Polícia encontra camisa ensanguentada de alvinegro na casa de torcedor do Flamengo

A Polícia Civil prendeu nesta quinta-feira cinco pessoas suspeitas da morte de Diego da Silva dos Santos, torcedor do Botafogo, que ocorreu em fevereiro deste ano, antes de um clásico entre Flamengo e Botafogo, no Engenhão. A ação contou com a participação da Divisão de Homicídios – unidades da capital; Niterói, São Gonçalo e Itaboraí; e da Baixada Fluminense – e também da Coordenadoria de Operações Especiais (Core), em uma mobilização que envolve 130 policiais e seis delegados.

Três suspeitos do homicídio de Diego Silva dos Santos seguem foragidos, incluindo o presidente e o vice da Torcida Jovem do Flamengo. Um dos alvos foi preso ainda no início desta manhã, na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio. Rogério da Silva Guinard estava na casa dos pais e não ofereceu resistência.

Além de Rogério, foram presos Adonai dos Santos, Herbert Sabino de Paula, Rafael Silveira Camelo e Vitor Portêncio da Silva, o Gringo. Estão foragidos Wallace Mota, o Tabajara, presidente da Torcida Jovem, Fábio Pinheiro, o Playboy, diretor da torcida, e Rafael Maggio, o Rato, vice- presidente.

Com Vitor Gringo, a polícia encontrou a camisa ensanguentada usada por Diego. Na casa dele também foi encontrado um tênis com manchas de sangue. Exames serão feitos para apurar se o sangue pertencia a Diego Silva dos Santos. Na casa de Rafael Maggio, a polícia apreendeu armas e dinheiro falso.

Para a operação, foram expedidos 20 mandados de prisão temporária: oito correspondem a suspeitos envolvidos na morte do torcedor Diego Silva dos Santos e outros 12 correspondentes a outros crimes, como assaltos e homicídios, apurados durante as investigações. Além disso, também foram expedidos 14 mandados de busca e apreensão. Os oito suspeitos da morte do botafoguense estão indiciados por crimes de homicídio qualificado e associação criminosa:

– A investigação também apontou que, dos 2.100 integrantes da Torcida Jovem do Flamengo, pelo menos 12 eram foragidos por outros crimes. Então simultaneamente a DH faz uma operação para localizar esses foragidos, que não têm vínculo com o homicídio do botafoguense.

De acordo com o delegado Fábio Cardoso, titular da Delegacia de Homicídios da Capital, o suspeito estava no grupo que atacou o botafoguense no dia 12 de fevereiro. Ainda segundo a Polícia Civil, imagens obtidas durante as investigações mostram Rogério segurando um objeto pontiagudo, similar ao que provocou a morte da vítima.

– Nas imagens, Rogério é visto com o espeto inicialmente normal. Num segundo momento, o espeto está todo torto. Certamente foi usado para agredir e atingir o botafoguense Diego. A gente conseguiu localizá-lo na casa dos pais. Encontramos camisas e bonés, que indicam que ele é da Torcida Jovem do Flamengo, o que a gente já sabia. Achamos também seis bastões de madeira e um soco inglês, que são usados pela torcida organizada para agredir os rivais, como foi o caso que acabou vitimando, em fevereiro, no Engenho de Dentro, o botafoguense Diego – afirmou Cardoso.

Cardoso disse que a investigação foi complexa e foram usadas imagens para entender como foi o ataque da torcida flamenguista à botafoguense:

– Foi uma investigação complexa, já que esse crime se deu em um ataque de integrantes da Torcida Jovem do Flamengo onde estava a torcida do Botafogo. Eles saíram da ala onde deveria entrar no Engenhão, e invadiram o ponto onde estavam os botafoguenses, na Rua José dos Reis, para agredir e matar, como foi o caso do Diego. Foi um crime cometido com o envolvimento de várias pessoas. Provas testemunhais foram necessárias, ajudaram muito, e também imagens, que mostram com bastante convencimento a torcida jovem atacando e agredindo os botafoguenses.

Os agentes chegaram à Rua Maldonado, por volta das 6h. Às 6h50m, Rogério da Silva Guinard deixou algemado a residência dos pais. Os outros sete procurados também pertencem à mesma torcida organizada.

– Vamos levá-lo para a DH e vamos ouvi-lo para ele dar a versão dele E tentar identificar outros envovidos no crime. Hoje, a ação é para localizar e prender oito flamenguistas da Torcida Jovem que tiveram envolvimento no assassinato no homicídio do Diego. Essa é a primeira fase. Esperamos que, com as prisões de hoje e com as buscas, possamos identificar outros participantes e, na próxima etapa prender outros que tenham participado do crime.

Fonte: O Globo

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  • Que seja investigado, e quando concluido que sejam punidos de forma incontestável. Lugar de bandido e na cadeia. SRN

  • Essa torcida jovem é problemática demais. Virou uma gangue de rua mesmo. Não que as outras torcidas rivais nao sejam problemáticas, mas essa jovem é demais. Estão sempre envolvidos em mortes de torcedores. Eles arrumam problema com todos, inclusive com outras torcidas do próprio Flamengo.

  • Quem disse que a polícia não pega? Tem que acabar com essas facções chamadas organizadas, pois eles mesmos se intitulam assim.

    • Como diria o Luladrão: Mulher do grêlo duro.
      SRN

      • Pô valmir kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  • Bom, que a polícia cumpra o seu dever de combater a violência e prender os que crimes cometem.
    Tomara que essa iniciativa do Estádio da Ilha e sua “condição de contorno” diferenciada possa servir de ponta pé inicial para que as torcidas organizadas do Flamengo possam ser organizadas e diferenciadas em relação à média que temos hoje no Brasil em todas as agremiações.
    SRN

  • Fechar essa organização criminosa já.
    Pelo fim das organizadas.

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