“Gringos são baratos, suprem carências e leem o jogo. Mas precisam de tempo”

O fechamento da janela para transferências internacionais apresentou uma busca frenética dos times de Série A no Brasileiro por jogadores sul-americanos.

Donatti, Aquino, Otero, Chávez, Vecchio, Kannemann, Ariel, Nico López, Noguera e Ábila. Quatro atacantes, três zagueiros, três meias. Oito argentinos, um uruguaio, um venezuelano. Ainda a pendência do também argentino Buffarini no São Paulo.

Contratações interessantes porque, mesmo com a desvalorização da moeda, costumam ser mais baratas que buscar no mercado interno ou, pior, repatriar da Europa. Principalmente os atacantes. Duas referências na área adversária, jogadores de, no máximo, dois toques – de preferência, o último: Ariel Nahuelpan (Internacional) e Ábila (Cruzeiro). Andrés Chávez, que chega do Boca Juniors para o São Paulo, procura mais o lado esquerdo na frente.

Nico López, também no Colorado, parece o melhor deles. No Nacional ou na Itália, o uruguaio mostrou versatilidade podendo atuar nas quatro funções do quarteto ofensivo. Enfiado, meia central ou pelos flancos. O mesmo para Buffarini, que pode ser lateral, meia aberto ou volante.

Também suprem carências, como defensores que saibam atuar na última linha de quatro mais adiantada e sair jogando com bola no chão. Donatti (Flamengo), Kannemann (Grêmio) e Noguera (Santos). Os brasileiros ainda têm o hábito de recuar para “fechar a casinha” e apelar para a ligação direta com medo de errar.

Ou meias criativos. Aquino (Fluminense) e Vecchio (Santos) mais centralizados, o venezuelano Oterno (Atlético Mineiro) mais dinâmico e móvel, como o lesionado Cazares. Neste caso atendendo a demanda desta “entidade mágica” que é o típico camisa dez. Mas podem ser úteis mesmo se não respeitarem as tradições dos meias clássicos sul-americanos.

Porque a principal contribuição destes atletas ao futebol brasileiro é, ou deve ser, a leitura do jogo coletivo. A importância do posicionamento na marcação por zona, da movimentação para dar opções aos companheiros no jogo apoiado, da dedicação sem a bola.

Vale a lembrança do que Fabio Carille, auxiliar técnico do Corinthians, disse ao nosso Dassler Marques sobre o zagueiro Balbuena: “É da escola paraguaia. Conhece muito bem o funcionamento da linha de quatro defensiva e teve um rápido entendimento. Desde que estou aqui, é o zagueiro com quem menos precisei ensinar essa questão. Já veio pronto, em dois ou três treinos já deu para perceber que entendia de toda a organização. Os jogadores paraguaios, uruguaios e argentinos estão à frente nesse aspecto”. Leia a reportagem completa AQUI.

Só que nem todos são como Balbuena, nem entram numa equipe estruturada e com um trabalho consolidado dentro dos conceitos atuais. Para estes é preciso artigo raro no futebol brasileiro: tempo. Adaptação ao país, ao idioma, à cultura, à velocidade do jogo. Se forem jogados às feras, sem um mínimo entrosamento, terão que tomar decisões mais na base do improviso e decidir na própria individualidade. A chance de errar e se queimar aumenta.

Eis a incoerência. Contratar pelo que o jogador desempenhou em equipes ajustadas e organizadas e cobrar o mesmo rendimento de forma imediata em uma equipe montada às pressas. No caso dos que chegam ao São Paulo, ainda o perigo de perder Edgardo Bauza para a seleção argentina. Afinal, foi o técnico que indicou os atletas.

Os gringos precisam de método, confiança e, principalmente, paciência. Não há mágica ou acaso.

Fonte: André Rocha

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    É o hepta chegando, porra!!! Kkk
    SRN

    • Amigo, isso foi apenas um teste de treino pra ele ver como o time se comporta com essa formação quando não puderem contar comigo.
      Não estou barrado não, querido.
      E outra, ele precisa identificar qual dos dois meias será o parceiro do Diego quando ele estiver pronto pra jogar. E claro que eu continuarei firme e forte nessa vaga fictícia que o colega Fernandinho ocupou pra eu poder descansar do meu esforço na Academia. Afinal, vocês hão de convir que, cá pra nós, o meu colega não tá com essa bola toda pra me barrar no ataque, né?

  • Esses perfis Fakes são tensos demais…
    A moderação podia criar novas ferramentas de perfis no site que pedissem autenticação via documentos pessoais nas inscrições para que cada um pudesse ser responsabilizado por seus comentários.

    • Após o site ser vendido os administradores não participam em quase nada, mostram que só querem saber de dinheiro

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        • Esse monte de propagandas que o site é não explica alguma coisa? Se a administração é tao boa assim como parece, porque não investem em logins com identidade documental?
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          • Pq vc não baixa a extensão adblock para o seu google chrome? As propagandas somem

          • Não conhecia Domingos. Irei procurar saber. Muito obrigado.

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          Mais acha mesmo que o dono não tá ganhando com isso? De graça nem injeção na testa

    • Aonde vc tá sentindo essa tensão, amigo? Fala pra mim. Presta atenção, essa é a nossa canção.
      Não percebe que tudo faz parte de uma brincadeira passageira, justamente pra aliviar a tensão?
      Claro que nem todos são engraçados, da mesma forma que tem muitos malas que nos deixam muito putos mesmos usando seus nomes e fotos reais.
      Então, amigo segura a onda aí e relaxa que eu vou continuar “correndo na titularidade do Mengão e vocês com o tempo nem vão mais achar que me ver Doyen”

  • Que gringo que nada. Eu estou aqui pra isso. Eu, gabriel e cirino damos conta do recado, a gente só precisa de um gringo pra ajudar que é o nosso artilheiro o guerreiro.

    • Damos mesmo Marujão. Segura lá atrás que é nóis na fita. TAMO JUNTO!

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