Medida recebeu críticas contundentes de Jorge Jesus, técnico ex-Flamengo, que aponta falta de qualidade nas base
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) definiu uma nova diretriz em conjunto com os clubes para diminuir gradualmente o limite de atletas nascidos fora do país inscritos por partida no Brasileirão. A medida, porém, recebeu críticas contundentes de Jorge Jesus, técnico ex-Flamengo.
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– Em todos os países onde eu ultimamente tenho treinado, normalmente fazem essa pergunta: qual é a minha ideia em relação à redução ou não de jogadores estrangeiros em cada país. É a mesma coisa que eu, em Portugal, tenho uma opinião diferente -, destacou, e acrescentou:
– Ou seja, não é o fato de no Brasil agora reduzir de nove para com os anos até cinco, não é isso? Não é por aí que vai mudar o jogador brasileiro. Não é por aí que vai ter alguma interferência na qualidade do jogador brasileiro -, disse o ídolo do Flamengo, que emendou:
– Eu dou sempre o exemplo de Portugal. Portugal é um dos países que melhor forma jogadores, que melhores jogadores tem na Europa e em Portugal, pode se o treinador quiser, podem jogar onze estrangeiros. E nós temos sempre grandes jogadores e vamos continuar a ter, porque esse não é o problema -, afirmou, e completou:
– O problema é formação, é qualidade de formação e é calendarização. E o Brasil nisso tem uma boa calendarização e não sabe. Espero bem que eles nunca acabem com os campeonatos estaduais, que isso é um dos segredos do crescimento do jogador brasileiro -, apontou.
A nova regra de gringos nas competições da CBF
Atualmente, os regulamentos das competições nacionais permitem a escalação de até nove atletas estrangeiros por confronto. Contudo, essa cota sofrerá um corte progressivo nos próximos anos até alcançar a marca máxima de apenas cinco nomes em 2030.
O objetivo anunciado pela CBF é ampliar o espaço para a utilização de peças formadas nas categorias de base do próprio país. No entanto, o comandante português questionou a eficácia prática da alteração no desenvolvimento dos jovens talentos.
História e idolatria inesquecível no Flamengo
A opinião do treinador carrega forte apelo entre os torcedores da Gávea devido ao peso histórico do trabalho realizado no Rio de Janeiro. Em passagem marcante entre junho de 2019 e julho de 2020, o técnico construiu uma era de hegemonia no futebol sul-americano.
Durante o período de 57 partidas, o profissional somou impressionantes 81,3% de aproveitamento, apenas quatro reveses. Além disso, da Libertadores, Brasileirão, Supercopa do Brasil, Recopa Sul-Americana e Campeonato Carioca, o que encerrou o jejum de 38 anos sem o título continental.
Novo ciclo rumo à Copa do Mundo de 2030
Após encerrar ciclos de sucesso no futebol do exterior, o técnico português assumiu o comando da Seleção de Portugal em julho de 2026. ‘JJ’ substituiu Roberto Martínez logo após o encerramento do Mundial.
O vínculo assinado junto à Federação Portuguesa de Futebol (FPF) possui validade até a metade de 2030. Assim, o ciclo se completará para a disputa da Eurocopa de 2028 e da Copa do Mundo de 2030.
Então, o torneio global de 2030 terá importância especial para a carreira do treinador. Isso porque o país lusitano será uma das sedes oficiais da competição ao lado de Espanha e Marrocos.
