Fábio Monken: A falácia do “futebol de resultado”

Salve, Salve, Nação Mais Linda do Mundo!

 Mais uma jogo na tarde de ontem, e mais uma retranca fenomenal ao estilo Abelão de jogar. Nosso Mengão foi escalado com três volantes e postou-se defensivamente em quase a totalidade da partida, para ira da Magnética e deleite da pseudoimprensa esportiva nacional.

Quanto à partida, achamos um gol numa das poucas jogadas lúcidas de nosso ataque/meio-campo e fechamos, literalmente, a casinha. No final, mesmo o empate podendo ser considerado um bom resultado, devido a termos atuado com os reservas, pudemos ter a sensação que poderíamos ter saído do Morumbi com uma vitória a um adversário direto.

 Essa é a leitura que faço do jogo de ontem. A análise é superficial pois não é esse o assunto concernente à coluna de hoje. Reparem que nosso elenco, mesmo sendo muito desequilibrado precipuamente nas laterais, fez frente ao time titular do São Paulo na casa deles. Recheado de crias da base, fomos pragmáticos e colhemos, ao menos, um empate.

 Falando sobre o título da coluna considero, indiscutivelmente, que o futebol de resultado é de uma falácia sem precedentes. Acredito piamente que as pessoas intelectualmente fracas ou aqueles com dificuldades cognitivas sintomáticas se apoiem nesse quesito para tentar mascarar ou criar narrativas mendazes tencionando justificar o injustificável.

 É de uma leniência tacanha afirmar que o tipo de futebol que traz as taças não faça diferença. Dizer que o pragmatismo é caminho certo para a chegada dos títulos, quando eles chegam, é de uma atrocidade gigantesca, beira à sandice, à parvoíce.

 Essa forma de atuação ridícula, utilizando-se da entrega da bola ao adversário, jogando de forma reativa só consegue, ainda, ganhar títulos por aqui, em “terras brasilis”, porque os grandes clubes brasileiros de maior investimento ainda não se atentaram ao fato de que a excelência na gestão esportiva é tão ou mais importante do que ter um elenco qualificado e com peças de reposição à altura.

 O futebol jogado na Europa é diferente demais, DEMAIS! A posse de bola é valorizada, as jogadas de linha de fundo com as triangulações são costumeiramente realizadas, a compactação de linhas das equipes e a marcação alta são percebidas até em times de menor investimento.

 Isso é claro como a luz que nos ilumina, mas a parte podre da mídia esportiva brasileira, que pode ser considerada protecionista, mal-intencionada e acéfala taticamente jura de pés juntos que o estilo do futebol praticado pelos times montados pelo Abelão e pelo Felipão (para citar dois medalhões ultrapassados) é o ideal para que os títulos sejam conquistados por aqui. Não é. Nunca foi! Nunca será!

 Essa é a bandeira maltrapilha e esfarrapada desses comentaristas de melhores momentos. Os caras não assistem aos jogos, não é possível! A coisa é tão absurda que beira o irracional, o nefasto. O pior são os comentários desconexos e inconsistentes. Ao comentarem de um jeito o futebol europeu e de outro, completamente inverso, o praticado no Brasil, eles praticam a autocontradição dispensando a necessidade de outras contestações.

 Eles se esquecem que seus telespectadores são muito mais inteligentes do que já foram num passado recente. Nós, da audiência esportiva, atualmente sabemos tanto ou ainda mais do que os comentaristas esportivos por um simples motivo: nós assistimos a TODO o jogo. Par você traçar comentários justos sobre uma partida você tem que, no mínimo, assisti-la na íntegra. E todos sabemos que isso não acontece nas grandes emissoras do país.

 Voltando a falar de Flamengo, estou na torcida por um bom resultado na quarta-feira, pela Libertadores. Apesar do Abel! Repito: apesar do Abel! Continuo e continuarei batendo na tecla do pragmatismo, do retrocesso e da falta de atualização que permeia o futebol praticado pela equipe do distribuidor de coletes. Não dá mais.

 Precisamos, urgentemente, livrarmo-nos do amadorismo e do nepotismo no Clube de Regatas do Flamengo. Essa situação está periclitantemente escancarada e ninguém toma uma atitude para coibi-la. A crítica ferina sobre esse “modus operandi” foi o mote da campanha roxa. Agora a pedra se tornou vidraça.

 Devemos montar um departamento de futebol, a partir do VP, de excelência. Para isso é necessário que nos livremos, de uma vez por todas, dos néscios e dos pródigos. Atualização contínua, excelência em todas as áreas para que nos tornemos hegemônicos o quanto antes. O caminho é esse. Reto, seguro, bem pavimentado!

 Falta a coragem necessária para a mudança de curso. E essa mudança pode gerar cicatrizes profundas e rompimentos definitivos. Eu nunca disse que seria fácil, mas a bola está com a diretoria atual, infelizmente, pois se estivesse conosco nosso rumo já teria sido corrigido há bastante tempo. Vamos aguardar, que é só o que nos resta. Vai pra cima deles Mengo!!!

 O Flamengo simplesmente é!

Saudações rubro-negras a todos!

 Fabio Monken

Twitter: @fabio_monken

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