
Após quase ser sacramentada a negociação, pela Odebrecht, envolvida no maior escândalo de corrupção da história do País, às contestadas Lagardère e BWA, a revista VEJA, em sua coluna Radar Online, noticiou, recentemente, que o Governador Pezão, após ouvir a Procuradora do Estado do Rio de Janeiro, resolveu abrir nova licitação visando nova concessão do Complexo Maracanã (Estádio de Futebol, Ginásio Maracanãzinho, Parque Aquático Júlio Delamare e Estádio Celso de Barros).
A torcida do Flamengo recebeu a notícia com um misto de alívio, por prolongar a possibilidade de jogos importantes no Estádio, porém com justificado ceticismo, pois todos sabem que, no Brasil, os processos licitatórios, além de morosos, se tornaram sinônimos de fraudes envolvendo governantes e fortes grupos econômicos, apesar da camuflagem que lhes confere aparente legalidade.
De todo modo, é certo que há duas possibilidades a curto/médio prazo: o Flamengo assumir a gestão do Maracanã, contemplado como integrante de um consórcio, obtendo condições mais justas quanto aos custos, à arrecadação e à exploração dos espaços publicitários no Estádio, ou o Clube construir uma Nova Arena, cogitando-se, a princípio, algumas opções, notadamente em Niterói, na Zona Oeste, na Baixada Fluminense ou na própria Gávea.
Caso assuma o Maracanã, entre outras providências, a Diretoria do Mengão deveria, respeitando as tradições do Clube e a origem preponderantemente humilde de seus torcedores, projetar pontuais modificações, como a reabertura de um Setor Popular, equivalente à antiga Geral, ampliando a capacidade atual do Estádio, a qual já está reduzida, na prática, não apenas pelas reformas para a Copa, mas face à necessidade de destinar um percentual de lugares à torcida visitante, mesmo que não sejam ocupados.
Ressalte-se que, mesmo se for vencedor na provável licitação, o Flamengo, conforme declaração de Cláudio Pracownik, VP de Finanças, cogita construir um estádio pequeno, com capacidade semelhante ao da Ilha do Governador, para jogos de menor apelo. Enquanto isso não acontece, o Estádio da Ilha, apesar de sua localização, poderá perfeitamente receber partidas com tal característica, servindo de Caldeirão Rubro-Negro.
Todavia, se a ideia da licitação retroceder novamente, o que não é impossível em um País com instituições tão corrompidas, ou se for derrotado o Consórcio com o qual o Flamengo deve participar, defendo veementemente a necessidade de o Clube construir um Estádio com capacidade compatível com sua grandeza e com o gigantismo de sua massa torcedora, para, no mínimo, 85.000 torcedores.
Nesse sentido, discordo dessas tendências “gourmetizadas” da FIFA, segundo as quais seriam recomendáveis estádios que recebam em média 60.000 expectadores. Também discordo da ideia que estádios com capacidade superior a essa tendem a dar prejuízos, na medida em que é possível compartimentar setores do estádio, sendo desnecessária a abertura de todos em jogos com menor público. Se o estádio for do Clube e a operação for austera, haverá lucro mesmo com 1/3 da capacidade preenchida em jogos corriqueiros.
Ademais, se houver fácil acesso, boa estrutura e segurança no entorno do estádio, aliado a um time que tenha ídolos e empolgue o torcedor, antevejo, sem esforço, muitos jogos do Flamengo com público superior a 90.000 pessoas.
Ora, quem torceu no antigo Maracanã, em meio a 90 ou 100 mil rubro-negros, sabe que a emoção é incomparável com a experiência do atual Mário Filho. Se o atual ainda é bonito e empolga, o antigo era simplesmente mítico e inspirador.
Cabendo atuais 99.786 torcedores no Camp Nou, construído em 1957, com acesso tranquilo e descomplicado, conforme tive o prazer de presenciar no ano de 2010, em jogo do Campeonato Espanhol, não há motivo algum para o Mengão, com 40 milhões de apaixonados no País e 8 milhões apenas no Estado do Rio de Janeiro, pensar em algo acanhado para si.
