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Futebolzinho: “O vermelho, o preto e o gigante de cimento”

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Domingo foi dia de Maracanã. Eu não sei vocês, mas mesmo com mais de 30 anos de estádio, cada vez que eu entro naquele espaço a mágica se faz. Meu coração acelera, minha boca seca, minhas mãos suam, os olhos brilham mais… eu vou ver o meu amor.

Naquelas quatro linhas estão em cheque meus momentos de felicidade mais genuína, mais pura e mais fácil de ser percebida. E era contra o Sport, aquele time digno de pena, que ganhou um campeonato de safadeza e foi na onda e agarrou a única chance de ser campeão. É aquela farpa na pata do dinossauro. Eles sabem, nós sabemos, mas é sempre divertido mostrar quem é quem.

E nós fomos os gigantes de sempre. Donos da bola, da casa, de tudo. Um primeiro tempo nervoso, não sei porque, talvez fossem os quase 60 mil olhos arregalados e gargantas em chama que assistiam da arquibancada, talvez fosse… um gol estabanado de Réver e outra falha tão estabanada quanto que igualou o placar. Fomos assim pro vestiário.

No intervalo, aquele gosto de Flamengo veio na boca e transbordou pelos olhos. Vitinho, o menino que nasceu Rubro-Negro, vestiu o Manto Sagrado pela primeira vez e entrou soberano em casa. O que se passava na cabeça dele? Uma multidão que gritava o nome do camisa 14 pode ser apenas uma pequena amostra da pressão que paira sob uma cabeça ainda tão jovem. Mas eu acho que ele encara. E ele quer, ele quer muito, chega a ser palpável.

Eu cravei os quatro gols do Flamengo. Não é possível que os deuses do futebol permitiriam que nosso dia de glória não fosse completo. E foi perfeito. Foram três golaços! Paquetá, Everton Ribeiro e Fernando Uribe. Três momentos de puro êxtase onde a única coisa que importa é aquele sentimento em vermelho e preto que explode além da razão e faz o desconhecido ao seu lado virar irmão.

E vamos indo. Um time ainda em construção, que há alguns anos atrás não pôde segurar seu artilheiro e hoje traz do mesmo time, o artilheiro deles pelo mesmo valor. Sim, eu estou orgulhosa! Não pelo que somos, mas pelo que sempre pudemos ser, mas que só agora estamos chegando lá.

Somos imensos, orgulhosos e estamos dando medo. É normal. Contra o Grêmio, todas as apostas estão contra nós, mas quem precisa de mais alguém? Somos a Nação Rubro-Negra! Insuportáveis, intoleráveis, mas porque podemos ser! E eles vão ver.

Isso aqui é Flamengo, porra!!!

Em tempo: O Grêmio tem dois nomes e um técnico, o resto é só pelada.

Em tempo2: Flamengo, amigos, futebol, cerveja gelada e o Maracanã. Se existe alguma forma mais completa de amor, eu desconheço.

Bola no mato e vamos buscar a taça!

Saudações Rubro-Negras!!!

Twitter: @regraciano10

Reprodução: Futebolzinho

 

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