O 2017 do Flamengo

Olá, coleguinhas de Coluna do Flamengo. Hoje é dia de final e eu poderia escrever um texto motivacional, mas creio que meus colegas já vão falar sobre o assunto. Se você ainda quiser ver um texto motivacional do otimista, dê uma revisitada no texto que eu fiz para o jogo contra o San Lorenzo em maio aqui.

Hoje queria falar sobre um assunto que anda preenchendo os bate-papos dos rubro-negros e pode ser agravado ou aliviado hoje. Vamos ser bem sinceros? O ano do Flamengo foi abaixo da expectativa. Mas onde está o problema? Nos resultados ou nas expectativas?

Desculpe a quem espera uma posição taxativa de minha parte. Não posso dizer isto sem trair minhas convicções, então vamos refletir em alguns tópicos que se fazem necessários.

O ano começou com a libertadores. Vamos combinar que campeonato Carioca não enche barriga, embora o Flamengo entre com uma absurda pressão de ser campeão. É um pouco incoerente da parte da nossa torcida quando ela afirma que o campeonato não vale nada, mas ao primeiro sinal de futebol em construção cria-se uma gritaria imensa e o clube se vê numa pressão no início do ano quando não deveria. Galera, esse torneio, se muito, serve como pré-temporada. Então vai ser normal jogar mal e até perder. É assim na Europa, tem que ser assim aqui. Lembra da escola? O professor fala muitas vezes “Agora é que é a hora de errar, não pode é na prova”! É bem por aí.

Tivemos jogos tranquilos dentro de casa mesmo com a falta do nosso maestro em metade deles. Fora de casa perdemos jogos que poderíamos ter ganho por falhas individuais dos jogadores contestados até hoje. Não consigo esquecer Gabriel e Damião perdendo gols feitos contra o CAP.

Créditos para @notavel

O Golpe foi forte e o psicológico dos jogadores ficou abalado. Da torcida também, porque, ao mesmo tempo que cobrava do time deixar equilíbrio após a derrota na Libertadores, sempre que algo acontecia, a carta da desclassificação era retirada como uma ferida aberta. Como uma esposa que relembra os erros do marido.

Vieram outras competições. O início ruim do Flamengo, aliado a campanha acima do esperado do Corinthians, fez o clube jogar a toalha na metade do campeonato. Aos que pensam em primeira liga, não é a minha posição, chegamos a uma semifinal sem grandes vontades, perdendo nos pênaltis com o time mais que reserva. Avançamos até a final da copa do Brasil, onde perdemos na falha dos dois goleiros e chegamos à final da Sulamericana, competição que tenho pedido que o clube leve a sério desde o ano passado.

Sou mais favorável a fazer coro com o jornalista PVC: O ano do Flamengo não é esse fracasso não. Disputou seis competições e avançou em cinco delas, chegando às fases finais de quatro, e só não chegou no brasileiro, obviamente porque não há fases finais. Não avançou na competição mais importante. Não ganhou título nacional, é verdade. Mas daí dizer que foi vexatório, vai uma distância incrível.

Se voltarmos ao começo do campeonato e lembrarmos dos candidatos, o Palmeiras chegou a um terceiro lugar sem ganhar título. O Atlético-MG foi campeão mineiro e fez papel ridículo no brasileiro, tendo que torcer para nós hoje para ir a Pré-Libertadores. O Corinthians foi campeão, ok. O que mais disputou? Nada! Grêmio campeão da libertadores? Disputou nada! Em pesquisa no Twitter, perguntamos que competição o Flamengo deveria priorizar. Resposta? Todas! Não podemos então reclamar de não ganhar títulos.

Ah, mas o investimento… Para! A folha do Flamengo é a quarta no Brasil. Esse complexo megalomaníaco é incrivelmente destrutivo! Para ganhar uma competição, tem que disputá-la. É igual na escola. Para tirar o 10, tem que estudar sério o semestre/bimestre todo. Não adianta estudar na véspera que a nota não vai cair no colo. Pode até cair, uma vez a cada não sei quantos anos, igual a 2009, 2013.

