Flamengo se reúne com representante de duas famílias nesta segunda para negociar indenizações

Por: Higor Neves e Venê Casagrande

A tragédia ocorrida no Ninho do Urubu completou um mês na última sexta-feira (08). Entretanto, até então, o Flamengo não conseguiu entrar em acordo com as famílias das vítimas do incêndio. No entanto, um passo importante para um acerto com as famílias de Vitor Isaías e Bernardo Pisetta pode ser dado nesta segunda-feira (11), quando o advogado responsável pelos dois casos se reunirá com o clube.

O encontro ainda não tem local definido. Porém, sabe-se que, além do advogado e do representante do Fla, estarão também membros da família de Vitor. Moradores de Florianópolis, os entendes da vítima viajarão ao Rio de Janeiro no período da tarde, já com a companhia advogado. Enquanto isso, os familiares de Bernardo partirão da cidade de Navegantes, encontrando os demais no Rio de Janeiro.

Em conversas anteriores, como a reunião de mediação ocorrida no dia 21 de fevereiro, não houve grande evolução nas tratativas. Ainda assim, existe a expectativa de que clube e família cheguem a um acordo. Isso porque, a ideia do advogado que assumiu os casos de Vitor e Bernardo é tentar negociar com o Flamengo até o último momento, antes de partir para uma atitude mais contundente. Vale destacar que, apesar de o mesmo advogado estar negociando em nome dos dois atletas que perderam a vida, as conversas são feitas de forma individual. Ou seja, o acerto com uma família pode acabar sendo diferente da outra.

Quanto às outras famílias: internamente, o Flamengo comemora o acordo com uma delas. Contudo, os advogados não confirmam a informação e, entre as vítimas, a notícia do suposto acerto individual causou estranheza, uma vez que nenhum deles afirma ter se entendido com o clube.

FLAMENGO E MINISTÉRIO PÚBLICO DIVERGEM SOBRE VALORES DE INDENIZAÇÕES 

No início das conversas pela indenização, o Ministério Público e as famílias discordaram do pagamento que o clube ofereceu. Isso porque a proposta que o Flamengo levou à mesa girava entre R$ 300 e R$ 400 mil reais, com pagamento de salários mínimos durante dez anos, segundo divulgou o próprio MP. Enquanto isso, o valor pedido pelo órgão era de R$ 2 milhões a cada uma das famílias, somados ao pagamento de R$ 10 mil mensais até a data em que a vítima completaria 45 anos.

Por não ter chegado a consenso com o clube, o Ministério Público pediu o bloqueio de R$ 57 milhões do Rubro-Negro, valor que corresponde à oferta que o Flamengo recusou pagar inicialmente. Junto a isso, o órgão também solicitou a interdição do Ninho do Urubu, que acabou ocorrendo no dia 27 de fevereiro, em ação da Prefeitura Municipal. O Centro de Treinamento, aliás, não tem previsão de ser reaberto, o que só acontecerá após o Corpo de Bombeiros realizar vistoria e constatar que o clube regularizou as pendências apontadas em inspeções.

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