• Lembro como se fosse hoje, fiquei acordado com meu pai e um vizinho amigo da família para assistir à partida na madrugada e, logo no primeiro tempo, o jogo foi decidido com aquele timaço dando um baile no Liverpool todo poderoso da europa. Parecia adulto jogando com criança.

    Detalhe interessante é lembrar que esse amigo da família era vascaíno e fez um churrasco pra gente assistir na casa dele e estendeu a nossa bandeira do Flamengo e vibrou com os gols e jogadas de efeito. Todo rubro negro que viu o futebol ali nos anos 80 se lembra que grande parte dos torcedores dos outros times paravam para assistir àquele Flamengo, sem qualquer constrangimento e em disputas internacionais entre um time brasileiro e um gringo, todos esquecíamos a rivalidade e torcíamos para o brasileiro. Porque na época a rivalidade que havia não violenta como hoje, fomentada por euricos da vida, era mais na gozação e as pessoas não tinham dificuldade em reconhecer caso o adversário fosse melhor que o próprio time de coração, porque sabiam que tratava-se apenas de um jogo, e sabíamos que ganhar ou perder era parte dele.

    Depois as coisas foram mudando. As facções foram empoderadas a tal ponto que transformam um jogo em uma guerra, patrocinada e estimulada por dirigentes canalhas como eurico, montenegro, perrela, andrés e outros tantos, e hoje chegamos ao ponto de comemorar a derrota do adversário. O torcedor do Flamengo não era assim, foi ficando porque se cansou de ouvir foguetório de vizinhos comemorando o nosso fracasso.

    Bons tempos aqueles em que o futebol era mais técnico, mais romântico, os torcedores eram mais espirituosos e o nosso camisa 8 era o Adílio.

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