Poucos se lembram, mas Rafael Vaz foi contratado em 2013 pelo Vasco para suprir a saída de Dedé – ou ao menos a aposta era nesse sentido. À época, o zagueiro, hoje parado há quase um ano por sequência de lesões no Cruzeiro, era mais do que referência na zaga vascaína, mas também ídolo da torcida. O time de Minas pagou R$ 14 milhões ao Vasco, que foi atrás da indicação de Paulo Autuori e trouxe Vaz do Ceará, quando ele tinha 23 anos. O clube de São Januário, em parceria com o empresário do jogador Reinaldo Pitta, desembolsou cerca de R$ 350 mil.
– O Rafael Vaz tem qualidade técnica e ousadia – dizia à época Autuori.
Autuori não contava com a estrela daquele jogador, capaz de dar um bicampeonato carioca ao Vasco, mas, três anos depois, é possível afirmar que as maiores virtudes de Vaz, que deve ser anunciado nesta quarta pelo Flamengo, foram perfeitamente diagnosticadas pelo atual treinador do Atlético-PR. Não é à toa que o zagueiro canhoto foi improvisado como volante – posição de origem – e também como centroavante, no empate vascaíno contra o CRB este ano, nos tempos de Colina. Na batida da bola, você vê a técnica apurada de Vaz. Reveja lances dele acima.
Fiz algumas entrevistas com Rafael Vaz e acompanhei sua trajetória no Vasco. A chegada cercada de expectativa, o primeiro tirambaço de fora da área, na derrota para o Internacional em Porto Alegre, a reserva no clube de São Januário, o afastamento e os tempos treinando separado do restante do elenco até a reintegração e a fase mais decisiva de Vaz, que, ironicamente, coincidiu com a fase final de seu vínculo.
O primeiro clássico impressionou – e os primeiros minutos do vídeo acima, com melhores momentos de Vaz naquela partida, mostram o por quê. Contra o Fluminense, na reabertura do Maracanã, Vaz exibiu o que tem de melhor quando joga na zaga. Combateu firme, salvou gol em cima da linha, bateu falta com perigo, ganhou divididas e saiu de cabeça em pé, achando espaços com passes e lançamentos perfeitos. Formado na base do Palmeiras, o paulista lembrava dos primeiros conselhos que ouviu para escolher posição em campo.
– O professor Jorginho (ex-jogador, que era técnico do time B do Palmeiras) sempre falava para mim: você pode ser um volante igual a muitos outros ou pode ser um zagueiro com um baita diferencial – dizia dias depois daquela partida contra o Fluminense (3 x 1 Vasco).
Falhas táticas e autoconfiança
Então o torcedor rubro-negro – dividido na enquete do GloboEsporte.com. Para votar, clique aqui – que chegou até aqui deve se questionar: diante desta qualidade técnica, por que Rafael Vaz não era titular no Vasco? Primeiro, porque desde 2014, com raras e curtas fases, os titulares do setor defensivo são o experiente Rodrigo e a revelação Luan. Depois, pois o limite entre a técnica e a ousadia que Autuori via naquela qualidade com a bola até a saída temerária costuma ser tênue com jogadores que têm como primeira função proteger a meta. O zagueiro tenta lançar bastante e às vezes exagera nos passes rasteiros verticais, além de certa autoconfiança num drible próximo da própria área. Quando dá certo, maravilhoso. Quando erra…
– Sempre tive essa vontade de querer armar o time. Sei que jogar assim pode ter as suas consequências. Tento fazer sempre alguma coisa diferente. Vai ser bom para mim se acertar o passe e vai ser bom para o time também – dizia o zagueiro.
A vontade de “querer armar o time” não conquistou muitos treinadores nos tempos de Vasco. Inclusive, dias depois da reportagem que fiz com ele, em que o classificava como “zagueiro-volante”, soube de comentários em tom depreciativo de integrantes do futebol do clube. Daquele tipo “vai zagueiro habilidoso”, “olha o Beckenbauer” e por aí vai. Fato é que Vaz ficou muito tempo no Vasco sem sequer ser reserva imediato na zaga. Era a terceira ou quarta opção e, em alguns momentos, ficou até fora do banco.
Aí vou entrar numa avaliação que ouvi – longe dos microfones – de um ex-treinador que o comandou em São Januário. A definição explica, de forma mais simples, por quê um jogador, técnico e polivalente, esteve longe da preferência dos treinadores que passaram pelo Vasco.
– Quando ele (Rafael) está com a bola é lindo. Bate bem nela, trata com carinho. Fica evidente a qualidade. Mas, taticamente, o posicionamento dele não é dos melhores. É falho. E zagueiro, em 90 minutos, não passa cinco minutos de um jogo com a bola no pé…
No Flamengo, Rafael Vaz vai ter oportunidade de desfazer algumas dessas impressões e também terá a chance de ganhar a sonhada sequência como titular – o que pensou que teria quando chegou em São Januário há três anos. Toda a ousadia que Autuori enxergou no Ceará fica a serviço do time da Gávea. Vai depender de Vaz evoluir e se transformar num zagueiro mais seguro e de confiança para os torcedores – dois adjetivos que combinam mais com a função.
Fonte: GE
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Não vou entrar em questões técnicas, mas vejo uma situação inusitada na chegada do jogador. Ele vai chegar em uma situação, embora não pareça, muito favorável para ele. Qual jogador não gostaria de chegar no time, vestir a camisa e jogar? O jogo vai ser fora de casa e com uma equipe não tão expressiva. Terá a chance de mostrar serviço, se for iluminado, ainda fazer gol. Pesa contra ele o fato de ser reserva no nosso maior rival (acho isso menos importante). Como o céu e o inferno no Flamengo, andam lado a lado, a partir de domingo veremos que sentido ele seguirá. Confesso que estou esperançoso para ver o jogador em campo e torcendo muito para dar certo por dois motivos simples: Porque precisamos acertar nosso pior setor e segundo porque chegou sem nenhum custo.
Muito bom o seu comentário Elias! E tem um agravante nessa história, muitos jogadores chegam prestigiados de outros clubes e no Flamengo não jogam nada (vide Guerrero!) E outros que eram reservas em outros clubes chegam e mostram serviço (vide Allan Patrick!) Que era reserva no palmeiras e hj é um dos jogadores imprescindíveis no nosso time! É com esse espírito que espero que o Vaz venha!
Com o baixo nível do futebol brasileiro atualmente, toda contratação têm se tornado uma loteria, jogadores mais consagrados, os quais vêm cercados de muita euforia, otimismo e cotados a ser ídolos, decepcionam, e outras contratações sem muitas expectativas, surpreendem, espero e torço para que esse Rafael Vaz seja uma. ainda apreensivo aguardando um zagueiro mais rodado e de confiança.
Seja bem vindo Rafael Vaz torço p vc dá certo aqui no meu Mengão. Não é
zagueiro top mas tbm os jogos q vi vc atuar pelo nosso vice nunca vi vc
fazer lambanças como o Wallace fazia(já foi graças a Deus) e como Cesar
Martins faz.
Meu Deus... tamo fud....