A mentalidade deve ser estar sempre ali, estudando a competição o “semestre” todo. Parece que esse é um dos objetivos. Nos últimos cinco anos classificamos para três, ainda que saindo na fase de grupos, que é o que precisa mudar. Nos cinco anos anteriores duas classificações uma com Ronaldinho, outra com Adriano. “Estudando em cima da hora” e o resultado não foi o 10.

Tinha pensado em falar do processo de maturidade que os outros clubes tiveram antes de ganhar a libertadores, mas acho que está bom. É uma coluna um pouco inconveniente num dia como hoje. Mas será um erro deixar passar essa coluna sem fazer uma reflexão honesta. E que sejamos campeões com baile nos argentinos

Alea Iacta Est!

Anderson Alves, O otimista.

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  • Diego, o maior pipoqueiro da história, se escondeu nos dois jogos da final… PÉSSIMO!

  • O 2017 do Flamengo é hoje!

    Claro que depois desse jogo, há muito o que ser feito.

    Não vou ao Maracanã, mas aos que forem: nos representem.

    Quando o técnico de um time argentino diz, em sã consciência, que a torcida não vai mudar o resultado do jogo.. quer motivação melhor pra maior torcida do mundo?

    Hoje vou assistir ao jogo pela equipe, por tudo que tá envolvido, mas acima de tudo, por nós! Vamos dar show e levar esse time pro título.

    Os jornais argentinos noticiaram como Inferno a noite de ontem, pelos fogos e pela “recepção”…

    Mal sabem eles que o inferno nem chegou ainda.

  • Jogar no Flamengo é pressão a todo momento. Diferente de outros clubes. Se fosse o Flamengo no lugar do grêmio quero ver se a torcida aceitaria caso o grêmio nao estivesse ganho a libertadores, .perdendo todas as outras competições do ano. D e nao ganhar o carioca é pressão sim, mas se ganha todos dizem que ê um título sem valor. Duas finais de respeito esse ano. Mas se não ganhar vão dizer que esta tudo errado. Temos que pontuar os e erros e resolver, mas dizer que o ano foi horrível já é demais.

  • Já jogávamos mal os clássicos no Carioca, mas as ricardetes e os acomodados diziam que só tínhamos X derrotas no ano, lembram? Você já vê de cara a mentalidade pequena que a torcida do Flamengo tem atualmente quando comemora não derrotas no todo poderoso CARIOCÃO. Bem, o time suou para vencer os clássicos, empatou metade deles, mesmo jogando todos com o time titular. Não é pela suposta importância que a torcida dá ao campeonato, mas pelo fato das partidas onde jogamos com os titulares serem uma espécie de treino para as demais competições (no caso, somente a Libertadores estava em curso).

    Aí dizem que “dominamos” nos jogos da Libertadores exceto o último. Será que o futebol praticado pela equipe demonstrou isso mesmo? No primeiro jogo só passamos a jogar no segundo tempo, depois que achamos um gol de falta com Diego. No segundo, ok. O time teve chances que não foram aproveitadas (problema antigo do Flamengo) e praticamente na primeira chegada do UCA eles fizeram o gol. Contra o CAP, tivemos um início avassalador, até os 30 minutos do primeiro tempo. Depois, como em muitas partidas sobre o comando de ZR, o time abdicou de jogar e cedeu pressão do Atlético até o final. O Atlético-PR chegou a fazer dois gols irregulares, um deles foi aceito. Se o time deles empata, ficaria mais p… da vida com o Flamengo por ter recuado e permitido que chances, irregulares ou não, fossem criadas, do que com o juiz, semelhante ao segundo jogo contra o Vasco no Carioca, onde vencíamos por 2×1 com um a mais e recuamos sofrendo pressão e numa das chegadas deles ocorreu aquele lance bizarro da “mão da barriga” de Renê.

    Jogo de volta contra o CAP, o time não foi tão bem como imaginam. O jogo estava equilibrado até o CAP fazer o gol. Após isso o Flamengo praticamente não conseguiu reagir com seus três volantes e o Zé Ricardo só foi tirar um deles se eu não me engano aos 25 do 2°T, quando aí sim começamos a criar chances de gol. E elas foram perdidas pelos perebas pupilos do ZR, Gabriel e Damião. Tivemos aí uns 20 minutos mais acréscimos no abafa para tentar empatar a partida. Isso não é domínio.

