Arthur Muhlenberg: “Futebol sem esculacho é fraude”

Que o Florminense não ia dar conta de segurar o tsunami rubro-negro todo mundo já sabia. Em estado pré-falimentar, o clube de tênis de Laranjópolis, foragido das divisões subalternas, está sendo abandonado por jogadores, dirigentes e patrocinadores, se segura precariamente na 1ª Divisão na vã esperança de mais uma virada de mesa. Uma possibilidade que revolta às pessoas de bem vestir, mas que não pode ser descartada diante do lupanar político-jurídico vigente em Pindorama. Ainda mais quando a burguesada já demonstrou vezes sem conta sua extrema proficiência para se mover em atmosferas moralmente mefíticas.

Daí que a facilidade que o Flamengo encontrou no jogo em Brasília, capital nacional do bacanal, não chegou a surpreender, ainda que tenha empolgado ao excelente público presente, que já sofria com a ausência do Flamengo no Planalto Central desde 2016. O Flamengo não encontrou dificuldades pra resolver a parada, amassou no 1º tempo, ficou esperando as mina se abrir no 2º e passou a régua sem nenhum drama.

A defesa mostrou solidez, Diego Alves comanda a porra toda e, como tem sido nos últimos jogos, só Rodinei ainda nos faz lembrar tempos mais infelizes. No meio todos jogaram bola, Cuéllar desarmou demais, Everton Ribeiro deu muito olé e fez a bola correr, Paquetá brilhou na rabiscada. Marlos Moreno jogou direitinho, vem evoluindo, Dourado fez o mínimo indispensável pra não sair de campo xingado e Vinicius Junior aterrorizou o time delas com a dibração desenfreada. Em resumo foi isso, 2×0 saiu barato pro Flor. Ainda que soe soberbo, não há muito o que se dizer sobre o jogo em si.

A soberba é uma desgraça. Talvez seja o mais prolífico entre os pecados capitais, tendo responsabilidade objetiva pela prática da arrogância, do racismo, do corporativismo, do elitismo, da vaidade e da xenofobia, sentimentos subalternos e xexelentos relacionados à pretensão de superioridade. Rubro-negros repudiam com veemência a soberba e seus subprodutos, mas diante da distância astronômica que hoje separa o Flamengo dos três patetas que também representam o pujante futebol carioca no Campeonato Brasileiro como é possível comentar nossos rendez-vousmunicipais e ser fiel aos acontecimentos sem incorrer no pecado? Fica até chato se vangloriar de ganhar deles.

O que se pode comentar sem medo de pecar é a babaquice primitiva do time das moças. Babaquice estimulada e reforçada pelo papelão exercido pelo Abel. Um senhor daquela idade sem o menor senso de ridículo, bancando o machão em coletivas patéticas, promovendo a violência na tentativa de justificar o injustificável. Não é de hoje que Abel paga esses micos e apela para a temática macha quando seus times não dão em bola. Ganhar alguma coisa que é bom…

Os moleques do Flamengo deram olé mesmo, ficaram de gracinha, humilharam. E estavam absolutamente certos ao fazê-lo. Os tricolores ficaram dando porrada e se deram mal. Como se deu mal também o Rhodolfo, que foi desleal ao jogar na maldade o atacante delas na placa de publicidade. Papai do Céu castigou na hora e ele volta pro estaleiro com justiça. Não tem mais lugar no futebol pra quem apela pra violência, isso tem que acabar. Se liga, Rodinei, que Deus tá olhando.

É surpreendente que em pleno século XXI ainda existam jogadores e treinadores que achem que se não agredirem com violência e cara feia quem os drible serão incluídos automaticamente no Cadastro Nacional dos Viados. Uma visão de mundo antiquada e obscurantista. Como se alguém estivesse se importando com o que os jogadores fazem com a bunda nas suas horas de folga. Esses caras que se humilham muito fácil precisam de aconselhamento e orientação, principalmente os mais jovens. E não pode ser conselho vindo de um dinossauro como Abel, que parou no tempo.

Muito pior é que a imprensa 7×1 apoie esses anacronismos e, fazendo coro com os neo-humilhados, condene o drible, condenando também a essência do jogo da bola que paga os seus salários, a própria razão da sua existência. Hoje, como ontem, se vai ao estádio pra ver olé, esculacho e cenas lamentáveis. O jornalista que não percebe isso é um idiota. E presta um enorme desserviço ao esporte, cavando com seus próprios pés o abismo por onde vai despencar mais cedo ou mais tarde. Mas calma que a imprensa esportiva não vai acabar, é um processo de depuração, os que são bons ficarão e com ainda mais espaço. E a torcida continuará a aplaudir o bom comentário com o mesmo entusiasmo com que aplaude um bom dibre.

Domingo tem mais. Segue o líder.

Mengão Sempre

Reprodução: Arthur Muhlenberg | Blog República Paz & Amor

  • Se tirasse os machismos e as homofobias seria um maravilhoso texto ?

    • Que ‘machismos’ e ‘homofobias’ o quê? Rapá, pare de se sentir afetado por qualquer ínfima coisa.

      Não se deve interferir na liberdade de expressão por mais porraloca que seja um, muito mesmo usando-se de frescurites politicamente corretas para impor sua concepção de mundo aos demais coabitantes terrestres.

      Textos machos são subprodutos de uma condição biológica naturalmente intrínseca a espécie humana, mais precisamente, aos homens. Não há nada de mau nisso. É até suadável, se você quer saber. Todos sofrem com chacota: gordos, loiros, pobres, carecas, patricinhas, baixinhos, etc. E então me pergunto por que será que os v_ados não podem se juntar aos bons? Aliás, bofes direto e reto se referem uns aos outros com nomes pejorativos de extensão muito além da infecunda, se comparada, imaginação heterossexual.

      Já parou em algum momento para depreender que os incidentes da trama textual do autor são elementos de sua retórica? E que não necessariamente o Sr. Muhlenberg sai por aí difamando homossexuais ou pregando contra o homossexualismo?

      Corriqueiras acusações de homofobia para com o dito “estereótipo de macho” seriam bem plausíveis de bom credito caso os levantamentos de dados das PMs Brasil afora não mostrassem que quem tipicamente agride e mata homossexuais, são quase sempre outros homossexuais. Sendo assim, não há ninguém mais “homofóbico” que os próprios adeptos do sexo entre pessoas do mesmo gênero.

      Não tem motivo para fanicos, nem parvoíces. Man up, dude!

  • ?????? No sapatinho!

  • Pra cima deles!

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