Nesse sentido, melhor ainda será se esses 80 ou 90 mil torcedores rubro-negros forem alocados em arquibancadas bem próximas ao campo, no estilo de uma La Bombonera maior e mais moderna, para que não só nosso time seja empurrado pelo grito da Nação, mas para que os adversários e juízes, mesmo sem violência expressa (que traria punições), se sintam pressionados e acuados em nossos domínios.
Enfim, este é o começo de uma longa conversa, pois o imbróglio Maracanã deve demorar ainda um tempo razoável até encontrar um final, feliz ou não, mas é certo, na minha percepção, que o Flamengo nunca pode esquecer que é Flamengo, de onde veio, o que já conquistou e o que ainda pode conquistar.
Deixemos estádios menores para rivais menores, cujas torcidas, todas juntas, nunca irão se equivaler à nossa nem em qualidade nem em quantidade. Isto aqui é Flamengo e, parafraseando nosso treinador atual, “os voos do urubu são altos”. Não pode ser diferente. Vamos, Flamengo!
Vlahovic tem apenas 26 anos e deixou a Juventus (ITA) de graça A temporada europeia…
Carlos Leite, que também representa Gerson, abriu o jogo sobre os bastidores Titular do Flamengo…
Vinicius Souza está atualmente no Wolfsburg (ALE) O Palmeiras segue ativo no mercado de transferências…
Flamengo e Botafogo travaram uma batalha nos bastidores por Luiz Henrique O Botafogo vive grave…
Qual ex-Flamengo tem chances de ser artilheiro da Copa do Mundo? Ex-Flamengo, Vini Jr é…
Everton Cebolinha tem contrato com o Flamengo até dezembro deste ano Everton Cebolinha tem futuro…
Ver comentários
Fato
Está todo mundo de olho agora com as notícias que envolvem a Odebrecht em corrupção. Logo, acredito que agora o processo da nova licitação saia de fato, pois seria um descabimento seguir com repasse de concessão para outra empresa.
Portanto, acho que o futuro agora é bem próximo é termos o Maracanã como possivelmente a nossa casa e agora é o momento de estruturar plano ou colocar em pratica plano de assumirmos a gestão do estádio, fazendo inclusive política com os dois clubes do estado como Fluminense e Vasco. O primeiro já da indícios de desconforto com declaração recente do seu presidente Abad insinuando que o Flamengo só pensa nele.
Conflitos acontecerão mas precisamos estar fortes e com foco na organização e estratégia para trazer a gestão para nós ou com outros clubes juntos.
Já ouvi que assumindo o estádio, o Flamengo deverá popularizar os setores norte e sul, retirando todas ou parte das cadeiras para trazer mais gente e aumentar a capacidade do estádio.
Nosso plano A deve ser o Maracanã que está pronto e precisa de poucos retoques para ficar melhor ainda.
Paralelamente, desenvolver nestes três anos de contrato com a Ilha, o projeto e já iniciar construção do nosso estádio, onde a Gávea poderia ser o local.
Estádio próprio com certeza é a melhor saída para o Mengão.
Mas um estádio com no mínimo 85 mil lugares é completamente fora da realidade, não pela grandeza do Flamengo, mas sim por questões sociais e principalmente econômica.
Para manter um estádio com essa capacidade o ticket médio será muito elevado e no Brasil não há jogos com apelo suficiente para lotar esse estádio nem em 1/3 dos jogos.
Uma capacidade ideal, no meu modo de ver, seria entre 40 e 50 mil lugares, o custo para construção e manutenção não seria tão elevado e o Flamengo poderia trabalhar com um ticket médio mais acessível.
SRN!!!
Desses 85 mil vc desconta o espaço para separar as duas torcidas e as gratuidades q existem no estado do Rio de Janeiro. Faça os cálculos e me diga quantos ingressos seriam vendidos para esse estádio de 85 mil lugares. Abç
O Mengão tem que se concentrar em construir o próprio estádio, esquecer o maracanã
Licitações nunca foram lícitas. Mas se for ver pelo passado, antigamente donos das maiores empresas do Brasil e ex-governadores como Garotinho e Cabral não iam para a cadeia. Se for ver pelo passado, não tinha bilhões devolvidos aos cofres públicos e não tinha dezenas de presos poderosos (e aumentando).
Mas olhando para frente, acredito que vai ter uma licitação que o mundo inteiro vai estar de olho. E enquanto isso, vai usando a Ilha para jogos menores e negociações pontuais vantajosas para uso do Maracanã nas maiores (e sem depender muito, pode fazer uns 3 jogos em São Paulo e uns 3 em Brasília durante o ano que não vai matar ninguém).