    Jogo contra o UCA em casa, quase o mesmo contra o San Lorenzo. Não jogamos nada no primeiro tempo e achamos um gol no início do segundo. A diferença é que não melhoramos após o nosso gol e levamos o empate. O time ficou meio nervoso e ficou a apreensão de que o UCA fizesse o segundo, até o Guerrero fazer o 2×1 e controlar a partida a nosso favor, ampmiando posteriormente com Trauco.

    Última partida, essa não tem nem o que comentar muito. Jogamos a partida mais importante da Libertadores com Muralha, Vaz, MA, Arão e Gabriel de meia armador, retrancados do início ao fim. Não precisa falar mais nada.

    Brasileiro, cumprimos tabela do início ao fim. Mas discordo quando disse que jogaram a toalha. Concordoria se tivessem jogando um futebol meia boca somente no Brasileiro e disputando as competições remanescentes com um futebol melhor. Mas na CdB jogamos o mesmo que no Brasileiro. Passamos um sufoco enorme contra o Atlético-GO, contra o Santos na volta e mantivemos a fama de “arame liso” contra Botafogo e Cruzeiro, fazendo um total de 360 minutos fraquíssimos, sem quase ameaçar o adversário. Se não fosse aquele drible que o Berrío jamais acertará outro na vida, a derrota nos pênaltis já teria ocorrido contra o Botafogo.

    Primeira Liga, nem me importo, competição ridícula, jogamos a maioria dos jogos com reaerva. Já era de se esperar que não fizéssemos jogos ruins. O que restou foi a Sul-americana. Jogamos duas peladas contra o Palestino com o time reserva, jogamos muito mal o primeiro jogo contra a Chape e nos impomos no segundo, jogamos bem até o gol no primeiro jogo contra o Fluminense, jogamos mal o segundo e na raça buscamos uma classificação heroica, jogamos bem contra o Barranquilla no Maraca e mal no segundo, apesar de termos sido eficientes.

    O pior pra mim, não são os resultados obtidos, mas o porquê dos resultados alcançados não terem sido satisfatórios. Alem de termos um elenco mal montado, sequer temos um time confiável, que seja regular e mostre em campo que entramos em todas as competições para ganhar. Qual será o legado para 2018? Vamos jogar ele com essa bolinha que jogamos em 2017? Se fizer, vai ser mais um ano de fracassos. “Ah, mas antes a gente brigava pra não cair”. A reestruturação do clube não foi para isso. Esse não pode ser o nosso objetivo. Se passamos por vacas magras por tanto tempo não podemos nos contentar em ser menos pior do que era antes. Tem que ser bom. Não ficar com esse conformismo de Botafoguense, que esse sim, nunca teve muitas glórias na história de seu clube e o que vem de bom é lucro. Temos que ganhar a Sul-americana, pois é um título internacional. Fica para a história. Dá visibilidade e tudo mais. Só que as mudanças devem ocorrer, com ou sem título, caso contrário, se preparem para mais um ano frustrante.

  • E a avaliação do elenco que foi mal feita, e a avaliações das derrotas, não nos esqueçamos as partidas fora de casa na libertadores, perdemos geralmente por falhas do quarteto fantástico do presidente EBM, (MA, VAZ, GABRIEL E MURALHA) achar que com um elenco sem as peças que chegaram depois, muitas vezes com os quatros juntos na mesma partida, daria para ganhar a libertadores e o brasileiro é sonhar demais.
    Sem falar no futebol jogado, que na maioria das partidas foi abaixo da crítica, e outro detalhe, devido a libertadores, o time já entrou nas oitavas da copa do Brasil, passamos a duras penas por Santos e Atlético-GO, e se não fosse o drible espírita do Berrio muito provavelmente o Flamengo perderia para o Botafogo nos pênaltis, e não custa lembrar o Flamengo entrou nas oitavas da Sulamericana porque não teve capacidade de passar da fase de grupos da libertadores.
    Isso só prova que o Flamengo não tinha preparação para competição longa como o brasileiro e de grande intensidade como a libertadores, somente para competição de tiro curto, e de pouca exigência como foram alguns dos adversários do Flamengo na copa do Brasil e na Sulamericana.
    Estadual eu particularmente não conto, pois não serve pra nada.
    Eu torcerei e muito para o Flamengo ser campeão, é muito importante levantar essa taça, mas ganhando ou não, o ano continuará sendo frustrante. É minha opinião.

