Coluna do Torcedor: “Não deixem o ano ir para o brejo”

FOTO: CARLA ARAÚJO/COLUNA DO FLA

Ano pós-eleição. Nova diretoria, novas metas, e claro novas promessas. Todos os ingredientes para que o Flamengo comece um novo ciclo, que até parecia estar bem, afinal, além de grandes contratações, já são três títulos: Florida Cup, Taça Rio e o Campeonato Carioca. Mesmo assim, a torcida está inquieta, e muitas vezes com um sentimento de decepção. As derrotas na Libertadores e no Brasileiro escancararam alguns problemas. O time não tem um padrão de jogo bem definido, ressuscitou velhas jogadas do futebol, muitas vezes que não dão resultados e, por fim, sofre muitos gols. Trataremos agora algumas possíveis causas.

Não são de hoje as reclamações da torcida do Flamengo perante um desequilíbrio encontrado na formação do time. Com grandes estrelas e jogadores incontestáveis nos times do Brasil, o ataque do Flamengo está completo. Entretanto, a defesa deixa um pouco a desejar, mais precisamente as laterais. Há pelo menos dois anos, a torcida critica esse setor, e embora ultimamente a imprensa tenha dado também bastante atenção, a diretoria não via isso como um problema real. Ultimamente assistimos à maioria das falhas serem nesse setor. E mesmo a lateral direita ser o grande problema, com dificuldades técnicas, não estamos mais tão seguros na esquerda.

Em contraste com essa situação, um jogador chama atenção de forma positiva. Cuéllar vem fazendo um grande ano. Isso explica, talvez, por que ele aparece tanto. Joga muitas vez por dois ou três, já que além de fazer sua função, protege as laterais e dá cobertura para o segundo volante Willian Arão. Esse, que tem muito prestígio, tanto da diretoria como da comissão técnica, não é tão apreciado pela torcida. É um bom jogador, mas muito inconsistente, e nos últimos meses, vem demonstrando falhas técnicas, parece perdido em campo.

Esse desequilíbrio poderia ser evitado. Com dinheiro em caixa, o Flamengo movimentou o mercado e contratou grandes jogadores. Mas poderia ter focado nas posições mais carentes. Com certeza foi motivo de muito orgulho, depois de anos de problemas financeiros, conseguir, por exemplo, fazer a contratação do Arrascaeta, já que pagamos e retiramos o jogador de um rival brasileiro. Escolheram trazer essas peças no primeiro semestre, e ir levando as outras carências para o segundo, um grave erro, que pode custar uma eliminação importante.

Para finalizar, a escolha do treinador. Pelo divulgado não era a primeira opção, buscaram um perfil vencedor e disponível, e acharam o Abel. Há uns anos esses atributos fariam sentido. Hoje, prova-se em campo, que foi uma escolha equivocada. Sua teimosia irrita, o time parece confuso, e os treinos parecem surtir o efeito contrário ao esperado. Perdemos nossa criatividade ofensiva e começamos a usar jogadas retrógradas. A defesa, antes sólida, hoje é uma das mais vazadas, e toda a suposta raça que apareceu no time é neutralizada por falas nas coletivas e ações que não mostram identificação. Na verdade, afastam a simpatia do torcedor.

Não existe um culpado, é o conjunto que está tirando o sono da torcida. Para melhorar, não será fácil, mas ainda dá tempo. A simples cobrança a comissão técnica talvez não dê resultado. A torcida já faz o seu papel, agora falta a diretoria. Algumas contratações se fazem necessárias, para recuperar o erro de alguns anos. Não deixem que mais um ano passe perdido. E por fim um desabafo: Jogadores, essa critica é construtiva. Não precisa fazer um gol domingo, e comemorar em uma rodinha com o Abel, em forma de protesto. A torcida não tem culpa. Vocês jogam pelo Flamengo!

Abraços, #SRN
Por: Thiago Sant’anna.

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