André Rocha: “Cruzeiro “cascudo” não perdoa erros do Flamengo pequeno nos jogos grandes”

Fragilidade emocional, jogadas aéreas para se livrar da bola, gols perdidos e elos fracos falhando e facilitando a vida dos adversários. Tem sido a tônica do Flamengo nos últimos tempos em jogos grandes. O segundo tempo contra o Grêmio em Porto Alegre pela Copa do Brasil foi a exceção à regra. Talvez por isso exaltado com exagero.

O Cruzeiro pragmático e experiente não perdoaria, mesmo no Maracanã. Ainda que Thiago Neves tenha perdido gol incrível no primeiro tempo. Seria o segundo, depois de Arrascaeta aproveitar falha de Rodinei que deixou o camisa dez em condição legal para colocar nas redes.

O lateral direito rubro-negro novamente foi um dos pontos vulneráveis da equipe de Maurício Barbieri. Atacando e defendendo. Até cresceu no início da segunda etapa, mas depois voltou a nível costumeiro de atuações de um jogador que erra demais na tomada de decisão. O jogo também ficou grande demais para Jean Lucas, o substituto do suspenso Lucas Paquetá, e Marlos Moreno, opção do treinador deixando Vitinho no banco.

O Cruzeiro controlou espaços com duas linhas de quatro compactas e muitas vezes até Hernán Barcos recuando na própria intermediária. O Fla teve chance de empatar em cobrança de escanteio fechada de Diego e na cabeçada de Uribe no único centro preciso de Rodinei até sair para a entrada de Pará. Fora isso, viveu de bolas levantadas na área, especialmente de Diego, que novamente foi pouco criativo com bola rolando.

Barbieri mexeu tarde, com 18 minutos do segundo tempo. Quando o contexto da partida já era totalmente favorável à equipe celeste. Com Lincoln e Vitinho em campo, time no campo de ataque, mas errando demais. Com Raniel no lugar de Barcos, os visitantes ganharam profundidade e rapidez nos contragolpes. Com Rafinha na vaga de Robinho, mas fôlego no trabalho defensivo e na saída rápida.

Até Lucas Silva emendar e Thiago Neves desviar do goleiro, com Réver deixando o meia em condição legal. 2 a 0 construído com autoridade. Depois foi administrar o desespero do Flamengo com Fábio seguro e Dedé absoluto nas disputas por baixo e por cima. O time carioca teve 63% de posse, levantou 36 bolas na área e finalizou 12 vezes – cinco no alvo. O Cruzeiro concluiu nove, cinco no alvo. Cresceu com Raniel na frente e podia até ter marcado mais gols. No último ataque, Rafinha perdeu na frente de Diego Alves.

É bem provável que nem seja preciso. O Flamengo não parece ter força mental nem poder ofensivo para reverter a vantagem. Nos jogos grandes e parelhos vem se apequenando e as contratações milionárias dependem demais dos talentos da base para fazer o time se impor.

O Cruzeiro vai na direção contrária. Experiente, organizado, com trabalho consolidado de Mano Menezes. Tem tudo para seguir forte na Libertadores e também na Copa do Brasil. É time ”cascudo”, que não alivia diante de quem erra tanto.

Reprodução: Blog do André Rocha | Uol Esporte

3 Comentários
  • Boto a derrota na conta da diretoria, pois jogamos com um a menos ! O ingresso a 180 reais o mais barato , o tipo do torcedor não foi o 12 jogador que desequilibra , que joga junto. Aliado a um dia ruim tecnicamente e em um dia sem sorte, perdemos o jogo. Futebol é assim , estava um a zero quando o Fábio fez aquele milagre , fora o pênalti do Dedé no Marlos……o jogo seria outro , quem sabe um empate ! No início do segundo tempo , estavamos perdendo de um a zero , com o Cruzeiro não passando do meio campo , mas também não estávamos sendo perigosos , mas era questão de encaixe . Quando o Barbieri tirou o garoto Jean ( que não estava bem ) e botou o Vitinho , ficamos expostos e o Cruzeiro voltou a ter o contra ataque e fez o segundo e quase o terceiro. Era um dia para jogar mais seguro, pois estávamos mal , agora o problema é maior , mas ainda acredito. Perdemos em campo e na arquibancada.
    Vamos meu Mengao!!!!

  • Você tem toda razão, o Flamengo de hoje deixou de ser vermelho sangue e passou a ser lilás do Fiu Fiu, lamentável. O presidente que se diz administrador e trabalha com acompanhamento de sei lá o que, centro de referência de sei lá o que, resultados e sei lá mais o que, ama alguns jogadores, ama mesmo, amor sentimental, amor carnal. Ele é quem é o problema, não deixa os poucos cabas que ainda restam de cunhão roxo administrar o time, sobretudo o futebol. Assim, caminhamos para mais um ano decepcionante, um final melancólico, um fim trágico, mas, esperado. Ano que vem teremos novo presidente, tomara que não seja adepto dessa filosofia lilás, que adora alisar um jogador, proteger, demonstrar sentimento tresloucado de desejo incontrolável de afeto. A Bandeira apenas nosso sentimento mais puro de decepção. Tem torcedor que acha esse cara competente. Nunca foi, comete os mesmos abusos dos outros. Antecipação de 180 milhões de cotas de televisão futura, que pela lógica deveriam pertencer as próximas gestões. Compra parcelada de atletas que superam os 100 milhões que ficarão para o próximo presidente pagar, empréstimos com prazos e parcelas a perder de vista que também ficarão para outros pagarem. Se fosse o Kléber Leite seria crime e corrupção, mas, com o Bandeirinha Fiu Fiu isso é normal, por falar nisso, aquele discurso de combate a essa prática ficou no passado. Portanto, só ai são mais de 300 milhões que pertencem ao futuro, que estão sendo gastos no presente, assim é bom pagar dívidas, comprometendo as futuras gestões. Ainda por cima, dentro de campo a gestão é nota ZERO, zero x zero, não conquistou nada importante com esse orçamento de mais de 2 bilhões de Reais em 6 anos. Vergonha. lamentável. Tá na hora de alguém pegar um mói de pentei do Sargento Fahur pra fazer uma chaleira de chá pro bandeirinha Fiu Fiu, vai que dar certo e depois disso ele começa a falar rosado e botar jogador preguiçoso pra correr.

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