Matheus Brum: “Uma estreia com mais baixos do que altos”

FOTO: ALEXANDRE VIDAL/FLAMENGO

Olá, companheiros e companheiras do Coluna do Fla. Finalmente, a ansiedade de ver o Mengão em campo acabou. Assim como o desejo de finalmente ver sacramentada a estreia de Jorge Jesus como treinador. Entretanto, ao contrário do que era a expectativa de muitos, inclusive este que vos fala, pouca coisa nova foi mostrada no confronto contra o Athletico, pela ida das quartas de final da Copa do Brasil.

O empate em 1 a 1 esconde como foi a partida. O primeiro tempo foi todo dos visitantes. A marcação alta surtiu efeito, fazendo com o que o Mais Querido não conseguisse fazer a saída de bola. Consequentemente, nossos meias e atacantes quase não criaram oportunidades. Foram apenas quatro finalizações, sendo só uma no alvo, e 42,75% de posse de bola, indo de encontro ao padrão habitual do clube, que é permanecer mais com a bola no pé.

No primeiro tempo, JJ colocou o Flamengo para marcar no 4-4-2. No entanto, dá pra perceber que o Arrascaeta está totalmente perdido no posicionamento. Ele não está na linha, deixando dois jogadores para o Rene marcar.

Se construir as jogadas ofensivas era um problema, defender era mais difícil ainda. Principalmente porque Vitinho e Arrascaeta (imagem ao lado), os extremos direito e esquerdo, respectivamente, não conseguiam fazer a recomposição de forma correta. Isso abria brechas nas quais o Athletico utilizava para atacar. Inclusive, tomamos um gol nas costas de Rodinei. Por sorte estava anulado.

No segundo tempo, as coisas mudaram. Ao que tudo indica, Jesus fez uma pregação no vestiário que surtiu efeito. A equipe voltou mais organizada dentro de campo. As linhas de marcação estavam bem definidas. Na frente, o time tentava trabalhar a bola para construir jogadas ofensivas.

Mesmo sofrendo o primeiro gol, conseguimos empatar em uma boa jogada de Gabigol. As entradas de Everton Ribeiro e Diego, nas vagas de Vitinho e Cuéllar, respectivamente, ajudaram bastante. Não brilharam individualmente, mas souberam se posicionar dentro da estratégia de JJ. Mais para o fim, Bruno Henrique, sentindo, saiu para a entrada de Piris. Com o paraguaio, o time se fechou mais ainda, mantendo o resultado. O Athletico, por sua vez, não teve a mesma facilidade do primeiro tempo e pouco levou perigo.

Foi uma estreia abaixo da expectativa gerada, mas que conseguiu um bom resultado para o jogo de semana que vem,valendo a vaga. Mesmo dentro destes altos e baixos, deu para perceber alguns detalhes de como será a “cara” do Flamengo nesta “Era Jesus”.

Começando no gol, Diego Alves irá atuar como um “líbero” no momento que o time estiver atacando. Ou seja, sairá da área para fazer a cobertura dos zagueiros, evitando bolas longas pelas costas.

No meio, é perceptível que irá deixar apenas um volante (apesar de ter elogiado o Willian Arão na coletiva) e colocar o Diego para fazer a saída de bola. No meio, abrirá Arrascaeta pela esquerda, Everton Ribeiro pela direita, deixando Bruno Henrique e Gabigol próximos.

Para que este sistema funcione, é preciso que os jogadores estejam próximos. Não dá pra jogar com base em lançamentos. É necessário toques rápidos e curtos para envolver a marcação adversária e abrir espaço entre as linhas de defesa.

Com Piris, o time mudou para uma marcação no 4-1-4-1, com o paraguaio a frente da zaga. No segundo tempo, a marcação funcionou melhor

O mapa de calor mostra com o Flamengo foi um time mais defensivo que ofensivo. Interessante notar que a lateral esquerda é o quadrante onde mais o time se concentrou. Isso mostra como os ataques foram forçados por aquele lado (Reprodução/Footstats)

Já na marcação, é preciso mais comprometimento dos pontas, principalmente do Arrascaeta, que praticamente não ajudou Rene na partida de ontem. Sem a participação dos atacantes para fechar os espaços e impedir a progressão de bola do adversário, passaremos sufoco contra equipes mais qualificadas.

Em suma, finalmente Jesus estreou. Agora, no entanto, é aguardar como serão estes próximos meses de trabalho. A confiança, por ora, está alta. E a sua?

Matheus Brum
Jornalista
Twitter: @MatheusTBrum


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15 Comentários
  • É nítido que Rodnei, Arão e Vitinho não tem condições de serem titular, não aguentam a intensidade que precisa ter. São muito fracos!

