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Gabriela Moreira: “Futebol é para héteros, lésbicas, gays, bis, travestis e trans. Flamengo sai na frente pela diversidade”

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Foram dezenas de tentativas de entrevistas. A maior parte negada. Fizemos um texto padrão para convencer quem estava do outro lado do whatsapp, que começava assim: “Oi, estamos fazendo uma série especial sobre LGBTfobia no futebol e gostaríamos de entrevistar fulano a respeito”. O sinal de que a mensagem havia sido lida dava até um frio na barriga. Mas o retorno quase sempre era: “o nosso clube, entenda, não é preconceito, mas não vai se manifestar. Você sabe que o meio é muito machista ainda”.

Como dissemos na série “Futebol Fora do Armário”, que termina nesta quarta-feira, Dia do Orgulho LGBT, futebol é muito grande pra ser só de macho. Futebol é um esporte pra quem tem coragem. E até agora, apenas um time teve a bravura de se manifestar em apoio à causa LGBT, o Rio Claro, pequeno clube do interior de São Paulo.

Nesta quarta-feira, após longas reuniões desde o último domingo, o Flamengo também o fez. Lançou nesta manhã, uma campanha nas redes sociais do clube pedindo respeito às diferenças. Na arte, um jogador se apresenta de costas, vestindo a camisa 12, com a palavra “Diversidade’. Um enorme passo para a discussão do tema, de um time que se identifica como a torcida mais plural do Brasil.

Faltam, no entanto, outras cores nessa campanha. Em conversas com assessores, empresários, jogadores e publicitários durante a produção da série de reportagens, soubemos de clubes nos quais ideias de ações como essa do Flamengo foram levadas para as diretorias, VPs, CEOs desse futebol que se diz moderno, mas o assunto fora engavetado, geralmente depois de longas risadas e interrupções para piadas de arquibancada.

O futebol é mesmo coisa pra macho? Estamos esperando até agora os machos baterem no peito e responderem aos nossos pedidos de entrevista sobre o assunto. “Falar sobre o tema não significa que o jogador ou o dirigente seja gay, ok?”, era uma das nossas respostas nas tentativas de demover as inúmeras negativas que tivemos.

A CBF, claro, foi procurada. Disse que não tem nada programado para a data.

João Palomino: O futebol saiu do armário

O STJD foi ouvido na série, disse que espera que os xingamentos homofóbicos sejam relatados em súmula pelos árbitros _ assim como passaram a fazer com o racismo _ para que possa aplicar as sanções previstas no Código Brasileiro de Justiça Desportiva. O órgão precisa ouvir da boca dos juízes que o preconceito existe no futebol. Eu ouço, tu ouves, eles ouvem. Falta o futebol ouvir.

Abaixo, você pode acessar os dois episódios da série de três matérias Futebol Fora do Armário (o terceiro vai ao ar nesta quarta-feira e assim que for exibido será listado abaixo).

1º capítulo: A homofobia e a dificuldade de assumir a homossexualidade no vestiário

2º capítulo: Por que os LGBTs continuam fora do estádio?

Se acima, falamos de quem fugiu do assunto, aqui, queremos deixar nosso agradecimento às centenas de atletas amadores gays, lésbicas, transgêneros, transsexuais, bissexuais, travestis que entrevistamos. Vocês (não é de hoje) são um exemplo de coragem para todos que participaram da produção.

Desejamos vida longa aos Beesccats Soccer Boys, Unicórnios, Natus, Sarradas do Brejo F.C, Meninos Bons de Bola, Rosa Negra e tantos outros times LGBTs que conhecemos nessa reportagem.

Agradecimento especial a alguns clubes, como o Santos, que até a TV institucional colocou à disposição para nos auxiliar e facilitou o acesso aos seus jogadores, treinador e à psicóloga do clube, Juliane Fechio.

No Palmeiras, agradecimento especial a Fernando Prass. Com a frieza de quem escolhe um canto no pênalti, ele escolheu falar abertamente sobre o preconceito. Reconheceu que existe, disse que já jogou com atletas gays, não se escondeu da marcação, nem de qualquer pergunta. Flávio Adauto, do Corinthians, também merece nossos cumprimentos ao não se esquivar da responsabilidade na omissão do debate dentro dos clubes.

Alguns jogadores e treinadores, como Thiago, goleiro do Flamengo, Zé Ricardo, técnico, Ricardinho, e Zé Elias, também toparam dar entrevistas mas acabamos não aproveitando por falta de espaço.

