
A primeira fase da Copa do Mundo terminou, com a eliminação de metade dos participantes, deixando algumas lições, notadamente no quesito comportamento, dado que não mostrou praticamente nenhuma novidade no plano tático, e nesse aspecto até negativo, como o futebol atrapalhado da Alemanha, que custou a sua eliminação.
É evidente que os treinadores do Brasileiro estão observando, visando aproveitar, ou descartar, em suas equipes, o que viram até aqui, nos dois terços de campeonato que vêm pela frente a partir de 18 de julho.
Maurício Barbieri andou viajando com a família. Afinal, ninguém é de ferro. Mas também deve ter dado a sua olhadinha. Mesmo assim, vamos passar adiante o que ocorreu, por ora, para reflexo da Comissão Técnica e dos rubro-negros em geral, lembrando que ninguém é dono da verdade, e que os conceitos aqui emitidos podem e devem ser objeto de discussão.
E afinal? O que o Flamengo pode aproveitar o que aconteceu de útil até aqui?
1) O ímpeto agressivo de Bélgica e Inglaterra nos dois primeiros jogos, ou seja, entrar para decidir de uma vez por todas, principalmente contra equipes mais frágeis.
2) O jogo baseado no equilíbrio entre os três setores, que privilegia o futebol ofensivo, como faz o Uruguai, que mostra, além disso, um espírito de luta notável até o apito final.
3) A exemplo da Croácia, utilizar com precisão absoluta a capacidade de cada um dos seus jogadores.
E afinal? O que o Flamengo pode descartar o que aconteceu de ruim até aqui?
1) A dependência de um único jogador, pois como mostraram Argentina e Portugal, embora raro, os cracaços também têm seus dias de perna de pau.
2) Não privilegiar o jogo defensivo em excesso, tendo alguma capacidade para atacar, como o Irã, e a exemplo do que o próprio Flamengo fizera contra o Atlético-MG em Belo Horizonte, apesar do resultado positivo que obteve por lá.
3) Evitar o choro patético e convulsivo dos jogadores após vitórias sem muita emoção, embora ninguém tenha visto o Flamengo proceder assim. Deixa isso para a seleção.
Reprodução: Roberto Assaf | Rua Paysandu
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As expulsões do jogo contra o Palmeiras são um exemplo dessa deficiência coletiva.