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  • Cada comentarista q da dó, sempre fomos goleado na arena um empate desse ainda apareça cada comentarista.

  • Nao da pra vcs esperarem mais do que UM misero jogo pra comecarem a colocar defeito e reclamar do tecnico e dos jogadores nao? Vejo nego reclamando do JJ, do Rodinei, do Arao, do Vitinho, e por aih vai… entao vamos por partes.
    JJ acabou de chegar, nem conseguiu treinar direito com o time completo por conta da Copa america, vcs querem o que, milagre soh pq o nome dele eh Jesus?
    Rodinei; entao vcs acham que o Rafinha veio pra ser banco pra ele? Para ne!
    Arao; jogou melhor que o Cuellar e alem do mais o Gerson esta pra fechar entao nada de desespero.
    Vitinho; estao atras do tal do atacante 9 “matador” entao temos esperancas ainda.
    Lateral esquerda: manda o Felipe Luiz pro quinto duzinferno e fica com o Renê e renovem com o Trauco pq o JJ pode ajudar ele na parte defensiva.
    Bora apoiar e acreditar mais! SRN

  • Boa tarde, o Flamengo no auge sempre jogou ocupando os espaços, com rotatividade dos jogadores do meio e do ataque, o time vai encaixar.

  • Gostaria de saber quem esse tal de Matheus é pra se achar comentarista, fez curso de técnico de analise técnica, treinou algum time ou ate mesmo já chutou alguma bola, vai te catar quem pediu tua opinião esse site cada dia mais bosta!!!!

  • Quando o Flamengo é atacado a orientação é de que os laterais entrem na grande área e se agrupam aos zagueiros, cabendo aos meias abertos (Vitinho e Arrascaeta) ocuparem o lugar na marcação que seria dos laterais.
    É quase impossível um meia voltar a tempo de combater com 100% de eficiência o atacante do time adversário que já está aberto lá na frente. Todos chegaram atrasados ontem (Vitinho e Arrascaeta), e vimos duas avenidas nas beiradas de campo.
    O gol não saiu por um milagre.
    É só deixar o lateral na lateral quando o time estiver sendo atacado. São eles que devem combater os atacantes abertos do time adversário. E se for necessário que alguém entre na área pra fazer a cobertura que sejam os volantes (Cuellar e Arão). Vitinho e Arrascaeta devem complementar uma marcação que já sendo feita lá atrás, e não serem o responsável direto por ela. Vamos sofrer todo jogo com essas ligações diretas se isso não for ajustado.

  • Concordo,discordo quanto ao arrascaeta ainda não foi o ideal,mas ajudou sim na recomposição para minha surpresa,já na direita Vitinho não recompôs,arrascaeta foi bem também na hora da marcação alta,acho que precisa melhorar ,mas arrascaeta me surpreendeu positivamente.

  • Vcs criticam demais , chega dar ânsia de vômito, caramba abel passou a temporada de treinos, jogou o carioca, libertadores , copa do Brasil e não acelerou o time , Blza todos tem direito de reclamar , agora o Jorge Jesus com 20 dias de treinamento e filosofia diferente do q se jogar aqui no Brasil e vcs já querem resultados , deixar pra cobrar lá pra agosto , pq se alguém errou foi a diretoria q não contratou um técnico o começo do ano, então deixem o técnico trabalhar , introduzir a filosofia de jogo , dar ritmo , vcs criticam demais , exigem demais querendo resultado imediato , vai procurar o q fazer !

  • Como tem corneta! Eu já imaginava, todos que se acham entendidos de futebol das mídias esperavam ansiosamente por um vexame na estréia do JJ nao estou aqui dizendo q ele é o nosso messias, mas o cara acabou de chegar a um país totalmente diferente, jogadores desconhecidos pra ele, primeiro jogo sendo um jogo decisivo, em campo de grama sintética contra um adversário muito duro jogando em casa e esses caras ja estão criticando, porra deixa o cara trabalhar, não tem como avaliar nada no jogo de ontem tudo ainda é tentativa e erros faz parte do pacote de mudar a roda com o carro em movimento. Espero q a torcida tenha a paciência e não se deixe levar por “comentaristas” sanguessugas. SRN

  • Só uma correção, foram 10 finalizações, sendo 4 ao gol.
    Outra coisa, foi menos de um mês de treino, primeira partida e um jogo fantástico para os espectadores, pressão o tempo todo lá e cá!
    É óbvio que tem muito a melhorar, porém parece que tem gente que esqueceu como foi os últimos jogos do Flamengo lá.

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