Gestão do estádio alega desgaste do gramado, que começou a ser trocado nesta segunda (28)
O Consórcio Maracanã, gerido por Flamengo e Fluminense, negou nesta segunda-feira (28) o pedido formal do Vasco para enfrentar o Boca Juniors (ARG) no estádio. A partida vale pela volta da semifinal da Copa Sul-Americana e está marcada para 20 de outubro.
Trata-se da terceira recusa ao rival apenas em 2026. Antes, a gestão já havia vetado os duelos contra Vitória e Palmeiras, ambos pela Copa do Brasil. O canal ‘Fanático Vascaíno’ publicou a informação primeiro. Segundo o consórcio, a grande quantidade de partidas e o desgaste do gramado motivaram a decisão.
Gramado e calendário pesaram na decisão
A justificativa coincide com o momento mais delicado do campo nesta temporada. Nesta mesma segunda-feira (28), o Maracanã iniciou a troca completa do gramado, um dia depois de receber o jogo da NFL. A operação começou com a raspagem do piso antigo. Em seguida, a equipe instalará novos rolos de grama Bermuda Celebration.
Além disso, a administração calcula que o estádio terá recebido 58 partidas em 2026 até o fim de setembro. Jogadores do Flamengo, como Rossi e Arrascaeta, já haviam reclamado publicamente das condições do piso. O técnico Leonardo Jardim também criticou o campo.
O calendário de outubro reforça a resistência. O Fluminense recebe o Palmeiras no dia 14, pela ida da semifinal da Libertadores. Seis dias depois, viria o duelo entre Vasco e Boca Juniors (ARG). Na sequência, o Flamengo decide a vaga na final contra o Estudiantes (ARG), em 22 de outubro.
Dessa forma, o gramado teria apenas dois dias de recuperação antes do compromisso rubro-negro. Esse argumento já aparecia na semana passada, quando uma pessoa ligada ao Flamengo antecipou o veto ao portal Coluna do Fla.
Vasco avalia Justiça, mas mira São Januário
O Vasco não descarta acionar a Justiça para jogar no Maracanã. Entretanto, a recusa aumentou o incômodo da diretoria com o tema. O presidente Pedrinho entende que o clube está sendo impedido de exercer um direito.
Mesmo assim, o dirigente já disse a pessoas próximas que não vê motivo para brigar judicialmente por um tema com acordo firmado. Por isso, uma corrente interna defende concentrar esforços em São Januário. O estádio, porém, está vetado pela Conmebol por capacidade. Nas semifinais da Sul-Americana, a entidade exige arenas com pelo menos 30 mil lugares. Na última sexta-feira (25), o dirigente pediu flexibilidade à entidade em entrevista:
— Vou tentar aumentar o espaço de visitante em São Januário. Tenho uma boa relação com o Riquelme (presidente do Boca). Vamos tentar dar todo o suporte para o torcedor do Boca em São Januário. Peço que o presidente da Conmebol tenha um pouco de flexibilidade e autorize que eu jogue em São Januário — disse o presidente vascaíno.
Por outro lado, o Nilton Santos, administrado pelo Botafogo, aparece como alternativa. Contudo, o clube argentino resiste a atuar em grama sintética.
Conmebol cobra definição até o início de outubro
A Conmebol quer uma resposta sobre o palco até o início de outubro. Pelo regulamento, o estádio precisa estar definido dez dias antes da partida. Na prática, o prazo final cai em 10 de outubro.
O confronto começa no dia 13, na Bombonera, em Buenos Aires. Depois, a vaga na final será decidida no Rio de Janeiro. Enquanto isso, Atlético-MG e Montevideo City Torque (URU) disputam a outra semifinal.
Qual é o próximo jogo do Flamengo no Maracanã?
Enquanto o Vasco busca um palco, o Flamengo aproveita a pausa da Data FIFA. O time volta a campo em 08 de outubro, contra o Santos, na Vila Belmiro, pelo Brasileirão.
Três dias depois, o Rubro-Negro reencontra o Maracanã, já com o novo gramado, no clássico contra o Fluminense. Em seguida, a equipe visita o Estudiantes (ARG) no dia 15, na Argentina, pela ida da semifinal da Libertadores.
Por fim, a decisão da vaga acontece em 22 de outubro, às 21h30, no Maracanã, conforme a Conmebol definiu na semana passada. Esse compromisso sustenta justamente o argumento rubro-negro sobre o intervalo de recuperação do campo.