E no médio prazo, teremos a Gávea para 20 a 25 mil e o Maracanã após licitação que resulte em algo bom financeiramente para a grande atração e o administrador futuro, o Flamengo. E caso mesmo depois de lava-jato e prisões e nova licitação, der algum problema, tudo bem, aumenta a Gávea para 50. É essa a intenção. E claro, vai avaliando terrenos por fora.
Acho que a questão do Estádio do Flamengo demorou na história do clube, mas a espera vai compensar. Vamos acabar no final tendo a administração direta do maior estádio do mundo e teremos em condições também vantajosas um estádio menor. Vamos acabar não só com um, mas com 2 estádios, e DE VERDADE (nada de show do Justin biba todo dia ou estádio roubado que depois tem que devolver com juros).
O Maracanã pode sozinho resolver essa questão e estou completamente de acordo com você, Claudio. Se os setores atrás dos gols não tiverem cadeiras o aumento deve cobrir essa capacidade.
Já se a construção for a única solução, gostaria de dar passos nessa direção. Iniciar um estádio com 50mil que seja passível de aumento com o tempo. Não se pode pensar pequeno. TMJ
Nada pessoal contra o colunista nem contra ninguém que queira debater esse assunto, mas esse tema estádio é pura especulação, sonho, vontade, e eu não perco meu tempo com isso. O que tem de concreto e sempre teve, mesmo com essas milhares de especulações, é o EBM esperar até o último segundo pelo Maracanã. Então eu é que não vou ficar discutindo o sexo dos anjos enquanto o Maracana vai ficar mais um ano sem ter uma solução. Só isso.
Enquanto não colocarem o primeiro tijolo pra construir, pra mim continua sendo balela.
O Flamengo deveria desistir logo desse Maracanã que ficou horrível, sem mística sem pressão, estadio gourmet, Flamengo deveria sim passar para uma solução fixa um estádio para 50 mil e manter um menor de 20 mil seja na ilha ou na Gávea, é o ideal para o Flamengo públicos superiores á 70mil eu acho exagero pros padrões de hoje em dia, chega a ser megalomania.
Concordo com você.
Capacidade de 50 mil torcedores blz. Aí desconta gratuidades espaço destinado aos visitantes mais o espaço para separar as duas torcidas. Teríamos no máximo 35 mil ingressos vendidos contando os dos visitantes. Se for pra construir estádio pra faturar no máximo com 35 mil torcedores melhor nem fazer. SRN
Os caras viajam já maionese as vezes, estádio para 80 mil no BRASIL? Não estamos na Alemanha não meu caro, 1/3 da capacidade pra um estádio desse tamanho claramente ocorreria prejuízo, teríamos que lotar o estádio em mais da metade dos jogos oque mesmo tendo a torcida como a do Fla não ocorreria, POIS ESTAMOS NO BRASIL. ingressos caros, jogos a noite em um país violento, marginais impossibilitando famílias de ir ao estádio pois só vão pra brigar... vários motivos que comprova oque digo, a questão não e ter estádio do tamanho do Fla, SE ACONTECER de construímos estádio oque acho difícil 50/60 estaria perfeito.
Cara, custo alto são esses estádios gourmet, com cadeiras, cheio de camarotes, acabamentos em mármore, telões gigantescos e outras coisas mais. Um estádio grande, estilo argentino, sem todas essas frescuras sairia barato e o custo n seria alto.
o tapetence ta dando xilique la no ge...sinceramente,é muita gente pra atrapalhar,o mais sensato seria cozinhar o galo,acertar tudo na surdina com niterói e jogar no maracanã pontualmente,ainda que seja com a lagardere,o flamengo mesmo que ganhe a licitação,sera em parceria com outra empresa,que a gente sabe pode mudar o discurso de uma hora para outra por n fatores.sem contar que ao final do contrato,ficamos na rua denovo...portanto EBM,de inicio ao nosso sonho,se vc se esforçasse como faz pelo maracanã pra encontrar parceiro pra construçao e local.. até o nome do estadio ja teria vendido...enfim,pra mim é muita dor de cabeça por um negócio ilusório!