Para que profissionalizar, qualificar e oferecer todos os recursos, inclusive da TV, para a arbitragem minimizar seus erros?
Se o dirigente não terá mais como desviar o foco nas derrotas e usar os equívocos até de um jogo do qual seu time não participou para pressionar e, mais à frente, ser beneficiado na dúvida;
Se o jogador não vai precisar justificar sua má atuação ou a falha num lance decisivo porque elas ficam soterradas no noticiário;
Se o torcedor terá como responder aos memes e às zoações dos rivais dizendo que foi ”roubado” e que ”está tudo armado” para o rival – quando é o seu time beneficiado o refúgio, claro, é o ”Chola mais”;
Se para o comentarista que adora polêmica e pouco entende do que acontece dentro do campo é muito mais cômodo passar as horas dos intermináveis programas de debate discutindo os inúmeros replays que os árbitros não têm na fração de segundos em que precisam decidir;
É óbvio que o trabalho dos árbitros pode e deve ser fiscalizado e investigado constantemente. Se há a presunção de inocência – alguém só é culpado se algo for provado – a história também mostra que ninguém está acima de qualquer suspeita.
Mas quem se importa? É bem mais confortável ter alguém para terceirizar a responsabilidade. Por isso o descaso.
A arbitragem é a grande bengala do futebol brasileiro.
Fonte: André Rocha

Não sei se já é intempestivo, mas se fosse o EBM, entrava com recurso no STJD pedindo a anulação de todos os jogos em que o Flamengo foi explicitamente prejudicado, só pra forçar esses palhaços a verem a estupidez que cometeram.