    • Fala, Sobel. Sabes que boa parte do que você disse tá escrito no texto, né? No mais pensamos algumas coisas bem diferentes. A Sulamericana é tão tiro curto quanto o mata-mata da libertadores. E, não. Frustrante será se não for campeão. Se for, o ano será menos do que deveria ser, mas será bom. Temos que continuar nesse ritmo.
      Já os jogadores ruins têm que sair em todas as temporadas. Quem não estiver no nível desejado, boa viagem.

      • Mas o mata mata da libertadores só chega lá pela fase de grupos, e a qualidade das equipes na Sulamericana é muito baixa, de uma olhada nos adversários do Flamengo.

      • COM CERTEZA O TIME, 6 COMPETIÇÕES E TRES FINAIS JA TA ENTRANDO NO TRILHO DO PENSAMENTO DOS BLUES. TENTAR SER CAMPEÃO EM TUDO. MAS ISSO É ESPORTE MESMO VC PREPARADO AS VEZES AZONTECE DE NADA DAR CERTO.

      • tirando a 1ª liga que ninguem liga, e a maioria das competições são copas se não me engano, então time foi bem sim. a questão foi o futebol jogado

      • E Anderson, eu quis dar um contra ponto, que parecia que a torcida está cobrando sem um real motivo, eu só expus alguns dos meus, que são vários. Agora a respeito dos jogadores ruins sair do Flamengo, só acredito vendo, o modus operandi do EBM não é esse, e dificilmente ele dará carta branca ao VP de futebol fazer o que realmente tem que fazer no futebol do clube. Mas vamos aguardar o que será o amanhã.

  • Se ganhar a Sula vai continuar os mesmos fracassos pra 2018. Victor Hugo, Mozer, Vaz, Marcinho, Fernando Gonçalves, Gabriel e etc

    • Isso é que não pode acontecer. Estamos no caminho para romper com essa mentalidade, Douglas. Espero que saiam todos esses aí

    • Isto é um risco porem nao da pra torcer contra pra sermos vice campeões (ate porque nao e garantia de mudança) e torcer que sejamos campeões e que acontecera mudanças

  • Nota para o desempenho do Flamengo no ano:
    – Se for campeão: 7,0;
    – Se não for: 6,0 ou 6,5.

  • “Esse complexo megalomaníaco é incrivelmente destrutivo!” — Disse tudo! E complementando o que já havia dito em outras oportunidades: “em momentos de dificuldades, o maior adversário do Flamengo é a própria torcida”… &;-D

    • Beleza, Ednei. Nos resta a esperança do aprendizado.

  • Até que fim, alguém sensato, bom texto

    • Beleza, Júnior. TMJ

  • O texto é bacana, mas um tanto inoportuno, pois estamos às vésperas da maior disputa do Flamengo no ano; amanhã seria o dia deste texto, pois o ano ainda não acabou…

    • Entendo, Leandro. É que amanhã ele pode ser oportunista. Preferi antes do resultado

  • Achei nada otimista essa postagem. Parece um conto de lamuriações contra os torcedores, limpando a barra da equipe. Devia ter falado dos prêmios e das colocações que o time conquistou este ano. Lembram do ano passado? Uma tristeza só… Vamos torcer como rubro-negros e rubro-negras e ver no que dá. A equipe está bem e a outra é muito boa também.

    • Ué? Não falou, Yara? Sobre otimismo e a expectativa de hoje, poderás ver quando sair a notícia sobre a expectativa. Só aviso que seremos campeões. Srn

      • Vamos ser campeões sim. 2×0 Mengão do meu coração

        • Meu palpite é o mesmo do mundial. 3×0 para homenagear os ídolos

      • Vamos acabar com a soberba desses argentinos.

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