Matheus Brum: “Até que enfim, Abel”

Caros companheiros (as) do Coluna do Flamengo. Nesta segunda-feira, estamos em êxtase por causa da goleada de ontem e a classificação pras semifinais do Carioquinha. No entanto, além da vitória sobre a Cabofriense, é preciso destacar a atuação coletiva da equipe. No texto de hoje, vou me ater a sete minutos que considero importantíssimos e que pode ser a cara do Flamengo de 2019.

Aos 31 minutos do segundo tempo, Abel sacou Willian Arão e colocou Arrascaeta. Neste momento, o time passou a ser extremamente ofensivo. Cuéllar, Everton Ribeiro e Diego; Arrascaeta, Bruno Henrique e Gabigol. Ou seja, apenas um volante de marcação, com três meias de excelente passe, um atacante de velocidade e profundidade, e um finalizador, que também sabe jogar com a bola nos pés.

Durante a período, Diego e ER7 ficaram se revezando. Um fazia a saída de bola e o outro era responsável por flutuar na intermediária atrás de Gabigol. Bruno Henrique foi pra direita, deixando Arrascaeta na esquerda, função na qual brilhou com a camisa do Cruzeiro.

Foram apenas sete minutos com essa formação em campo, até Ronaldo entrar na vaga de Everton Ribeiro. Entretanto, como já disse aqui em outras colunas, essa escalação é a que acho a melhor pro Flamengo. Por quê? Porque consegue conciliar nossos melhores jogadores num esquema que pode dar certo.

A única objeção em relação ao que foi apresentado ontem foi ER7 ficar ao lado de Cuéllar, fazendo saída de bola. Neste caso, acho ruim. O camisa sete precisa ficar solto, pra usar a arrancada na criação de chances de gol. Quem deve sair jogando, e já faz isso desde que chegou ao Mais Querido, é Diego.

A trinca de armação deve se movimentar bastante, abrindo espaços pra infiltrações dos volantes e também pra confundir o adversário. Um dos problemas das temporadas passadas era justamente o jogar “engessado”, sem grandes mudanças de posicionamento ao longo dos jogos.

Só que também há ônus nesta escalação, que é preciso ser treinada bastante pra poder rodar da maneira como imaginamos. A recomposição defensiva precisa ser bem feita. Por ser um time muito ofensivo, é fácil tomar contra-ataques. Por isso, o ideal é que os laterais não subam muito pro ataque, dando liberdade pros pontas e meias, sem ter que fazer com que eles voltem no desespero pra marcar.

Com essa formação, fica mais claro também como será o banco de reservas. Vitinho seria o suplente de Arrascaeta e Berrío de Bruno Henrique. Arão entraria na vaga de Diego, e pra posição de ER7, vários jogadores seriam candidatos.

Independentemente do gosto de cada um, uma coisa é certa: Abel tá mostrando que pensa em várias formas pra montar o time. Isso significa que durante as partidas haverá mudanças de formação e posicionamento. Ótimo pra poder confundir e enganar retrancas adversárias.

Matheus Brum
Jornalista
Twitter: @MatheusTBrum

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5 Comentários
  • Jogo pequeno dá pra jogar com um volante. Jogo grande com um volante é pedir prá levar gols… Diego e Everton Ribeiro não desarmam nem arapuca…

  • Nao sei porque sempre que o flamengo ganha tentam menosprezar a vitoria o campeonato etc vitoria e vitoria e com as pequenas e grandes que se conquistam titulos ja perdemos titulos vagas e campeonato perdendo pra time pequeno então vitoria e vitoria

  • Criação de sites e aplicativos para celular