
Um incêndio deixou dez mortos na madrugada da última sexta-feira (08), no Ninho do Urubu. As vítimas foram atletas do futebol de base do Flamengo, com idades entre 14 e 17 anos. Um dia após a tragédia, familiares chegaram ao IML (Instituto Médico Legal) para fazer o reconhecimento dos corpos. Arthur, tio de Samuel Thomas, falou com os repórteres em frente ao local:
— Samuel era um herói, era nosso guerreiro. Vai fazer muita falta pra todo mundo. Ele sabia que sou vascaíno e me deu essa camisa. Falava que era Manto e enfiava no meu corpo: ‘toma tio, você tem que ser Flamengo’. Hoje deixei de ser Vasco e sou Flamengo. Não sabemos se será hoje (o enterro). Vamos tentar entrar pra agilizar.
Em seguida, completou dizendo que o sobrinho tratava o futebol como uma brincadeira: “Samuel gostava muito da rapaziada que passou pelo Flamengo. O Samuel era especial, ele queria brincar, ele não levava como trabalho. Samuel saia de casa e falava pra gente: ‘quero fazer o que eu gosto‘”.
Neste sábado (09), o elenco profissional do Flamengo se reapresentou no Ninho do Urubu vestindo a cor preta. Não houve treino no campo, nem com bola, por respeito às vítimas. Os atletas fizeram trabalho na academia após ouvirem um discurso emocionado do técnico Abel Braga.
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