Papo no aeroporto, franqueza e carro ‘velho’: Zé Ricardo faz cinco meses de Fla

Dia 26 de maio, Aeroporto de Viracopos, Campinas. Toca o telefone de Zé Ricardo. Do outro lado, o então técnico do time sub-20 é convocado para uma reunião no Ninho do Urubu. Ainda na linha, ele era informado por Flavio Godinho, vice de futebol do clube, que seria ele o interino do Flamengo.

Hoje, Zé completa cinco meses desde que treinou os profissionais pela primeira vez, atividade que foi realizada um dia depois do telefonema que transformaria sua vida. No primeiro contato, surpreendeu pela forma enérgica como chamou a atenção e posicionou os jogadores, inclusive os mais experientes.

Aos poucos, conquistou o elenco pelo jeito franco e sem maiores alterações no tom de voz. Mas a efetivação só sairia em julho, 11 jogos após assumir a tarefa de esquentar o lugar que era de Muricy Ramalho. Apesar dos bons resultados, ainda não havia um consenso na cúpula do futebol do clube, que dividia-se entre Abel e a possibilidade de um estrangeiro. As vitórias, no entanto, deixaram a direção “sem escolha”.

— O Flamengo não deve fazer apenas craque em casa, mas também técnicos. Ele já estava no meu radar desde a Copa São Paulo, mas não imaginava que seria efetivado tão rapidamente — garantiu Flavio Godinho.

A novidade não interferiu na rotina e nos hábitos de Zé. Mesmo alçado ao posto, seguiu com o mesmo carro e não deixou Vila Isabel, apesar do aumento salarial. De novo, apenas o pedido de licença do cargo de professor do Ciep Salvador Allende.

O trato com os jogadores e demais funcionários permaneceu inalterado. Tido como um sujeito extremamente profissional, não faz a linha paternalista e limita-se a cumprir as funções dentro e fora do campo. Sem bolo, Zé festeja mais um mês à frente do Flamengo. Como presente, espera o título brasileiro.

Fonte: Extra

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  • Grande trabalho sendo feito.
    Pegou time em baixa e desacreditado.
    Várias peças desvalorizadas.
    Pegou fase de insegurança dentro e fora do Clube.
    Segurou o “pião na unha” quando o medalhão Abel enjeitou um trabalho de bonde andando.
    Com MUITA sorte e trabalho nos levou à segunda colocação do Brão 2017. Coisa que não fazíamos a vários anos.
    Mesmo demorando a ser prestigiado internamente e anunciado oficialmente, nunca mudou postura.
    IMPORTANTÍSSIMO:
    – Em nenhum momento reclamou da Diretoria ou usou desculpas para algum mau resultado em “cansaço de viagem e falta de casa” como o medalhão Muricy fazia seguidamente.
    – Em nenhum momento “pediu” jogador novo para condicionar suas vitórias ou derrotas economizando uma grana ao Clube e pacificando o ambiente de trabalho.
    – Ao contrário… Aproveitou e recuperou alguns jogadores os fazendo de certa forma úteis ao time… ex: Pará, Gabriel “Menino Sustagem”, Everton etc… Não os fez melhorarem qualidade mas os fez úteis ao seu esquema e momento ao Flamengo.
    Nenhuma novidade todos mais ou menos tem consciência disso.
    Por isso, vou dar um voto de confiança para que continue à frente do Flamengo.
    Grande abraço!

  • Parabens Zé… A nação ta com vc. Vamos juntos nessa!!

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