Ex-integrante de organizada do Fla conta como é a violência entre as torcidas

2017 no Rio de Janeiro vem sendo marcado pelos episódios constantes de violência entre torcidas organizadas dentro e fora dos estádios de futebol. Acontecimentos como a morte do torcedor do Botafogo em clássico contra o Flamengo e a confusão em São Januário em um Vasco x Fla são os mais marcantes.

Para entender como funciona essa violência entre torcidas, o Sportv conversou com ex-integrantes de organizadas. Entre eles, um do Flamengo. O torcedor, que não se identificou, contou a rotina violenta dos uniformizados.

“Eu sou flamenguista, fui de organizada uns 10 anos. Eu já tinha alguns amigos na torcida, que me convidaram para ir. E, na época, não era tanta violência que nem hoje. Você vai ser atacado e você tem que se defender, você não vai correr. A lei da sobrevivência é porque… hoje morre, e as pessoas matam. Antigamente, também matavam, mas não era com tiro. Cento e cinquenta para bater em 20 se torna uma coisa… uma presa fácil, né? Arma sempre tem, para defesa de alguém. Sempre tem arma, alguma arma tem que ter. Você não vai ficar na mão. Só que hoje em dia… as pessoas não pensam mais no outro. Agora as pessoas só pensam em matar. Só pensam: ‘Ah, vamos matar, não sei o quê’. Agora matar é vírgula.”

Ele também falou que há até polícias que são de torcidas organizadas e que, se fosse hoje, não entraria para uma torcida.

“O troféu tinha nome. Conforme o dia. Séries de amigos que eram da minha época que faleceram. Você tinha até polícia no meio, como tem nas organizadas. Às vezes, a pessoa é de organizada, mas o cara é policial e faz parte da organizada. Então, quando ele faz parte da organizada, ele vai tipo como se fosse uma escolta. Isso tem toda a torcida. Isso é uma segurança. Pelo menos, você vai se defender, né? Hoje realmente, se eu tivesse que entrar, eu não entraria. Nem aconselharia ninguém a entrar”

 

Veja também

  • Por conta de imbecis como esse que eu não piso em estádio de futebol.

  • Caras que precisam viver dando e levando porrada a vida inteira a troco de nada precisam mais de uma namorada (ou namorado, dependendo das convicções sexuais de cada um) do que de qualquer outra coisa.

  • Ele só falou 10% da realidade, ou porque não conhece o restante, ou tem rabo preso…

    O tráfico de algumas regiões disponibilizam ônibus, armas, e em troca mete um estica da boca na torcida, e por aí vai… Tem tbm os vereadores do bairro que patrocinam etc…

  • Coluna desnecessária…

  • Alguns torcedores descarregam as suas frustrações na violência; já outros, nos comentários… &;-D

  • Tá aí o retrato falado da “torcida que mete medo” que tantos querem nos 20 mil lugares do possível estádio novo .

  • Violência com ou sem morte nunca é justificativa pra ir ao estádio. Onde famílias com crianças, idosos e seus parentes poderiam ir para frequentar um local de lazer e não podem. Porque frustrados com a vida resolvem jogar seus problemas machucando e até matando aos outros. Sem nenhum respeito ou valor pela vida. Estádio de futebol deve ser de festa e paz.

  • O país na merd@ ninguém protesta nem da sangue, mas lutam e dão a vida por nada?
    Nem os animais selvagens são assim,lutam por comida ou por fêmea, pelo menos eles tem um motivo.

  • O cara mesmo disse que saia pra brigar havia mortes só que não era com armas e que hoje em dia as pessoas não pensam mais nas outras… vai entender

  • A matéria compilada me parece um tanto quanto confusa na argumentação do “ex torcedor organizado”. Tudo o que ele diz sobre o presente ele também afirma que acontecia no pretérito só que em menor escala.

    Na prática quem entra para torcida organizada quer a adrenalina, o risco, o pertencimento a uma “facção”. Não é muito diferente das declarações dos integrantes de grupos de bailes funks na década de 90. Naquela época as declarações diziam respeito à necessidade de “exercitarem” nem que fosse na base da briga porque não tinham dinheiro para frequentar uma academia.

    E de impunidade em impunidade – em todas as esferas – vamos (des)construindo (será que já fomos??) a nossa sociedade.

    SRN

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