
Zé Ricardo deve estar louco para 2016 acabar. Dar férias aos seus comandados e à sua cabeça com tantas mudanças repentinas, pensar a próxima temporada e renovar o elenco. Seu time não tem mais o que entregar. Física, técnica e taticamente.
Na vitória por 1 a 0 sobre o América que rebaixou o time mineiro, o ”fato novo” foi o retorno de Everton, que pela direita corta para dentro com a canhota e aparece melhor no meio e na área adversária que os outros ponteiros. Como no lance do gol único da partida sofrível no Mineirão.
O time rubro-negro está lento e previsível, sentiu também a falta de ritmo de jogo pelos dez dias parados, embora tenha recuperado um pouco o grupo fisicamente. Diego é jogador de condução, finalização e bola parada. Não passe. Muito menos o que se espera de um meia articulador: o toque que surpreende o sistema defensivo adversário e fura as linhas. Para piorar, seu estilo exige muito fisicamente e ele aparenta esgotamento.
No 4-2-3-1, Willian Arão fica mais preso e também contribui pouco com o passe no último terço. Também porque Márcio Araújo não se garante sozinho com os zagueiros na saída de bola. Ainda mais com os reservas Donatti e Juan. Na prática, o bom futebol coletivo dos melhores momentos na competição se desintegrou.
A impressão é de que clube e time não estavam preparados para a disputa do título com a intensidade que o Palmeiras exigiu com sua eficiência. Excesso de viagens, falta de peças confiáveis e dificuldade para fazer a equipe jogar de outra forma – sem os pontas velocistas, por exemplo. Tudo para ser revisto no ano que vem.
Se o Flamengo não precisasse de resultados para se garantir entre os três primeiros e entrar diretamente na fase de grupos da Libertadores. Disputa parelha com Santos e Atlético Mineiro, com a matemática ainda permitindo o sonho quase impossível do título. Inclusive o confronto direto com o alvinegro praiano, além dos duelos com os paranaenses Coritiba e Atlético nas três rodadas que faltam.
Para isso vai precisar tirar forças e qualidade de jogo que parecem perdidos, que nem a pausa pela data FIFA foi capaz de resgatar. O jeito é apelar para o pragmatismo puro de arrancar os três pontos a fórceps, no sofrimento. Pelo planejamento da próxima temporada.
Jogando mal e feio como no Mineirão, ainda que Zé Ricardo não aprecie. É o que resta em 2016.
Fonte: André Rocha | UOL
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Perfeito comentário, foi isso que ví ontem também. Vamos torcer pro ano acabar bem.
Que análise correta. Não mudo uma virgula.
Realmente ainda bem q o ano ta acabando, pq atingimos o ápice de desempenho futebolístico mesmo, agora é no sangue, na raça, coisa q mta amoeba nesse elenco não tem, mas não vou desistir, pq a briga la em cima está boa. Precisamos mto do tropeço dos porcos nos próximos dois jogos pra briga ficar parelha, claro partindo da premissa q faremos a lição de casa, faz tempo q não temos um campeonato decidido na ultima rodada, seria mto bom pro torcedor e pro campeonato tbm.
não temos técnico isso é um fato..o time é limitado pois sofre com dois volantes que não ajudam ofensivamente, e ainda comprometem defensivamente, os pontas passam o jogo correndo em vão e o pobre do armador fica sozinho assim como o atacante.
Possível o título é, mas o mais difícil será o Fla ganhar as 3 últimas. Precisaremos que o Palmeiras perca pra Chape em casa (possível). Se isso ocorrer vão pro Barradão encarar o Vitória tentando a última chance de ficar na elite, e tem boas chances de perder também.
Quanto a nós, não dá pra empatar mais nenhuma.
Será melhor se o APR chegar aos 58 pontos ganhando do Corinthians em Itaquera, após ter ganho do Sport em casa. Assim ele jogaria a última conosco já classificado pra liberta.
Seguem minhas simulações. https://uploads.disquscdn.com/images/a83cec046960abb27162adca40617d4df3a6df472b2fb89b980daeb3474f04c8.png https://uploads.disquscdn.com/images/c54bdbb2d962975baa19c838721d5a9432cb6540b80634a79a6554e396239081.png https://uploads.disquscdn.com/images/c1bbabdb26b3b8372dd97b1edcbb1fccf12c9415d18e6cbed125b53dd728c185.png