no fato do Guerrero não sai para o Viseu que ganha menos de jeito nenhum.
O Márcio Araújo não saía para o Ronaldo e só saiu para o Cuellar que ganha mais que ele.
O Wallace é o caso mais emblemático. Só porque ganha bem mais que o Léo não saía de modo algum. E se estava machucado entrava o César, mas não o moleque.
Tem o caso do Sheik e o Cirino.
Assim, parece que na gestão do EBM que é ótima na parte financeira e muito mais ou menos no futebol o que vale na hora da escalação é o salário.
Quem ganha mais é quem barra quem ganha menos…