Fábio Monken: “Não vale nada, mas tem que ganhar”

Salve, Salve, Nação Mais Linda do Mundo! 

Ontem carimbamos novamente o carnê dos vices. A freguesia continua. Alguma hora esse tabu deve ser quebrado, mas a coisa está ficando feia pro time da Arena Ratazana. E a coisa deve ser sempre assim, pois temos um elenco com anos-luz de superioridade se comparado ao adversário. Deveríamos ganhar dos caras até se colocássemos o sub-23 para jogar mas, absolutamente, a vitória contra um time extremamente inferior tecnicamente é quase uma obrigação! 

E foi uma vitória com requintes de crueldade. Gol de empate aos 48 do segundo tempo numa cabeçada do pequenino Arrascaeta que veio como um bólido e estufou as redes do adversário fazendo a Magnética explodir de alegria. Ressaltemos aqui duas notas de pesar:

1- a falha clamorosa do Uribe no gol do vice mesmo entendendo que não fosse ele que devesse estar ali. Como estava na marcação, pelo menos mantivesse contato com o adversário para impedi-lo de subir para o cabeceio. Isso é básico, aprende-se na escolinha. Mas ele marcou a bola, fazer o quê?

2- a escalação do Rodinei para bater uma das penalidades. Quem foi o autor desse absurdo? A falta de qualidade técnica do nosso dublê de lateral salta aos olhos e, mesmo assim, a insistência continua. Falta um mínimo de bom senso por falta da comissão técnica. 

Falando um pouco sobre o outro lado, depois do gol de empate a alegria da torcida adversária esmoreceu. Foi como um balde de água gelada na cabeça da torcida e dos jogadores do vice, cujos quais se abateram tanto que foram totalmente desestabilizados emocionalmente para a cobrança alternada de penais. Com o moral lá em cima e o emocional muito superior advindo de um gol nos acréscimos, o resultado não poderia ser outro: Flamengo campeão da Taça Rio. 

Falando sobre o jogo, considero uma pena enorme o Arrascaeta ser tratado dessa maneira pelo nosso treinador. O cara só entra em time Frankenstein. Sacanagem, pô! É inegável sua qualidade individual, mas o Abel insiste em deixá-lo no banco para que o Arão jogue. Isso é inadmissível. 

Para os defensores da teoria esdrúxula e infundada de que ele justifica estar no banco devido a suas atuações irregulares como a do jogo de ontem, uma pergunta: vocês tão de brincadeira, né? Como mensurar atuações em times de formações diferentes, com jogadores de qualidade inferior ao do time principal e mais, sem uma sequência de atuações com os mesmos jogadores?

Sabem qual o grande problema dessa comissão técnica e o cerne da questão? Arrumar um time ofensivo e com cobertura defensivamente forte para anular o contra-ataque adversário requer muito conhecimento técnico e tático, além da demora para realizarem-se os acertos necessários durante a implantação deste sistema. E isso é perfeitamente possível. Temos as peças perfeitas para que isso ocorra a começar por uma dupla de zaga hábil na saída de bola e rápida na recuperação com o Léo Duarte e o Rodrigo Caio.

Podemos observar que os times estrangeiros modernos jogam desta forma de mais imposição técnica. Cito aqui o Manchester City, a Juventus, o Barcelona e tantos outros. Conseguem observar a semelhança dessas equipes? São protagonistas, isso mesmo. O sarrafo está lá em cima, galera! Devemos nos nortear por cima, isso se quisermos primar pela excelência e firmarmos nossa posição doutrinadora no futebol sul-americano.

Reitero aqui o meu total repúdio à maneira covarde deste Flamengo jogar. Urge o tempo de mudança, já deveríamos estar jogando dessa forma impositiva há tempos. Temos um elenco muito bom para isso, mesmo sabendo que ainda faltam dois laterais com muito mais qualidade do que a dos atuais para que essa excelência tática seja mais latente. Mas vamos aguardar para ver se a coisa muda no menor espaço de tempo.

Voltando a falar da partida, ontem gostei da postura do Flamengo. Não deixamos de acreditar em nenhum instante. Tomara que continuemos assim. Qualidade técnica esse elenco tem, faltava essa vontade incessante de obter a vitória a qualquer custo. E isso está sendo mostrado, jogo após jogo. Ponto positivo para a comissão técnica.

Quero ainda parabenizar o menino Bill pela desenvoltura e, principalmente, pela tranquilidade mostrada na partida de ontem. O moleque entrou e correspondeu, a assistência para a cabeçada do Arrascaeta foi espetacular. O cruzamento da linha de fundo, com a parte interna do pé direito, colocando o efeito necessário para a pelota traçar um arco contrário à direção da corrida do atacante é a forma certa de realizar esse tipo de cruzamento.

Isso nos mostra que o trabalho na base está sendo muito bem realizado, além da execução ter sido primorosa. O cruzamento dessa maneira traz muita dificuldade para a defesa adversária, pois a bola faz o movimento de saída em relação à zaga postada. Outro ponto fundamental é que jogadores advindo da base já têm a noção exata do que é jogar no Mengão, o manto sagrado não pesa em seus ombros.

Dito isso, devemos agora comemorar, sacanear os amigos da arco-íris (sim, TODOS eles!) e começar a pensar na Libertadores. Quarta-feira tem jogão, o Maraca estará lotado mais uma vez e o time principal, descansado, deve adotar a mesma postura que demonstrou nos outros dois jogos: raça, solidariedade e vontade de vencer. Se partirmos dessa forma, conquistaremos mais três pontos e ficaremos a uma vitória da classificação para a fase de mata-mata da Liberta. Que venha mais uma vitória! Vai pra cima deles Mengo!!!

O Flamengo simplesmente é!!! 

Saudações Rubro-Negras a todos!

Fabio Monken 

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5 Comentários
  • fabio sugiro que voce faca um curso de tecnico de futebol, seu comentario foi bom com duas excecoes, a primeira, toda vez que voce olhar para o resultado de um time que faz 25 gols e sofre 9, e tem maior posse de bola que os adversarios, esse time joga de maneira OFENSIVA, isso ensinam aos treinadores nas primeira semanas do curso, e segundo, esses numeros, FAZER UM MAIOR NUMERO DE GOLS QUE OS ADVERSARIOS, levar GOLS EM NUMERO BEM INFERIOR(fazendo bom saldo), e por fim TER UMA MAIOR POSSE DE BOLA que os outros, segundo os rudimentares ensinamentos, DEVE SER O OBJETIVO DE QUEM QUER SER CAMPEAO, e sigifica que o treinador deste time JOGA OFENSIVAMENTE, portanto, dizer que o flamengo joga defensivamente nao procede, PORQUE OS NUMEROS PROVAM EXATAMENTE O CONTRARIO.

  • Interessante que o autor cita os clubes mundo afora que jogam de forma impositiva e dentre eles a Juventus, aquela que entra em campo com três volantes e que o mais técnico e com qualidade de criação dos três joga mais recuado, armando as jogadas a partir da linha mais baixa do meio campo. Os outros dois, comumente Matuidi e Bentancur, são jogadores de movimentação, aproximação a área pela imposição física e não técnica, claro que cada um à sua característica, mas exatamente como é o nosso querido William Arão. Ora, se a Juventus supostamente joga da forma que o autor pede (duvido que tenha visto mais de cinco jogos da Juve na temporada), e isso com três volantes em campo, porque o Flamengo necessariamente precisa de um só?

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