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Matheus Brum: “Aprendemos a jogar a Libertadores”

Olá, companheiros e companheiras do Coluna do Fla. Que vitória no Maracanã! Jogo foi duro, com o Internacional parando o jogo em vários momentos, inclusive com chegadas mais fortes, algumas desleais.

Nosso primeiro tempo não foi bom. Mesmo com a movimentação dos jogadores de frente, levamos pouco perigo. O Inter marcava no 4-1-4-1, impedindo que nossos atacantes flutuassem entre as linhas. Desta forma, Arão não subia tanto ao ataque como elemento surpresa, e poucas jogadas de perigo foram criadas.

Além da forte marcação, nosso lado esquerdo não estava bem. Arrascaeta, jogando com uma gastroenterite, não conseguia escapar da marcação e fazer boas jogadas. Tanto que, mesmo atuando apenas 45 minutos, foi o jogador rubro-negro que mais errou passes na partida (6). Com o uruguaio mal, Filipe Luís não tinha com quem tabelar e buscar jogadas.

No segundo tempo, a situação mudou. O Flamengo continuou com a posse de bola – terminou a partida com 60,9% – buscando espaços na defesa colorada. E a grande diferença foi que soubemos aproveitar o momento em que apareceram. Filipe roubou a bola na lateral esquerda, puxou o contra-ataque, passou para Everton Ribeiro lançar Bruno Henrique, no mano a mano com a zaga adversária. No meio do entrevero, Gerson teve uma frieza ímpar, para tocar pro camisa 27 cutucar pro fundo do barbante.

No segundo gol, quatro minutos depois, mais uma jogada que se inicia com Filipe Luís. O lateral toca pra Gabigol, entre as linhas de marcação, que encontra Bruno Henrique, mais uma vez, no mano a mano. O camisa 27 faz o giro e toca no contrapé de Lomba.

A mudança na forma de jogar no segundo tempo é mérito dos jogadores e também de Jorge Jesus, que sacou o combalido Arrascaeta para a entrada de Gérson. E o camisa 15 jogou demais! Aberto pela direita, foi o responsável pelas principais jogadas ofensivas do Flamengo na segunda etapa. O meia conseguiu carregar a bola e com habilidade ir “quebrando” as linhas de marcação do Inter.

Mas, não só Gérson foi o responsável ela vitória. Filipe Luís mudou seu posicionamento. Mesmo sendo lateral, na construção das jogadas (como no caso do segundo gol), foi para o meio, ajudar Cuéllar e Arão na saída de bola, para fazer o time rodar e encontrar os espaços entre as linhas de marcação do Inter.

Mas, mais importante do que tudo isso, foi a paciência que a equipe teve de esperar o momento certo de matar o jogo. Não se afobou, não partiu com tudo pra cima, deixando os espaços abertos na defesa, e, principalmente, não caiu na pilha dos caras, que não foram para o Maraca jogar bola, e sim sentar em cima do 0 a 0, para buscar a classificação no Beira Rio. O mais legal foi que a torcida entendeu isso, e não pressionou a equipe, com vaias e/ou xingamentos.

Agora é descansar, poupar nossos atletas mais cansados na partida do final de semana, contra o Ceará, fora de casa, para voltarmos as semifinais da Libertadores, quarta que vem, depois de mais de 30 anos sem disputar esta fase da competição.

Matheus Brum
Jornalista
Twitter: @MatheusTBrum


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4 Comentários

  • Concordo Matheus Brum,no mínimo, o ideal seria descansar, Gabigol, ele não estava 100% ontem, de qualquer sorte concordo com você, pouparia também, todos os que jogaram, com exceção do Arão, ele está fora da partida com o inter pelo terceiro cartão, temos muito tempo e jogos no brasileiro, na liberta depois do inter virá provavelmente o palmeiras e depois a partida final.

  • Ótima análise. Parabéns. Se pudesse palpitar pouparia os dois laterais, Arrascaeta e Gabigol diante do Ceará. Até que enfim o Fla aprendeu a jogar mata-mata, não cair em pilha e não ter nenhum jogador expulso.

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