Após empatar com o São Paulo por 0 a 0 no Morumbi, o Flamengo contava com um tropeço do Palmeiras contra o Santa Cruz para pelo menos manter a diferença de pontos para o líder do campeonato. Mas os paulistas venceram e aumentaram a vantagem para três pontos. Além disso, o Atlético Mineiro também ganhou e diminuiu a distância para os rubro-negros para apenas dois pontos.
Apesar de estar perseguindo o Palmeiras no Brasileirão, o meio-campista rubro-negro Willian Arão garante que, quando está em campo, não fica pensando em como está o adversário pela ponta da tabela. O camisa 5 afirma que sua cabeça fica apenas no que está acontecendo em campo.
– De fato a cabeça mexe muito com o jogador. Mas falando propriamente de mim, no jogo, até porque não posso falar dos meus companheiros, eu não penso muito no Palmeiras. Eu não procuro pensar: “eles estão três, quatro, cinco ou um ponto na nossa frente. Se a gente ganhar…”. Eu penso em como está o jogo ali: “esse é o momento que a gente tem que atacar porque a gente está melhor na partida que o adversário”. E quando o adversário está melhor que a gente, porque são 90 minutos, então acontece isso, eu penso: “a gente tem que se segurar aqui até passar esse turbilhão para a gente poder se organizar de novo e voltar para a partida”. É uma mistura de sentimentos ali muito complicada porque a gente está no controle, de repente já não está mais no controle da partida – afirmou o jogador no Seleção SporTV desta terça-feira.
Além disso, Arão acredita que a diferença entre as duas equipes ainda é muito pequena pela quantidade de rodadas que faltam para acabar o campeonato. Mas prefere deixar a brincadeira de “Cheirinho de hepta” para os torcedores flamenguistas.
– Acho que falta muita coisa para acontecer ainda. São 30 pontos para serem disputados ainda. Então a gente tem que fazer a nossa parte e não pensar neles. Esse negócio de cheirinho a gente deixa para torcedor. Mas tem que avisar para eles que não estão longe assim não. Então, obviamente, a gente deixa essa brincadeira para os torcedores. A gente pensa em ganhar todos os jogos, mas o campeonato não vai acabar na próxima rodada também – declarou.
Arão comentou também a dificuldade encontrada pelo Flamengo nas últimas rodadas, principalmente contra Cruzeiro e São Paulo. Para ele, isso é natural, acontece com todos os times e deve aumentar conforme o campeonato for se aproximando do final, pois os times vão se conhecendo cada vez mais.
– Pelo menos eu vejo pelo lado do campeonato, que estão tendo dificuldades todos os times. Você vê aí o Palmeiras, que na rodada passada ganhou do Coritiba de 2 a 1 em casa, um resultado apertado. Ganhou agora de 3 a 2 do Santa Cruz. Então os times já estão se familiarizando com esses times que estão na frente, então cabe a nós criar uma opção melhor, uma alternativa para sair dessa retranca, ou fazer um algo a mais para que a gente possa sair com a vitória – analisou.
Além disso, o meio-campista comentou sobre sua nova postura dentro de campo. Com Zé Ricardo, o camisa 5 tem chegado menos à área adversária do que fazia quando o técnico era Muricy Ramalho.
– Não sou tão cobrado para aparecer na área tantas vezes. O que o professor pede é para que e eu apareça e não perca essa característica minha, que ele e até vocês dizem que é muito forte, uma das mais importantes minha, que é ser o homem-surpresa, entrar na área. Que eu não perca isso, mas que seja uma surpresa né. Que eu não esteja lá sempre né, que eu não esteja lá toda hora né. Se eu for duas, três, quatro vezes no primeiro tempo já não é mais surpresa né. Talvez duas durantes o jogo, e aí eu receber a bola. Porque se eu vou e não recebo, eu me desgasto à toa. Então eu procuro me ajustar a isso com o técnico, com os companheiros – concluiu.
Fonte: Globo Esporte

Gosto muito do futebol do arão, mas os últimos jogos já não ta jogando tão bem, tomara que nesta reta final volte a jogar como antes, raça e bons toques de bola
Arão tem que jogar mais próximo a Diego, o Fla tem que criar oportunidades de gol, e não só priorizar a defesa. Cuellar mais atrás com Arão compondo no meio, Mancuello aberto na esquerda com Diego, vejo um time muito forte. Marcar, é ocupar espaço, compactar, hoje no futebol moderno não tem mais essa de “uma só função”, jogador tem que ser flexível, saber fazer mais de uma função. Isso se treina, se monta um esquema adequado e usa. Arão e Cuellar são volantes modernos e tem essas características, basta o Zé Ricardo aceitar e mudar.
*Contra o Santa mesmo tem que ir com tudo, é jogo “em casa”, tem que ganhar, mas só se pode pensar nisso criando as oportunidades, olha a diferença de saldo que temos para o Palmeiras…e isso pode ser decisivo.
Né :D….