A série “Futebol Fora do Armário” foi produzida e executada por:

Produção: Cacau Custório, Clara Gomes, Rogério Oliveira, Leandro Carrasco
Imagens: Fábio Lonardi, Marcelo D´Sants, Robson Celano, Nelson Batista, Rosemberg Farias, Fábio Barbosa, Nilson Pas, Anderson Hipólito, Cristiano Lopes, Cristóvão Britto e Daniel Lichotti Assistentes: Fernando Cunha, Eduardo Braz, Wilson de Aguiar, Bruno Britto e Sandra Lichotti
Edição: William Zuvela, Leandro Ferreira e Giovanna
Finalização: William Zuvela e Matheus Nora
Coordenação (edição): Bibian Carvalho
Editor-executivo: Conrado Giullieti
Reportagem e texto: Gabriela Moreira

Fonte: Gabriela Moreira/ESPN

 

Ver comentários

  • Tenho a seguinte opinião: O que cada um faz em sua intimidade, não é problema meu! Se fosse um jogador que honrasse a camisa, fosse profissional etc, to nem ae.
    Não tenho interesse em ser fiscal de c#

    • Pois é Punisher...
      Fiscal de c# é rôla !!!!
      KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

  • Rapaz quer ser boiola ? Seja! oque eu tenho a ver com isso ?

    • É com esse tipo de mulher que eu casaria!

      Gostosa! Parabéns

      • É, bobão, futebol é para todos. Então avisa lá para as suas amiguinhas para elas virem a curtir em igual condição a todos, sem querem ser supra-anais!

  • Futebol é negócio. Não se ganha dinheiro excluindo uma parcela do mercado consumidor em potencial. Fora que homofobia é coisa feia, vamos parar com esse preconceito galera.

    • Eu só não gostaria que o Flamengo fosse um dos primeiros a abraçar esta causa.
      Futebol é um meio muito agressivo onde os antis (vaxxcainos, florzinhas, chorafoguenses, gambazadas e afins) usam de qualquer artificio para atacar a torcida do Mengão.

      • Pois sinto orgulho do meu time ser um dos primeiros a abraçar essa causa. A sociedade precisa evoluir e o futebol não pode se alienar disso. Hoje o Vasco se vangloria de ter combatido o preconceito racial décadas atrás; ponto pra eles.

        • Engraçado Fred será que essa estoria do bacalhau não é apenas uma estorinha para boi dormir???
          Voce, sendo flamenguista, nunca ouviu aquela estorinha ridicula de que nossa torcida era de pretos, analfabetos, mendigos?
          Quem mais propagou esta bobagem foram justamente os vaxxcainos e flrozinhas.

          • Essa história é fartamente documentada. Os vices foram o primeiro grande clube a aceitar negros em seu elenco. Parabéns a eles! Deixo a rivalidade para dentro de campo. Se hoje a torcida é preconceituosa, problema deles.

          • Se é para ter mais gays consumindo os produtos do Mengão, admitam. Só não venham me dizer que isso é INCLUSÃO. Já que nunca houve excluídos.

          • Minha opinião nada tem a ver com a orientação sexual dos consumidores. Defendo evolução social e respeito e ética nas relações humanas. SRN.

          • Booooooooooo! (vaias e tomates pobres na testa seguem) booooooooooooooooo!

            Sai da aê! Vai para San Francisco e não volte mais!

        • Virar de bruços é evoluir agora? Impor casquetagem a família brasileira, as religiões e intituições é evolução???

          Deixe-me viver no e do passado, então, doido, e vá construir seu mundo casca lá na casa da piroca!

          • Pois pegue uma máquina do tempo e vá para o passado. Ah, faça um favor à humanidade, não tenha filhos!

          • Eu gostei desse insulto, Fred!

            "... faça um favor à humanidade, não tenha filhos!" hehehe muito bom, apesar de que creio eu que não será possível atender os seus anseios .

      • Cara que diferença isso faz. Fiquei bastante orgulhoso em saber que o Flamengo foi um dos primeiros.

        • Você se sente orgulho do Flamengo por o mesmo defender o desejo sexual dos outros impostos goela abaixo da maioria e da tentiva de ser fazer um mundo mais tchôla à força?

          • Sinto orgulho sim em saber que meu time do coração não faz distinção do seu torcedor. Vi também no vídeo, torcedores lgbts dizendo que não podem torcer da forma que gostariam por medo de serem agredidos por torcedores do mesmo time.
            E pelo seu comentário, você seria um desses.
            A opção sexual o outro não me diz respeito e não estou preocupado com isso.
            Ai eu te pergunto: Da maioria de que?

      • Opinião babaca! Me dá vergonha seu raciocínio sobre isso, ainda bem que a maioria está a favor da causa, muito orgulho do que o Flamengo fez!

        • Ai ai ai, a favor da "causa"... faça um favor a ti próprio. Desligue o seu televisor para o seu próprio bem.

          Será que essa "causa" é sua mesmo? Você acredita nessa empulhação? O que você sabe sobre o que se passa nos bastidores do movimento das bibas psicopáticas? Nada, porque anda defendendo essa porra du capeta por aí.

    • Concordo que futebol é negócio. Porém, pergunto: QUANDO QUE ALGUÉM JÁ FOI EXCLUÍDO?

