O Flamengo tem mais um duelo fora de casa neste sábado (4), novamente diante do Grêmio, mas dessa vez pelo Campeonato Brasileiro, às 19h (de Brasília), na Arena do Grêmio, pela 17ª rodada do Brasileirão. Jogar longe do Rio de Janeiro não tem sido um problema para a equipe de Mauricio Barbieri.
O Flamengo disputa o Campeonato Brasileiro, a Copa Libertadores da América e a Copa do Brasil. Totalizando as três competições foram 12 jogos fora de casa até o momento. Destes, a equipe rubro-negra perdeu apenas um, venceu cinco e empatou seis. O único revés foi diante da Chapecoense, pela 5ª rodada do Brasileirão. Vale ressaltar que nesse jogo Barbieri entrou com time misto. Veja abaixo todos os jogos detalhados.



Opiniões de comentaristas:
O Esporte Interativo buscou entender o porquê da boa campanha do Flamengo longe do seu território. A reportagem conversou com Vitor Sergio Rodrigues, um dos comentaristas da emissora.
Para Vitor Sergio, o Flamengo de Barbieri mudou de postura e não é o mesmo das últimas temporadas, quando atuava de maneira mais tímida fora de casa. Ainda na visão do comentarista, o atual comandante deixou o time mais agressivo e preparado para conseguir conquistar as vitórias como visitante.
“É nítido ver que a postura do Flamengo fora de casa é outra em relação às últimas duas ou três temporadas. A equipe de Barbieri é agressiva na casa do adversário, acabando com a sensação dos últimos anos de que o Flamengo era inofensivo. Lutou muito para não perder fora na Libertadores, quando o sistema de jogo ainda não estava consolidado. Após da melhor assimilação do modelo pretendido pelo técnico, o Flamengo conseguiu ser sólido como há muito não era no campo adversário e conseguiu jogar de forma próxima ao que faz no Maracanã. Assim, ganhou do Galo no Horto, teve chance de ganhar do Palmeiras no Allianz (correu risco de perder também, é verdade) e terminou os jogos na Vila Belmiro e na Arena do Grêmio empurrando o dono da casa contra o seu gol. A falta de títulos importantes desde 2016 sempre passou pela sensação (quase sempre materializada em campo) de fragilidade fora de casa. Em 2018, a postura é diferente.”
Além de Vitor Sergio Rodrigues, a reportagem conversou com Gustavo Fogaça, jornalista da Rádio Gaúcha e que acompanhou de perto o time de Barbieri diante do Grêmio, na última quarta-feira (1º), no empate em 1 a 1 pela Copa do Brasil. Para Gustavo, o Tricolor provou do próprio veneno na partida contra o Flamengo.
“Para mim foi o melhor jogo que tivemos no Brasil neste ano até agora. Eu tenho uma tese que o Flamengo soube “se espelhar” no Grêmio. No primeiro tempo, o Grêmio avançou a marcação. A dupla de zaga não perde viagem: ou eles roubam a bola ou fazem falta tática. Isso foi usado no primeiro tempo. O Grêmio não conseguia roubar a bola e isso desgastou muito a equipe. O Grêmio tem jogadores com idades mais avançadas. Como o time se desgastou no primeiro tempo, o Flamengo criou essa compactação ofensiva, e o Grêmio não conseguia sair. Os últimos 10 minutos de jogo, o Flamengo teve 82% de posse de bola. Isso é inédito. O modelo de jogo do Grêmio é ter a posse. Não há, na história deste Grêmio, ter apenas 18% na posse de bola. Esse foi o mérito do Flamengo. Segurou no primeiro tempo e no segundo soube jogar. Uma estratégia muito bem bolada de Mauricio Barbieri, e o Flamengo surpreendeu neste sentido. No primeiro tempo, o Grêmio tinha a bola e o Flamengo ocupava os espaços. Na segunda etapa aconteceu ao contrário. O Flamengo controlou a bola e o tempo. No geral, o Flamengo foi superior.”
Reprodução: Esporte Interativo


























