MP pede que Fla não inicie obras de construção do novo estádio da Gávea

Segundo informações dadas pelo jornalista Guilherme de Paula através de seu blog no globoesporte.com, o Ministério público recomenda que o Flamengo não inicie as obras no novo estádio da Gávea. Ainda de acordo com o jornalista, O MP afirma que recebeu estudos técnicos que apontam a ausência da análise de impactos urbanísticos para a construção de uma Arena na gávea para 3.700 pessoas, não 25 mil, como foi dito na coletiva que anunciou o acordo entre Flamengo e Prefeitura para a construção do estádio. O resultado do estudo fez o Ministério Público se movimentar e recomendar que o Fla não incie as obras do estádio de futebol.

No dia 12 de maio, o Flamengo e a Prefeitura assinaram um para a construção de um estádio acústico para 25 mil pessoas, na Gávea. Esse foi o primeiro e considerado o mais importante passo do clube para construir sua casa.

O jornalista também afirma que o Flamengo deve ser notificado hoje dessa recomendação do MPRJ. O promotor que assina o documento, Paulo Sally, falou sobre o assunto:

– É evidente que, sem um relatório, ou sequer um completo estudo de impacto viário, compatíveis para uma arena multiuso com capacidade bem inferior ao anunciado no protocolo de intenções entre o clube e a municipalidade, a construção do estádio acústico, por ora, mostra-se inviável. Ademais, no inquérito civil já em curso não constam informações sobre o novo projeto do estádio acústico. O MP/RJ irá até as últimas consequências para o cumprimento de sua recomendação, e não irá se furtar, se necessário, de ajuizar uma ação civil pública, objetivando a garantia do interesse público e da coletividade – explicou o promotor.

Eduardo Bandeira de Mello e Marcelo Crivella em encontro no último dia 12 (Foto: Fred Gomes)

O blog do jornalista Guilherme de Paula teve acesso ao documento que o Flamengo irá receber. Confira:

– Abstenha-se de autorizar o início de qualquer intervenção no local relacionada ao objeto da presente investigação (Inquérito Civil URB n.º 867), devendo determinar a imediata paralisação de eventuais obras em curso, até que sejam elaborados, discutidos e aprovados pelos órgãos públicos competentes os indispensáveis Estudos de Impacto de Vizinhança e de Impacto Viário (ou quaisquer outros com conteúdo compatível), que necessariamente deverão avaliar os impactos positivos e negativos decorrentes da implantação da pretendida arena esportiva no local, prever medidas de redução, mitigação ou extinção dos efeitos negativos, assegurando-se a regular e prévia participação popular em todas as etapas do respectivo processo de licenciamento, inclusive mediante a realização de audiência pública, sem prejuízo da observância das demais regras urbanístico-ambientais incidentes na hipótese.

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