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Maracanã: clubes não levam vantagem na disputa e licitação está cada vez mais longe

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O Maracanã que um dia foi nosso, caminha para ser de … não se tem a menor ideia. Faltando cerca de dois meses e meio para a devolução do estádio para a Odebrecht _ atualmente está com o Rio 2016 _ o ex-maior do mundo vive em estado de dúvida e incertezas. Em entrevista à ESPN, o secretário da Casa Civil do Rio, Leonardo Espíndola, adianta: o fato de os clubes (Flamengo e Fluminense) terem manifestado interesse em participar da disputa com uma das interessadas não coloca a empresa em vantagem na negociação.

Além disso, uma nova licitação não é o cenário mais provável, como já foi há alguns meses. No momento, o sentimento de quem participa das negociações é de que o repasse da concessão diretamente pela Odebrecht é uma saída que tem crescido no horizonte. Uma espécie de venda da concessão.

O que se sabe é que o Governo e a Odebrecht não querem manter o estádio. O Estado porque não tem condições financeiras de administrá-lo. A empreiteira, também por questões financeiras, mas, sobretudo, porque o que ela licitou, não existe e, na prática, nunca existiu. Um estádio que seria alimentado por shoppings, centros comerciais, e estacionamentos privados.

A concessão vem acumulando prejuízos (2013 – R$ 48 milhões, 2014 – R$ 77,2 milhões e 2015 – R$ 47,9 milhões) numa relação que duraria 35 anos. Na prática, a empreiteira não sabe o que vender. Se vender o que tem em mãos (uma bomba), o novo concessionário estará condenado ao mesmo destino.

Na entrevista que você lerá abaixo, o secretário dá seu recado: “A concessionária tem a obrigação de manter o Maracanã sob sua administração”. Embora diga que a negociação tem sido amigável, a frase de Espíndola deixa claro que o peso da solução pende para a empreiteira.

Qual dos cenários o Governo avalia como mais viável neste momento: venda da concessão ou nova licitação?

“Como todos sabem estamos em negociação com a concessionária que atualmente administra o Maracanã. E a concessionária tem a obrigação de manter o Maracanã sob sua administração, enquanto não houver uma solução definitiva em relação ao estádio. A concessionária só pode sair do estádio com uma decisão transitada em julgado.

Enquanto não houver uma solução e uma definição acertada entre as partes, a concessionaria deve manter o Maracanã sob sua administração”

Existem duas empresas, fora a Odebrecht, que se propõe a assumir o Maracanã. Uma empresa que não tem o apoio dos clubes e outra que tem. Como o Governo se posiciona em relação a isso?

“Nossa posição é que o estádio não voltará para o Estado. 00:03:01 Todas as outras possibilidades, desde que elas sejam legais, desde que elas juridicamente acertadas, estão sendo analisadas hoje pela Casa Civil, em conjunto com a Procuradoria Geral do Estado.”

Num cenário em que as empresas não fechem com os clubes. Como vocês veêm o futuro do Maracanã sem os clubes de futebol?

“Sem dúvida nenhuma, a essência do Maracanã são os clubes de futebol. Se eventualmente uma outra empresa assumir o Maracanã, certamente ela vai ter de ter a capacidade negocial de envolver os clubes para que ali joguem suas partidas”

Um dos concorrentes não tem a simpatia dos clubes, que dizem que não jogarão no estádio caso ela seja a concessionária. Esse cenário pesa a favor do grupo que fechou com Fla-Flu?

“Todas as alternativas estão sendo analisadas. Vencerá a que for melhor para o Estado e para a população.” 

Quatro empresas manifestaram interesse no estádio, no entanto, duas são as que, de fato, têm participado das conversas com a Odebrecht: a Francesa Lagardere, associada à BWA e extra-oficialmente à Federação do Rio de Janeiro (FERJ) e a Golden Goal, em parceria com o Flamengo, e interesse do Fluminense. As outras duas são: IMM (antiga IMX) e AEG.

Prefeitura pode assumir 

Na manhã deste sábado, o prefeito Eduardo Paes disse que a Prefeitura do Rio tem interesse em negociar para assumir o estádio. Segundo o UOL, o prefeito disse que o presidente do Flamengo, Eduardo Banderia de Mello, “vibrou” com a ideia.

Ao Blog, o dirigente disse: “Gostamos da ideia, sim. E estamos preparados para assumir a gestão do Maracanã, seja como concessionários do Estado ou da Prefeitura”

A proposta seria fazer uma Parceria Público Privada.

Fonte: Gabriela Moreira | ESPN

Ver comentários

  • Por trás da maracutaia, está a famigerada FFERJ. Esses vermes querem se perpetuar no poder. No lugar do Flamengo, jamais aceitaria jogar caso a Federação do Rio assumisse o estádio.

  • Tá arriscado colocar no próximo arbitral que a FERJ é quem determinará aonde os clubes irão jogar. Só para obrigar o Mengão a jogar no Maracanã, caso ela assuma o estadio.

  • tomara q o fla fique fora e enfiem no rabo esse elefante branco so assim o fla via poder correr atras do seu estadio vms ebm maos a obra

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