      • Quando você é ofensivo Cintra determinado grupo, vc acaba excluindo esse grupo, simples assim

        • Nada a ver. Esse pequeno grupo que pertence a sociedade como um todo, assim então deve seguir as normas de civilidade e moralidade dessa sociedade sob o governo à luz da lei que deve ser regido com igual força para todos os cidadãos, ou seja, sendo tchôla ou nomeie deverá ter os mesmos direitos como qualquer um e não vantagens. Além do mais, nesse caso, os anseios do grupo representam o desejo sexual de uma minoria que não deve descer goela abaixo e a contra gosto de uma vasta maioria. Os caras estão tentando implementar direitos para serem reconhecidos impositivamente pelo seu apetite sexual, o que pensam de si próprios e entrar nas igrejas vestidos de mulherzinha para obrigar o padre a fazer o "casamento" contra os valores sagrados dele e nós pelo nosso direito a ter nossa liberdade de expressão livre das amarras do politicamente baitcholisticamente correto. Eles querem impor a nós um mudinho atcholado no qual atravessar empadas e embolar pentelhos é a norma, querem o nosso esporte, depois a poltrona de nossas casas, em seguida o direto de persuadir os nossos filhos. Isso nunca vai parar por aqui. Eles não pararam quando conquistaram o direito a casamento e o de ficar frertando por aê com shortinho atochado no rego. Por que se limitariam a casquetagem somente nos estádios? Tão pouco, mona. E nós? Só queremos continuar a respirar pensando em um mundo livre dessa psicopatada asquerosa.

          Amiguinho, um grupelho quer tentar se impor sob a pretensão de seus desejos sexuais como estilo de vida sobre quase toda população, mas você tá de boa com isso ainda?

          Não se vai ao estádio para dar o bumbum. Ninguém para o jogo para chorar pelas criancinhas coitdas que nascem na miséria devemos então parar para ouvir o choro da casquetagem?

      • Carai tu foi o primeiro cara que teve coragem de falar da existencia dessa torcida que se eu digitar o nome bloqueia meu comentário.

  • Futebol ta perdendo a graça meus amigos... E muito mimimi tempo era na época de Romário aquilo era futebol

    • Romário e Kleber Leite praticamente acabaram com o Flamengo!!!

        • Nem do futebol eu gostei na passagem de Romário na Gavea.
          Muita farra.
          Muita confusão.
          E titulos. Praticamente nada.

          • E meu amigo falta a VC a interpretação ... Pra começo de conversa eu falei da época do jogador. msm assim o Romário jogo muito não especificamente no flamengo (nunca disse que jogou muito no fla) e VC vem fala de gestão ?

          • O que eu quis dizer é que NO FLAMENGO, Kleber Leite lembra Romário e vice-versa. Um fato está ligado a outro (pessimo futebol x pessima administração).
            Quanto a qualidade em geral do futebol apresentado na decada de 90 (Brasil e Mundo) , epoca do Romario no Flamengo, NA MINHA OPINIÃO, foi de razoavel a bom, nada de excepcional.

          • Média de quase um gol por jogo, é muito ruim a passagem dele, que sem noção.

          • E titulos????
            No Basco tambem ele atingiu a marca de 1000 gols e o time quase foi para o vinagre.......
            Vc tem MUITA noção, fera......

          • Títulos é coletivo inteligente, ele não joga sozinho, ou você já viu jogador sozinho levantar taça ? A parte dele ele sempre fez

          • Voce tem a coragem de dizer que ele jogou sozinho?
            Durante os "praticamente" 04 anos em que esteve no Mengão ele sempre teve bons atletas ao lado. Ou Sávio, Edmundo, Rodrigo Fabri, Lira (lateral esquerdo), Dejair, Willian (ex-Vasco), Caio Ribeiro, Reinaldo e outros eram pernas de pau?
            Pode ser que ele não jogou em uma seleção como o Real Madrid. MAS, com os times que foram montados naquela epoca as conquistas DEVERIAM ser bem maiores.

          • Eu disse que ele fez a parte dele, o que esperar mais de um atacante que praticamente guardava um gol por jogo? Se o Flamengo não venceu títulos não foi pelo baixo desempenho do baixinho.

          • Vc tem a sua opinião. Eu tenho a minha.
            Não acho que ele fez a parte dele.
            E os numeros mostram, que para a instituição Flamengo, o Romário foi uma tragédia. Apenas isso.

          • Todo mundo sabe que titulo é coletivo.
            Mas em 2009 voce acha que o Mengão teria levado o titulo sem Adriano e Pet.
            Diferença que "baixinho" no Flamengo NUNCA fez.

          • Se jogasse só eles dois obviamente não teria conquistado nada, engole o choro e aguenta, Romário jogou muito no Flamengo, uma das maiores médias de gol da história do Flamengo.

      • O cara quis dizer o tempo que o romário era jogador. Não enquanto jogava no Flamengo.

    • Ontem vi um vídeo com as maiores mitagens do baixinho. Tempos bons que jogadores falavam o que pensavam, partiam pra porrada no final de jogo contra jogador do madureira, dava porrada em torcedor que jogava galinha em campo. Chamava colega de time de bobo da corte. Era maneiro era uma atração a parte. Os caras eram gente como a gente (não falo do financeiro) e não tinha essa de pagar de bom moço de POLITICAMENTE CORRETO.

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